Archive for março, 2009

Notícias fresquinhas e novidades na Confraria!

A todo o pessoal que torce por nós, que acredita no que a gente faz e que nos apóia tanto para que continuemos a existir e fazer o que amamos, venho compartilhar boas novas!

1. Adoção no Site
Estamos reestruturando o site todo, e logo logo teremos novidades. O que posso adiantar é que experimentalmente nossa seção de “Quero Adotar um Gatinho Filhote” já está de cara nova! Agora ela conta com o recurso dos painéis que usamos na divulgação dos nossos bichinhos e que vem funcionado super bem. Quem quiser e puder, sinta-se à vontade para copiar os painéis e espalhar por aí, isso é de ENORME ajuda! Não se acanhe :) )

2. Adoção no Blog
Aqui no Blog também há cópia dos painéis. Distribuaaaa!! Isso ajuda muito e nos faz conseguir doar os bichanos mais rapidamente e, logo, acolher outros.

3. Lares Temporários
Desde o ano passado a Alessandra faz lar temporário para alguns gatinhos tanto nossos quanto de resgate dela, e não posso deixar de agradecê-la pela ENORME ajuda em aumentar as vagas pra gente! Hoje estamos com 18 gatinhos para doação, todos espalhados em LTs nossos, e o melhor: castrados, vacinados e vermifugados, prontinhos para um lar. Esse número não seria possível sem o apoio precioso da Alessandra, Luciana, Lívia, Danis (as duas!), Tadeu e de todo mundo que oferece LT pra gente. OBRIGADA a todos vocês!

4. Aquisição de Vacinas V3 Importadas (Pfizer)
Graças mais uma vez ao apoio sem fim que a Dra. Lizandra nos oferece, conseguimos realizar um grande sonho: doar nossos gatinhos já com pelo menos a primeira dose da V3 (protege contra Panleucopenia, Calicivirose e Rinotraqueíte). Inicialmente contamos com 36 doses: pagamos por parte delas, e outra parte foi gentilmente doada pela Lizandra. Queremos continuar a fazer isso, e precisamos MUITO do apoio de todos para tanto. É uma chiqueza: castrados, vermifugados e vacinados? :) ) é algo para nos orgulhar E MUITO!

Só temos a agradecer, sempre agradecer a todo mundo que nos visita diariamente, a você que nos apoia, nos prestigia, que fala da gente. Que comenta nossos artigos, que nos procura, nosso agradecimento do fundo do fim do coração.

Até mais!

Equipe Confraria.

 

Animais ‘esquecidos’ em enchente ganham pavilhão nos EUA

Cavalos, cães, porcos e gatos dividem espaço.
Zoo de Dakota do Norte recebe camundongos, aves e coelhos.

Do G1, com informações da Associated Press

Cerca de 200 bichos, entre cães, gatos, cavalos e porcos, foram colocados em um grande pavilhão após terem sido abandonados por seus donos na Dakota do Norte.

O estado americano vive um momento de atenção por conta da enchente do Rio Vermelho. Até Fargo, a principal cidade da região, foi atingida.

Par de pequenos cachorros observam movimentação em centro em West Fargo, na Dakota do Norte (Foto: Elaine Thompson/AP)

Como tiveram que sair às pressas, os donos dos bichos buscaram os primeiros hotéis possíveis e muitos deles não aceitam animais domésticos.

Assim, o instituto Sociedade Humana utilizou o pavilhão normalmente utilizado para shows de cavalo e gado para receber todos os bichos domésticos que não puderam acompanhar seus donos.


Gato é visto em gaiola onde estão cerca de outros 200 animais (Foto: Elaine Thompson/AP)

Há ainda outros animais, como camundongos, aves e coelhos que foram alojados no zoológico Rio Vermelho, em Fargo. Na Universidade Estadual de Dakota do Norte há ainda cerca de 250 cavalos. Mais de 100 voluntários trabalham no cuidado aos bichos.


Voluntária fecha cerca onde estão dois cavalos, sendo um filhote (Foto: Elaine Thompson/AP)


Voluntárias levam os cães-guias para cegos Davis (à esquerda), de 3 anos, e Delbert (já aposentado), de 14 anos, para passearem West Fargo, na Dakota do Norte (Foto: Elaine Thompson/AP)

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Obviamente nunca passei por uma situação de tamanho risco, mas não consigo me imaginar saindo de minha casa e deixando meus bichos sem ter previsão de voltar a vê-los.
:(

 

Quero tanto adotar um gatinho, por que será que ninguém me doa um?

Oi Pessoal,

Resolvi aproveitar um e-mail que recebi há algum tempo para tentar ilustrar algumas respostas a essa pergunta título do post de hoje.


“Nosso gatinho fugio e minha filha de seis anos está deprimida.Preciso substituir urgente! Aceitamos qualquer gato de até 6 meses, com pelo longo. Grata!”

Infelizmente e-mails como este não são incomuns. Claro que algumas particularidades mudam, mas o cerne da coisa é sempre o mesmo. Pior é que temos a maior paciência do mundo para explicar as razões pelas quais a pessoa em questão NÃO deveria adotar um gato, mas soa sempre como má vontade da gente.

Talvez seja uma questão cultural, talvez seja só falta de informação mas recebemos muitos contatos de pessoas que vêem a adoção de um animal como um favor que fazem a ele (e consequentemente a nós). Como se por ser aquele um bichinho que direta ou indiretamente foi rejeitado pela sociedade, qualquer coisa a ele serve.

Mas não, não é bem assim. Adoção (de quem quer que seja) é tanto um ato de amor quanto de troca. Ambos crescem, ambos trocam experiência, amor, convívio ainda mais em se tratando de gatos que são seres incapazes de se submeter. Muitas vezes algumas pessoas enxergam a adoção como a resolução de um problema, mas não é e não é porque ninguém entra na vida de ninguém pra ‘resolver’ nada. Entramos nas vidas uns dos outros, creio, para apoiar, crescer, amar, interagir.

Também me espanta o fato de a solução do problema ter que ter pelo longo. Ora, pouco importa se o bichinho é uma fera, se foi comprado em Petshop, se não gosta de conviver com barulho ou se é medroso: só importa ter pelo longo. Mas oras, que raios de problema é este que se resolve com pelo longo?

Portanto penso que ninguém deveria ter ou dar um bichinho de estimação que já chegue com tamanha responsabilidade: tirar uma pessoa da depressão. Isso não se faz, e uma vida não é uma coisa. Ela tem que vir porque é desejada, e não como algo se se tira ou põe de determinado lugar caso sirva ou não para o que foi ‘adquirida’.

Outra coisa, se a pessoa já teve um gato que:
- morreu atropelado;
- morreu envenenado;
- fugiu,

Obviamente vai encontrar dificuldades IMENSAS em adotar um gatinho oferecido por um protetor ou ONG que trabalhe como deve. E é assim porque não tiramos nossos bichinhos das ruas para submetê-los a uma possível morte por essas razões. Claro que ninguém está imune a uma fugaou aum envenenamento (ainda que remoto), mas é claro que o protetor/ONG vai querer saber com detalhes as circunstâncias do ocorrido e, claro, o que foi feito para impedir que o episódio se repita.

Quantas vezes não cheguei a trocar dezenas de e-mails com pessoas que diziam ter telas mas quando percebiam que eu não abriria mão de entregar o bichano pessoalmente, simplesmente sumiram?

Quantas vezes não perdi um monte de tempo com gente que queria um bibelô e não um gatinho? Isso acontece muito. É por esta razão que ficamos tão calejadas e temos tanto cuidado. Não exigimos telas nas janelas por capricho, exigimos porque é tão básico quanto ração.

Nós ainda permitimos doação de gatos para quem mora em casa, muitas ONGs e protetores não permitem e não questiono a razão deles. Eu mesma moro em casa térrea completamente telada e meus gatos nunca vão na rua, então sei que é possível. Exige mais conversa e critério, mas é possível. Portanto, se você quiser adotar um gatinho e ficar cansado de tantas perguntas, tente pensar no esforço que fazemos para que aquela vidinha chegue saudável à sua casa, castrado, vacinado, vermifugado. Isso é difícil, e cada uma das vidinhas nos é muito cara.

Já cheguei a desaconselhar adoção para algumas pessoas. Ganhei alguns desafetos com isso (rs) mas são ossos do ofício, né?

Grande abraço a vocês que leram até aqui, não se acanhem pra comentar :)

Tatis.

P.S.: Aproveito para deixar a foto do nosso último resgatinho… Logo logo ponho painel dele.

Pedro Henrique

[img:pedrohenrique.jpg,full,centralizado]

 

Quem vai ficar com… Britney!

[img:painel_britney.jpg,resized,centralizado]

 

Doando animais e fazendo amigos.

Sempre que posso venho aqui falar sobre assuntos relacionados mais comumente aos gatinhos. Percebi que a maioria dos meus posts e artigos, ainda que relevantes, são muitas vezes motivados por situações negativas.

Meu artigo sobre adaptação foi redigido quando da devolução de dois gatinhos nossos por razões que poderiam ter sido contornadas.

Meu artigo sobre como escolher um gatinho também baseou-se numa situação estressante em que por mais que eu explicasse à pessoa por que ela não deveria adotar aquele gatinho muito bebê tendo crianças pequenas em casa, ainda assim ela não arredava o pé – e passei por rude, porque não doei o gatinho.

Este de hoje é um artigo para as pessoas que fazem um trabalho como o nosso. Pessoas que resgatam como podem, castram, cuidam, doam. Este artigo tem a intenção de animar vocês, principalmente quem às vezes se desespera quando percebe que algo não está saindo como deveria: gatinho demorando a ser doado, grana curta pra cuidar dele, um dodóizinho que custa a sarar.

A satisfação de doar decentemente um bichinho é indescritível. Satisfação por todo o contexto sobre o bichinho, mas também quando vemos alguém se adequar e adequar a casa para receber o bichinho. Quando vemos que a pessoa compreende que é preciso oferecer segurança, que as telas são indispensáveis. Que a ração precisa ser adequada, que o bichinho precisa de seu tempo para reconhecer aquela casa como a dele.

Quero falar hoje sobre precisamente três doações: uma foi a da Sunny, hoje Frida, adotada pela Alessandra e Adalberto há um ano, a outra foi a Gladys, hoje Mingau, adotada pela Renata Zuliani e por último a adoção de hoje, a Mariana, adotada pela Gláucia, Sandro e seus filhos lindos.

Alessandra e Adalberto conheceram a Sunny quando buscavam um gatinho com alguma deficiência pra adotar. Foi amor à primeira vista, uma adoção relâmpago e incrível. Nunca perdemos o contato com eles, que sempre estiveram envolvidos com algumas ações felinas. Uma delas foi o resgate de uma mamãe branquissima e seus dois filhotes igualmente brancos – isso além de a partir de então sempre oferecerem lar temporário pra gatinhos nossos; mais que adotantes e mais que amigos, ambos são também, hoje, nossos colaboradores. Castramos e doamos todos, e a última foi a mamãe Gladys que ficou com a Ale por quase seis meses até que a Renata a adotou.

A Re é minha conhecida de longas datas de comunidades sobre felinos no Orkut. Ela reservou a Gladys durante quatro meses e nunca titubeou. No prazo certinho, lá fui eu e Gladys pra casa nova: uma gata adulta que fora socializada pela Alessandra, mas que não era lá muuuito chegada em outros gatos.

Na casa da Re, antes de falar sobre a ’situação felina’ em si, preciso falar sobre a parte boa (também!) em doar gatinhos: quando cheguei na casa da Renata, já noite tarde, lá estava prontinha esperando por nós uma mesa com um delicioso café-da-noite! Pãozinho, café fresco, suco, uma delícia. Quer coisa mais legal do que fazer o que a gente gosta e ainda receber uma refeição tão gostosa? Rs acreditem, isso acontece muito! Costumo dizer que a melhor parte de entregar um gatinho é tomar um café na casa do adotante :)

Enfim, Renata e marido aguardavam a Gladys com ansiedade. A gatinha da casa, Ricota, a criaturinha tigrada mais oferecida do mundo, até que aceitaria a Gladys numa boa se… Se a Gladys estivesse a fim rs

Munidos de toda a paciência do mundo puderam proporcionar à nossa branquela um lar definitivo onde ela é amada e tem suas limitações respeitadas como deveria ser com qualquer criatura. Jamais poderei agradecê-los por isso, e é o máximo perceber que tudo começou de uma sementinha pequenininha: o resgate de uma gatinha amputada que achou um lar e nos apresentou um casal de amigos que também fazem o que a gente faz.

O terceiro caso foi o de hoje, a doação da Mariana. De uns dez dias para cá tenho recebido muitos comentários, via de regra negativos, de pessoas que nos insultam dizendo que deveríamos cuidar de crianças e não de bichos, que é absurdo que empenhemos nisso tanto tempo e dinheiro sendo que tantas crianças passam fome e não tem um lar.

Não escondo o que penso sobre isso: acho que quem realmente ajuda de alguma forma, nunca critica o foco de outra pessoa que ajuda. Simplesmente faz sua parte e compreende que há oportunidades de ajudar a todo momento, a quem quer que seja. Mas sabem quando as críticas vem todas tão juntas que chegam a aborrecer? Foi isso o que aconteceu.

Veio então, para coroar o final de semana e toda essa trabalheira diária que temos com os nossos bichinhos, a adoção da Mariana. A Glaucia tem três filhos adotivos, três criaturas lindas e amadas. Além das crianças adotadas, ela também ajuda a manter um blog lindo sobre adoção tardia de crianças (http://www.adocaotardia.blogspot.com/).

Hoje, ao entregar a Mariana na casa dela (como faço com todos os que dôo), não bastasse o sorriso e alegria imensos da Luana ao ver sua gatinha, Glaucia me disse o quanto admirava o nosso trabalho. O quanto achava bacana isso. Acho que ela nem sabe, mas aquelas palavras vindas de uma pessoa que trabalha com isso- mas que mais ainda adotou crianças – vieram como um bálsamo. Se alguém a quem respeito – porque faz – acha que fazemos um trabalho decente, penso que é isso o que deve ser disseminado: que quem faz, não olha a quem faz. Simplesmente faz, e não o faz por piedade: faz por sentir-se parte do Universo, faz porque isso alegra a alma. Faz porque é genuino.

Então hoje esse artigo foi movido pela alegria em não só doar gatinhos, em não só pela satisfação de ver as carinhas deles quando estão nas casas novas em segurança. Não só porque sou viciada na substância que meu cérebro libera quando tiro um animal de perigo, trato dele e depois ele segue pra vida nova.

Esse artigo foi movido principalmente para dar vazão à minha gratidão e ao meu agradecimento sem fim a essas pessoas que tornam possível o nosso trabalho. Não somente as que nos dão todo o enorme suporte para que a coisa toda aconteça, mas àquelas que abrem as portas e o coração, recebendo nossos resgatinhos, e assim permitindo que continuemos.

A essas pessoas que muito mais do que adotantes, tornam-se nossos amigos.

A vocês queridos, hoje, nosso enorme obrigada por tudo o que tem sido e representado ao longo desses 18 meses de Confraria.

OBRIGADA!!

Tatis.
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Luno!

Luno foi encontrado na Zona Leste de São Paulo por nossa colega Amanda. Ele é um menino lindo, todinho preto e muito carinhoso e, apesar de estar hospedado na casa da Amanda, precisa de um lar definitivo! E aí… quem vai ficar com Luno?
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Dia cinza.

Oi Pessoal,

Não faz muito tempo eu coloquei aqui um texto da minha irmã que perdera seus dois cães amados. Hoje me dói vir aqui fazer mais ou menos a mesma coisa, mas vindo de minha outra irmã. Não é menos doloroso ou sofrido, é um rombo enorme que fica cada vez que perdemos um amigo… Desta vez foi o Lucky, um Pastor de Shetland que esta manhã perdeu a vida pra um tumor imenso no tórax, mas ganhou mais ainda nosso amor, nosso respeito e toda a compreensão que passamos a ter depois de conviver com ele.

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Depoimento da Luciana, dona do Lucky.

hoje quero apenas prestar uma homenagem a meu Lulu, que nos deixou, mas que tanto nos ensinou em sua curta jornada…

Foi incrível… no primeiro dia de convivencia já tínhamos a sensação que nos conhecíamos de longa data. Foi no dia 10/01/04. Lucky então com 8 meses, e eu com uma vontade incrível de praticar agility de forma competitiva. Já competia, amadora, com minhas meninas, mas queria um cão que gostasse de agility. Que sentisse paixão e levasse o esporte a sério. E veio o Lucky. E era uma vontade, uma paixão, algo inexplicável. E como se não bastasse apenas isto, nos entendíamos apenas com um olhar. Desde o primeiro dia em que estivemos juntos, do primeiro minuto, este cão já se dedicava a mim. Obedecia mesmo sem precisar mandar, realizava comandos, entendia o que eu dizia quando precisava que ele ficasse quietinho em algum lugar me aguardando. E assim foi. Ele era capaz de ficar um dia todo dentro de uma caixa de transporte, quietinho me aguardando, se eu lhe dissesse que voltaria logo. Aprendemos juntos a praticar o agility competitivo, juntos mesmo. Éramos dois iniciantes. Vieram os campeonatos e as vitórias, uma atrás da outra, com pequenos deslizes no meio, 100% das vezes por erro ou desatenção minha. O Lucky foi sempre perfeito. Sob sol forte, frio de rachar, chuva, na pedra, lama, brita, grama sintética… nunca importou. Só importava nós dois juntos nos divertindo em pista. Nos divertimos muito, viajamos muito, brincamos muito juntos…. tudo só tinha sentindo se fossemos pra nós dois juntos.

E foi assim até o início de 2008, quando por motivos de saúde, eu tive que deixar de competir. Quis que ele competisse com outra pessoa, amigos , mas não deu. Éramos nós, ninguém faria nada sem o outro. Paramos então por completo com o esporte. Eu por doença, ele por lealdade e devoção.
E em casa, fora das competições, éramos devotados um ao outro. Um cão absolutamente confiável, tranqüilo, dócil; o cão perfeito. Nunca fez um xixi fora do lugar, nunca destruiu um móvel ou brinquedo, nada.. nada mesmo que pudesse torná-lo menos perfeito do que era.

Readaptamos nossa vida a uma nova realidade, sem esporte, em casa e o que parecia que seria difícil e sem sentido ficou longe disto. Ele continuou a me seguir pela casa, todos os meus passos, a me trazer o brinquedo e colocar sobre minhas pernas pra eu me alegrar com a brincadeira sem precisar fazer nenhum esforço.
Mas, por conta de algo que nunca entenderei e não há ninguém neste mundo capaz de me fazer compreender, ele começou a cansar facilmente, já não havia mais a mesma vivacidade de antes… Mal conseguia completar nossas caminhadas diárias , que tanto adorávamos. Foram 7 meses tentando saber o porquê, até termos o definitivo diagnóstico de neoplasia em toda a região do tórax, já num estágio em que nada além poderia ser feito , do que deixa-lo confortável e seguro.
E mesmo muito mal, sem sequer conseguir levantar sem que suas pernas falhassem, sem conseguir respirar por menor que fosse o esforço… mesmo assim ele me seguia, carregando-se pela casa pra me acompanhar. Mesmo com toda sua dor, fazia xixi se eu pedisse, deitava se eu pedisse e fazia um tremendo esforço pra comer um pouquinho que fosse, apenas porque eu estava pedindo.

E hoje, 09/03/09, finalmente ele conseguiu o descanso que merecia. Calmo, tranqüilo, forte e disciplinado como sempre foi ele nos deixou.
Não tenho nem palavras pra expressar meus sentimentos agora, mas as lições que este cão deixou pra quem teve a honra e o prazer de conviver com ele foram incríveis e inúmeras.

Mostrou-nos o verdadeiro significado da palavra amor incondicional, lealdade, devoção, força e coragem, além de tantas outras coisas. Muitas.
Vá em paz Lulu, meu cachorro, meu campeão, meu querido. Eu nunca mais serei a mesma sem você por perto. Esteja certo que parte de mim foi contigo hoje.
Te amo e sempre amarei, aqui e em qualquer lugar que estejamos. Enquanto estiver neste mundo, procurarei viver praticando o que me ensinou com sua simplicidade canina.

Obrigada por tudo, meu Lucky!

Até um dia.

 

Declaração dos Direitos Universais dos Gatos

Desconheço a autoria (se alguém souber de quem é, por favor me diga pra que possamos fazer justiça :) )

Alguém tem alguma dúvida da propriedade dessa declaração? Rs

Obrigada a todos pela visita e prestígio!

Tatis.

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Declaração dos Direitos Universais dos Gatos

SIM, levante seus pés ao entrar num aposento. Rabo pisado dói prá caramba.

NÃO tente dormir no meio da cama. Fique com a sua beirada.

NÃO monopolize o travesseiro. Divida-o conosco enquanto a gente não rouba ele de vez.

SIM, nos avise antes de fazer a cama, para termos tempo de sair debaixo das cobertas.

NÃO nos enrole nos cobertores e role de rir … isso cansa a beleza de qualquer um.

NÃO se levante da mesa e deixe um prato de galinha sozinho … você é muito bobo se pensa que ela vai ficar muito tempo ali.

NÃO corra atrás de nós berrando “SEU BANDIDO !!!” … *você* é que pôs a tentação no nosso caminho.

SIM, limpe os lugares ensolarados primeiro. Como é que você quer que a gente durma lá ?

SIM, ofereça seu leite para nós … ou ele vai acabar no seu colo.

NÃO fique de pé para comer. Muitos de nós não conseguem pular essa altura.

SIM, o gatinho velho tem direito à primeira lambida na tigela de sorvete … e NÃO o filhotinho bonitinho que chegou ontem.

NÃO brinque mais com um de nós do que com os outros … ou suas pernas vão acabar cheias de listras vermelhas.

SIM, fale conosco como adultos … não somos bebês, somos gatos, e pelo amor de Deus, fale naturalmente e não como o Mickey Mouse no cio!

SIM, entenda que escolhemos você porque sabíamos que você iria nos alimentar e amar … por favor, leia o contrato de novo, especialmente aquela parte a respeito de bife e atum … alguns de vocês não estão cumprindo a sua parte.

NÃO esvazie o cesto de roupa limpa com a gente dentro … sonecas são sagradas … especialmente na roupa limpa. E você sempre pode lavá-la de novo.

NÃO nos tire de nossos esconderijos para nos apresentar a seus amigos. Se nós quiséssemos conhecê-los não estaríamos escondidos, certo ?

SIM, tenha certeza que quando formos convidados a conhecer seus amigos nós vamos dar nossa opinião *sincera* sobre eles. Não fique vermelho e se desculpando. Você começou.

SIM, merecemos uma recompensa por nos comportarmos bem até todo mundo ter ido para casa.

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Em ritmo de sexta-feira… neste calor!

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Esse é meu gatão Don Vito Corleone, prestes a completar sete anos de vida e com essa cara de moleque ainda.

Boa sexta-feira a todos!

 

Como cresceram!

Lembram-se dos FabFour resgatados em finzinho de janeiro?

Eles já cresceram, estão fortes, castrados e vacinados mas AINDA aguardam um lar!

Pode? :o

Eles são tudo de bom, Ringo e George.

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