Mais resgatinhos!!
Oi Pessoal, boa noite.
Enfim, deu certo. Hoje foi um dia bem bacana porque apesar da chuva, do trânsito e de todas as chances que uma ação dessas tem de dar errado, deu certo.
Fomos, eu e Dani (minha fiel escudeira
) pra captura. Antes passamos em Higienópolis, um bairro pertinho do local do resgate, pra entregar uma gatinha adotada (a Melissa), deu tudo certo e lá fomos nós para a captura.
Munidas de gatoeiras, caixas de transporte, atum, latinhas, sachês e toda a sorte de porcarias que os gatos adoram comer, montamos a armadilha e esperamos. A Naná foi a primeira a entrar, ao contrário do que esperei. Não deu um pingo de trabalho pra isso: montamos, descemos do vão do viaduto, sentamos e ela entrou.
Levamos a gatoeira pro estacionamento ao lado (onde estava nosso carro), passamos Naná para na caixa, e lá fomos nós pro viaduto novamente. Como a Naná gritou muito, tiramos rapidinho de perto do viaduto pro Mimoso não se assustar, mas mesmo assim eu o vi se enfiando no buraco do viaduto. Imaginei que fôssemos precisar de hoooooras até que ele descesse, mas o cheirinho do sachet foi tão convincente que lá foi nosso amarelinho pra gatoeira!
O engraçado foi que a gatoeira fechou, ele olhou pra trás e continuou a comer rs a Naná se bateu pra caramba, mas ele ficou lá na maior tranquilidade comendo. Depois se deu conta de estava preso e aí não gostou muito (rs), mas fomos rapidamente para o carro e ele ficou deitado quietinho dentro da gatoeira mesmo, nem transferimos.
Tive que fazer o retorno na rua anterior ao estacionamento pra poder pegar a direção que precisava, e na volta o Sr. Zé estava chegando no viaduto. Não pude deixar de me sentir feliz por termos feito isso sem a presença dele, porque não há nada que atrapalhe mais uma captura do que gente demais falando demais rs mas enfim…
De lá seguimos direto para a casa da Aline, mas detalhe: estávamos no centro, e ela na ponta da zona leste… Rsrs muita chuva, trânsito e pessoas perdidas depois, conseguimos chegar na casa dela.
Levamos os dois pro super banheirinho-suíte deles. Montamos tudo como precisavam (potes de ração e de sachet, ração seca, água, liteira com areia, caminhas e cobertores), aplicamos o profender neles e foi tudo bem tranquilo. Toquei bastante no abdome da Naná e francamente acho muito difícil que ela esteja prenhe, ela deve mesmo ser castrada. Deu pra sentir uma cicatriz antiga de castração na musculatura do abdome, condizente com fio absorvível por exemplo. Obviamente não sou veterinária e quem dirá se ela é ou não castrada é o vet, o que deve acontecer até o fim da semana.
Julguei prudente deixá-los pelo menos 3 dias no local sem tirá-los e nem estressá-los. Já tem o que é preciso, estão aquecidos, alimentados, enfim, seguros. Precisam ambientar-se, deixar o local com o cheiro deles, e isso será logo.
A novidade é que mudamos os nomes deles! Peço licença a todos mas acredito que todo mundo vai concordar que esses gatos nasceram agora para uma vida nova, e acho que nada melhor do que nomes novos pra marcar esse salto de qualidade.
A Aline que os recebeu em LT é terapeuta floral, não sei se vocês sabem. Foi com base nisso que encontramos os novos nomes: a partir de hoje, a Naná chama-se Holly e o Mimoso, Aspen.
Vou copiar aqui um texto breve em que a Aline explica:
Aspen é conhecida na Inglaterra como “árvore que treme”, porque suas folhas parecem tremular e sussurrar ao vento. É a essência para quem tem medos vagos, não nomeados. É um floral q vai trazer paz interior, segurança e coragem.
Holly é um floral bem associado a sentimentos negativos, porém seu significado e o que traz para pessoa (ou bichinho) sao lindos: é o floral que ensina o amor universal, então acho que é o q esses gatinhos precisam: superar o medo e aprender a amar de novo as pessoas.
Bom, é isso aí. Espero que tenham gostado e fico feliz pra caramba em ter participado disso tudo. Juntos, fazemos a diferença – sempre.
Até mais!
Ahn? Até mais o que? Haha, calma que tem mais, gente… rs mas prometo ser breve.
Na volta para casa, bem no comecinho da Rodovida Fernão Dias, vínhamos sozinhas quando notamos um gatinho que queria atravessar de um lado pro outro. Quando buzinei ele parou, e tinha um homem alí. Como não vinha ninguém, perguntamos pra ele se o gato era dele e ele disse que não. Paramos o carro numa ‘ilha’ mais à frente e lá foi a Dani buscar o gato…
O danadinho veio no colo dela numa boa. Deve ter uns seis meses, é menor que o Aspen. Liguei na hora para um dos nossos veterinários e ele topou me esperar na clínica que fica no caminho pra minha casa.
Conclusão: não só os dois do viaduto foram salvos, mas também mais um. Esse veio de uma favelinha que tem bem no começo da rodovia onde ele estava, e acreditem, ele não estava menos imundo e fedido do que os outros dois. Liguei na hora pra Aline e pedi pra ela uma sugestão de nome, e ela sugeriu Heather. Amei o nome. Ainda não sei se tem a ver com ele porque esse é um floral usado para animais ‘falantes’, mas como ele é um redpoint, a chance de ser falador é imensa…
)
Ufa, agora sim acabei. As fotos vão ficar pra amanhã, mas meu agradecimento pessoal a todos que fizeram disto algo possível fica aqui registrado. Não há nada nem ninguém capaz de promover mudanças se não forem pessoas com boa vontade e mangas arregaçadas. Não há nada em isolado capaz de promover mudanças se elas não vierem acompanhadas de algo muito sutil e muito sincero: a vontade de fazer a diferença, e isso é, de uma forma ou de outra, não só uma capacidade como uma obrigação estritamente humana.
Beijos e todos e vamos que vamos!!
Tatis.
Que lindo!!!!!
Parabéns meninas, o trabalho de vcs é lindo!