Archive for novembro, 2007

Gatos participam de competição no Madison Square Garden

Dizem que os gatos, diferentemente dos cães, não podem ser treinados por não possuírem o instinto de obedecer e agradar ao chefe. Nesse concurso, porém, pessoas treinam seus bichanos para provas de agilidade e garantem que é possível, sim, ensiná-los. Penso que os gatos devem estar se divertido, do contrário dificilmente fariam o que lhes é solicitado. Rs!

Vejam um vídeo da competição clicando aqui.

 

Breve Passagem

Hoje venho aqui para falar sobre algo que nunca aconteceu comigo, mas que já presenciei com amigos próximos: a perda de um grande amigo felino.

Foram duas as vezes que vi amigos perderem seus amigos miaus para algo que estava além do alcance da medicina tratar. Não foi sem luta, sem lágrimas, sem dor, muito pelo contrário: foi sofrido, guerreado até o limite do que cabia a essas pessoas fazer, até lá naquela cerquinha onde se pode chegar. E não deu.

O primeiro amiguinho foi o gato Cachorro. O Cachorrinho foi resgatado pela Aninha e pelo Ale numa praia do litoral sul de São Paulo. Tratado a pão-de-ló, virou um baita gatão comprido e com um canguru na ascendência (rs). Um dia ele teve um dodói no olho, pouco depois parou de comer, e deste momento até o fim foram 60 dias de luta. Luta do Cachorro, luta da Aninha que acompanhei em cada visita ao hospital onde ele ficou internado mas não houve meios de tratá-lo: apesar de todos os recursos e de excelentes veterinários/equipamentos, perdemos o Cachorrinho para a FeLV.

Esse era o Cachorrinho, um mês depois de ser resgatado, fazendo a maior zona aqui em casa:

A segunda amiguinha chamava-se Catarina. A Catarina era uma gatinha miudinha, e foi a primeira filhota em quem bati os olhos num ‘abrigo’, em abril deste ano. Estava numa gaiolinha junto com mais dois, e impressionava pelo bom humor e fanfarronice. Uma delícia de gata. Em junho/2007, a Tânia se apaixonou pela Catarina, por foto mesmo, num site. Nunca teve dúvida sobre qual gatinha queria, tinha que ser a Cacá.

Esse foi o dia em que a Catarina ganhou a Tânia:[img:Catarina10_1.jpg,resized,vazio]

A Catarina não ganhou só uma mamãe dedicadíssima. Ganhou uma cama quentinha, um irmão ranzinza, ganhou um futuro como o que todos os gatinhos deveriam ter. Era uma bebéia feliz, brincalhona como sempre, ligada no 220. Porém, a Catarina sempre teve probleminhas respiratórios… Na sua última crise de asma, na sexta-feira passada (15/11), ela foi internada às pressas mas não resistiu, e o mundo perdeu um pouco da alegria e do colorido que a pequena Catarina dava a ele. Eu soube hoje da notícia e não pude deixar de chorar copiosamente, porque tinha um carinho absurdo por ela. Tenho por todos os gatos mas alguns deles são especialíssimos por N razões, e muitas vezes nem há uma razão específica, é pura empatia. E Catarina era assim, desses pequenos anjinhos que conquistam a gente sem fazer esforço, simplesmente sendo o que são.

Eu estive ao lado da Aninha quando tivemos que deixar o Cachorro ir embora, parar de sofrer sem conseguir sequer respirar sozinho mais. E a mamãe do Cachorro foi até o fundo do fim das forças e recursos, dos melhores, que se pode oferecer a um animalzinho. Ele, que foi encontrado vagando numa praia, sozinho, durante sua breve passagem de um ano e meio entre a gente soube o que era ser amado, ter comida boa e uma montanha de carinho por todos os lados. Mas doeu vê-lo ir descansar no céu dos gatos.

Infelizmente eu não estava perto de Tânia quando da partida da Catarina, mas posso assegurar que senti, hoje, como se tivesse perdido uma bebê minha. É um choro doído esse que cai agora, porque a pulguinha não vai mais deixar o Bebe mau-humorado, não vai mais fazer caquinha fora do lugar, não vai mais encher de alegria a casa da Tânia como fazia há tantos meses. Tantos? Nem tantos assim, a Cacá não tinha nem um ano ainda. E em pouco menos de um ano soube fazer, com seu jeitinho moleca bagunceira, o que muita gente passa a vida tentando fazer sem sucesso: conquistou corações, afagos, carinhos e sorrisos.

Fica aqui a minha homenagem a esses dois pequenos, e também minha homenagem aos bravos e corajosos guardiões de animaizinhos como esses, gente que é capaz de ir até as últimas conseqüências para preservar a vida desses seres que tanto amamos: os gatos.

Cachorrinho, meu afilhado, deixou muitas saudades. Cacá, querida pequeninha, deixa muitas saudades. Todo amor do mundo a vocês dois, meus amores.

Tatis.
21/11/2007

Catarina:
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Cachorrinho
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Yara Rocca lança seu livro sobre gatos!

Ufa! Demorou mas tô postando, galera!

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Na tarde do dia 11 de novembro, domingo, a jornalista e gateira Yara Rocca lançou seu livro Deixe um gato surpreender você. O evento ocorreu na Livraria da Vila no bairro dos Jardins, em São Paulo, e contou com a presença de representantes da Bayer, uma das empresas patrocinadoras da obra, além de diversos amantes dos felinos. Eu, Mila, estive lá para adquirir meu exemplar, cumprimentar a autora e representar a Confraria dos Miados & Latidos. Afinal, como disse a própria Yara, reunir tamanha quantidade de pessoas numa tarde de domingo para falar sobre gatos não é pouca coisa, não!

A autora fez uma breve palestra sobre sua experiência com gatos desde sua infância e sobre o objetivo do livro, que é não apenas atrair aqueles que já adoram gatos como também alertar os mal-informados para as peculiaridades desses animais, tão incompreendidos e maltratados ao longo da nossa História.

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Depois dos autógrafos, Yara distribui brindes aos diversos compradores do livro.

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O lançamento bombou, com muitos gateiros e leitores.

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E, de quebra, Yara e suas amigas levaram esses lindos bichanos para agitar a tarde!

Eu já li meu exemplar de cabo a rabo, ri e chorei com as experiências de Yara. Certamente Deixe um gato surpreender você é um belo presente para qualquer gateiro(a) ou mesmo para aqueles que receiam a companhia de um felino por não conhecer os benefícios que sua presença pode trazer ao ser humano. E o melhor de tudo é que a cada exemplar vendido 10% do valor arrecadado irá para uma das muitas ONGs que apóiam Yara em sua empreitada! Além de levar um lindo livro, você ainda pode ajudar os animais. Que tal?

Adquira seu exemplar na nossa lojinha, clicando aqui.

Vamos lá… deixe um gato surpreender você!

 

Pessoas que ajudam, pessoas que não ajudam…

Oi pessoas!

Hoje eu resolvi invadir a praia da Ju e postar um texto interessantíssimo no nosso blog. Resolvi porque acho esse texto muito próprio e porque penso que é uma resposta justíssima que podemos dar aos famosos “por que você não ajuda uma criança carente em vez de brigar por este gato?’

Deliciem-se… :)

“Por que não vão defender as crianças com fome?”

Questão interessante.

Vamos ver se essa eu consigo responder de modo didático.

1) Quem faz esta pergunta admite que existem dois tipos de pessoas no mundo:

As Pessoas Que Ajudam e as Pessoas Que Não Ajudam.

Além disso, admite também que faz parte das Pessoas Que Não Ajudam , afinal, do contrário, diria “Por que não me ajudam a defender as crianças com fome?”, ou “Venham defender comigo as crianças com fome!”, ou “Não, obrigada, vou defender as crianças com fome”.

Então ela se coloca claramente através de sua escolha de palavras como uma Pessoa Que Não Ajuda.

É curioso a Pessoa Que Não Ajuda, não faz nenhum esforço para ajudar, mas, sim, para tentar dirigir as ações das Pessoas Que Ajudam.

É bastante interessante. Se eu fosse até sua casa organizar sua vida financeira sob a alegação de que eu sei muito mais sobre administração familiar eu estaria interferindo, mas ela se sente no direito de interferir nas ações que uma pessoa resolve tomar para aliviar os problemas que ela encontra ao seu redor.

É uma Pessoa Que Não Ajuda, mas ainda assim quer decidir quem merece ajuda das Pessoas Que Ajudam e o nome disso é “prepotência”.

2) Pessoas Que Ajudam nunca vão ajudar as “crianças com fome”. Nem tampouco os “velhos”, os “doentes” ou os “despossuídos”. E sabe por que? Porque “crianças com fome” ou “velhos” ou qualquer outro destes é abstrato demais. Não têm face, não são ninguém. São figuras de retóricas de quem gosta de comentar sobre o estado do mundo atual enquanto beberica seu uisquezinho no conforto de sua casa.

Pessoas Que Ajudam agem em cima do que existe, do que elas podem ver, do que lhes chama atenção naquele momento. Elas não ajudam “os velhos”, elas ajudam “os velhos do asilo X com 50,00 reais por mês”.

Elas não ajudam “as crianças com fome”, elas ajudam “as crianças do orfanato Y com a conta do supermercado”.

Elas não ajudam “os doentes”, elas ajudam o “Instituto da Doença Z com uma tarde por semana contando histórias aos pacientes”.

Pessoas Que Ajudam não ficam esperando esses seres vagos e difusos como as “crianças com fome” baterem na porta da sua casa e perguntar se elas podem lhe ajudar. Pessoas Que Ajudam vão atrás de questões muito mais pontuais.

Pessoas Que Ajudam cobram das autoridades punição contra quem maltrata uma cadela indefesa sem motivo. Pessoas Que Ajudam dão auxílio a um pai de família que perdeu o emprego e não tem como sustentar seus filhos por um tempo. Pessoas Que Ajudam tiram satisfação de quem persegue uma velhinha no meio da rua. Pessoas Que Ajudam dão aulas de graça para crianças de um bairro pobre.
Pessoas Que Ajudam levantam fundos para que alguém com uma doença rara possa ir se tratar no exterior.

Pessoas Que Ajudam não fogem da raia quando vêem QUALQUER COISA onde elas possam ser úteis. Quem se preocupa com algo tão difuso e sem cara como as “crianças com fome” são as Pessoas Que Não Ajudam .

3) Pessoas Que Ajudam são incrivelmente multitarefa, ao contrário da preocupação que as Pessoas Que Não Ajudam manifestam a seu respeito. (Preocupação até justificada porque, afinal, quem nunca faz nada realmente deve achar que é muito difícil fazer alguma coisa, quanto mais várias).

O fato de uma Pessoa Que Ajuda se preocupar com a punição de quem burlou a lei e torturou inutilmente um animal não significa que ela forçosamente comeu o cérebro de criancinhas no café da manhã. Não existe uma disputa de facções entre Pessoas Que Ajudam, tipo “humanos versus animais”.

Geralmente as Pessoas Que Ajudam, até por estarem em menor número, ajudam várias causas ao mesmo tempo. Elas vão onde precisam estar, portanto muitas das Pessoas Que Ajudam que acham importante fazer valer a lei no caso de maus-tratos a um animal são pessoas que ao mesmo tempo doam sangue, fazem trabalho voluntário, levantam fundos, são gentis com os menos privilegiados e batalham por condições melhores de vida para aqueles que não conseguem fazê-lo sozinhos.

Talvez você não saiba porque, afinal, as Pessoas Que Ajudam não saem alardeando por aí quando precisam de assinaturas para dobrar a pena para quem comete atrocidades contra animais, que estão fazendo todas estas outras coisas, quase que diariamente. E acho que é por isso que você pensa que se elas estão lutando por uma causa que você “não curte”, elas não estão fazendo outras pequenas ou grandes ações para os diversos outros problemas que elas vêem no mundo. Elas estão, sim. E se fazem ouvir como podem, porque sempre tem uma Pessoa Que Não Ajuda no meio para dar pitaco.

Então, como dizia meu avô, “muito ajuda quem não atrapalha”.
Porque a gente já tem muito trabalho ajudando pessoas e animais que precisam (algumas até poderiam ser chamadas tecnicamente de “crianças com fome”, se assim preferem os que não ajudam).

(Este texto pode e deve ser reproduzido) – Escrito em 13.04.2005

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Em tempo: isso aqui é o que eu e a Frida mostramos pras pessoas que não ajudam o mundo:
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Até mais!

Tatis.

 

Oi pessoal!!!

Hoje a Ju não pôde nos contemplar com seus textos, então deixo uma crônica que considero bem interessante.

Beijos

Carol

SABE…..EU ADORO ANIMAIS!!!

Desde de criança sempre gostei de animais, queria fazer veterinária, mas por imposição de meus pais, segui outra carreira.

Quando vejo algum na rua com sarna, atropelado, debilitado, viro o rosto para não ver, quando dá mudo de até de calçada, tenho muita dó, não gosto nem de olhar.

Quando escuto meu vizinho batendo no seu cão, tampo meus ouvidos para não ouvir.
Não passo em frente a casa ao lado da minha ,pois lá tem um cãozinho amarrado em uma corrente muito curta, sem água e sem comida, ele está muito magro, dá pena de ver.

Não alimento os bichinhos da minha rua, porque tenho muita dó, não gosto nem de chegar perto.

Quando minha cachorra deu cria, para não me apegar nos filhotinhos, peguei eles ainda com os olhinhos fechados, arrumei direitinho dentro de uma caixa de papelão e deixei em frente a um Pet Shop , tenho dó de deixar na rua . SABE….EU ADORO ANIMAIS .

Uma vez quando eu morava numa casa com quintal, tinha um cão de porte médio, ele era muito inteligente, ia me esperar no portão todos os dias, era meu amigão , mas daí tive que me mudar para um apto e não pude levá-lo, então com muita dó , mandei para a protetora dos animais, sabe que nunca mais tive noticias dele!!!!, Mas era meu companherão….. Há!! SABE….EU ADORO ANIMAIS

Tive uma vez também um cachorrinho, muito alegre muito brincalhão que gostava de dar umas voltinhas na rua, depois de dois dias , percebi que ele não voltou, então meu vizinho disse que a carrocinha o tinha levado , NOSSA!! Fiquei com um aperto no coração, SABE…..EU ADORO ANIMAIS

Em um domingo lindo ensolarado, estava indo para uma festa , quando quase tropecei em um cachorrinho atropelado, você não vai acreditar!! Sabe o que fiz?? Ligue para a protetora dos animais, ela prontamente me pediu o endereço para poder buscá-lo, minha consciência não ia ficar tranqüila sabendo que o animalzinho estava agonizando ali na calçada fria e suja. Não ia conseguir me divertir.

Mais tarde liguei para saber se ela tinha ido buscar, ela me disse que estava com ele em um hospital veterinário e que ia se salvar, ela disse também que estava deixando lá vários cheques pré-datados, coitada!! Fiquei com dó dela.

Depois disto TUDO que fiz, consegui me divertir na festa e o cãozinho se salvou TUDO !!! graças a minha ligação SABE…..EU ADORO ANIMAIS