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Arquivo de Janeiro de 2010



Fazendo a nossa parte Tatis em 29 Jan 2010

Mais dois castradinhos que passaram pra deixar um recadinho:

Tias, a gente já tá acordado e comendo. Amanhã nós vamos para as nossas novas casas mas ó, não fiquem tristes porque tem muito gatinho ainda pra vocês doarem, viu?

Lambs!

Antonella e Jorginho.

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Por onde anda? Tatis em 24 Jan 2010

Cartinha: “Eu Odeio Gatos!”

Oi, pessoal,

É com a maior alegria do mundo que hoje publico o depoimento do Daniel, marido da Kelly, casal que adotou o Brad e o Derrick, filhotes da Alice.

É emocionante mas mais do que isso, é um exemplo.

“EU ODEIO GATOS!!!”. É com esse pensamento que vivi 33 anos da minha vida. Nunca gostei de gatos porque são animais aparentemente frios, que só brincam quando querem, não tem apego nenhum ao dono, enfim, o gato é um bicho muito “infiel”. Sempre que eu via gatos no quintal de casa, eu botava pra correr sem pensar duas vezes. Às vezes corria atrás, às vezes jogava um chinelo ou um sapato, o que estivesse mais próximo.

Mas a vida tem coisas inexplicáveis, como o fato de gatos sempre se aproximarem quando eu ia na casa de algum amigo que tinha gato. E uma dessas coisas inexplicáveis é o fato de eu ter arrumado justamente uma namorada que é louca por gatos, mas que nunca pôde tê-los em casa porque lá estão 3 cachorros. E ela sempre disse que quando tivéssemos nossa casa, ela teria os gatos que tanto sonhava, e é claro que eu dizia que só por cima do meu cadáver.

Quase 7 anos se passaram e estamos morando em nosso apartamento, mas mesmo assim continuei irredutível em relação aos gatos. Ao virmos morar juntos ela deixou os animais de estimação dela pra trás, e a tristeza (algumas vezes mau humor) passou a se manifestar sempre, ainda mais quando fui trabalhar a noite e ela ficava sozinha em casa. Tristeza que só sumia quando ela ia à casa dos pais e brincava com os bichos que tanto ama. E eu sabia que ela continuava querendo os gatos, mas não me dizia nada porque tinha se conformado que eu nunca a deixaria ter gatos.

Até que numa dessas vasculhadas pela internet ela conheceu uma garota que, além de ser amante dos animais como minha noiva, também resgatava animais das ruas, cuidava deles e colocava pra adoção. E aí os gatos voltaram a ser tema de nossas conversas, e dessa vez ela tentava me sensibilizar de todo jeito, e ela dizia que só seria feliz novamente quando pudesse ter algum bicho de estimação.

E como diz aquela velha frase “Quem ama, faz sacrifícios pela pessoa amada”, resolvi deixar que ela adotasse 1 gato, mesmo a contragosto. Passamos a pesquisar sobre a vida dos gatos e descobrimos que se você for adotar gatos pequenos, é melhor adotar 2, porque um aprende com o outro como não machucar quando brincar e um faz companhia pro outro quando ficarem sozinhos em casa. Aí resolvemos adotar 2 gatos, e a única condição que impus era que os 2 fossem irmãos, talvez porque sempre achei absurdo o fato de muitas vezes separarem irmãos em casos de adoção.

E lá fomos nós conhecer nossos futuros “filhos”. Eu tava até com medo de chegar na hora e eu não me adaptar aos gatos, mas uma coisa inusitada aconteceu quando fomos conhece-los: um deles, justamente o único da ninhada que era todo pretinho, parou no meu pé e ficou me olhando, sem miar, nem nada. Acho que ele me escolheu. E pela 1ª vez peguei um gato no colo e brinquei com ele por mais de uma hora, e confesso que cheguei em casa meio triste por ter que esperar mais 2 meses pra poder trazê-los pra cá. Acabei nem dando muita atenção ao outro gatinho, porque aquele gatinho preto tinha me conquistado. Enfim, escolhemos os 2 e nos preparamos pra, talvez, a espera mais longa de nossas vidas… rs

Finalmente, no dia 9 de janeiro de 2010 nossos gatinhos vieram pra casa. Definitivamente minha vida mudou! Todos aqueles conceitos idiotas que eu citei no início desse texto foram por água abaixo.

Os gatos me provaram que são animais extremamente brincalhões, e o melhor de tudo, não te mordem… rs… E são extremamente fiéis também, a ponto de te receberem na porta quando você chega do trabalho e também de dormirem ao seu lado quando você está dormindo. Me apeguei tanto a eles, que quando estou no trabalho me pego pensando na hora de chegar em casa só pra poder brincar com eles. E a felicidade voltou a se estampar no rosto da minha garota em 100% do tempo.

Hoje, diferente dos últimos 33 anos da minha vida, eu digo: “EU AMO GATOS”.

kelly brad1 - kelly brad1

Dan babies - Dan babies
brad derrick - brad derrick

Agradecimentos Tatis em 22 Jan 2010

O amor não causa alergia…

… o amor só traz alegria!

Para que chega agora (rs), aqui, aqui, aqui e aqui é possível ver a trajetória de vida do TRICO (ex-Gandhi). Ele foi capturado numa armadilha que não foi armada para ele, então o resgatamos, castramos cuidamos e acabamos descobrindo que ele é portador de FIV. A grande sorte deste gatão ainda estava por vir: poucas semanas depois, a Marie, hoje sua mãe, ficou perdidamente apaixonada pelo gatão e então ele ganhou uma família segura, foi muito amado e muito esperado.

Há pouquíssimo tempo a família aumentou. A Marie e o Alex tiveram uma filhinha humana, a Nara, que já chegou ao mundo trazendo toda a alegria - como tem que ser!

O mais bacana de tudo: o Trico, ao contrário do que acontece com muitos gatos de ‘famílias grávidas’, não só continua fazendo parte da família do jeito que era antes como também tem a responsabilidade de ser o irmão mais velho!

Montei um painel com algumas fotos deles juntos, e é realmente emocionante. Emocionante por ver que o coração de algumas pessoas é tão grande que não tem tamanho, mas principalmente por saber que SIM, É POSSÍVEL ter gatos e crianças juntinhos como gandes amigos!!

Marie e Alex, jamais poderei agradecê-los por tudo o que fizeram e fazem pelo Trico. Meus (nossos!) parabéns pela chegada da Nara, que temos certeza, nasceu para coroar o amor que vocês tem e a família linda que vocês construíram!

Grande abraço e muito obrigada!!

Tati.

marie trico alex nara copy - marie trico alex nara copy

Boas Notícias Tatis em 11 Jan 2010

Nosso começo de ano.

Oi Pessoal,

Peço que perdoem nossa demora em dar notícias. Muuuuitas coisas aconteceram por aqui, mas me comprometo a falar de todas elas para que vocês saibam que mesmo que a gente ’suma virtualmente’ por alguns dias, nosso dia-a-dia não pára.

Vamos começar pelas coisas chatas porque é sempre melhor finalizar com as notícias boas, não é?

A coisas chata:

No finalzinho de dezembro essas duas belezinhas foram devolvidas pela ex-dona. Nossa taxa de devolução é muito baixa porque buscamos selecionar o temperamento do gatinho para que as chances de adaptação sejam maiores, mas ainda assim, essas porcarias acontecem…

Como todo mundo sabe, nosso questionário de adoção, na tentativa de se antecipar aos problemas que possam surgir, pergunta se há casos de alergia na família adotante. A família que adotou essas gatinhas há QUATRO meses resolveu devolvê-las porque, segundo informações deles, ‘a filha tem alergia às gatas’. É mole?

Chegaram debaixo de um sol miserável, um calor absurdo, na véspera de natal (êta devolução conveniente…), nessa caixinha de papelão ridícula. Vocês não tem noção do ódio que me deu quando vi, as bichinhas arfando de tanto calor mas… Cada cabeça, uma sentença né?

Foram adotadas ainda bebezicas, duas gatas lindas que seriam facilmente doadas. Vem alguém, adota e depois com a cara mais lavada do mundo devolve desta forma.

As meninas quando chegaram:

blog1 - blog1

As meninas hoje:

blog2 - blog2

E detalhe: como separar as duas agora? :-)

Ao menos foram vacinadas corretamente e estavam em ótimo estado de saúde quando chegaram. Agora precisamos arrumar uma casa bacana para as duas meninas que hoje já tem 7 meses, são doces e lindíssimas. Quem se habilita?

As coisas legais: a trabalheira não pááááára!

1. Jivago
Pertinho da virada de ano eu e a Re Bastos vimos este foto numa comunidade do Orkut:

blog3 - blog3

Bom, duas doidas juntas, casadas com dois maridos que são capazes de qualquer coisa (tks Carlos e Cris!), só podia ter dado nisso aqui, né?

Jivaguinho - Jivaguinho

Resumindo: ele estava largado há dias numa rodoviária da cidade de Jacutinga/MG. Não sei por qual razão o estado deste cão me tocou tanto (eu e minha paixão por dobermanns, mas não foi só isso… Teve algo mais que ainda não descobri), mas também tocou a Re e juntas estamos ‘administrando’ o resgate desse grandão. Ele tem pelo menos dez anos de idade, é adestrado e foi muitíssimo bem cuidado a vida toda. Tem todos os dentes, saúde de ferro e uma educação que não se encontra por aí todo dia.

Este aqui é um vídeo que o Cris fez dele:

Ele já está castrado e vacinado, agora só falta uma casa legal. Interessados, já sabem! É só clicar aqui e falar com a gente.

2. Adoções

2010 começou muito bem pra gente e pra galerinha que cuidamos.

Desde novembro de 2009 a gente vinha ‘negociando’ algumas adoções que ficaram ‘no banho maria’ por conta das festas e tudo o mais, mas agora rolou. E rolou tudo de uma vez! Foram nada menos do que OITO gatinhos entregues no último sábado. O mais legal?

Alguns deles eram encalhadinhos. Adivinhem quem?

Dona Holly.
Claro que todo mundo se lembra dos Resgatinhos do Viaduto da Amaral Gurgel, né?

Desde que chegaram, há quase 4 meses, Holly e Aspen passaram por super-intensivos de socialização. O Aspen já é uma tranqueira (rs) e só falta implorar pra ser adotado. Totalmente recuperado, ele se joga de barriga pra gente, adoooora namorar um sapato e é a coisa mais fofa do mundo.

Sabemos que com este olhar, conseguir uma casa é só questão de tempo né, Aspen?

blog4 - blog4

Mas a Holly… A Holly é um caso sério.

Apesar de já permitir que a gente chegue perto e aceitar que a sirvamos (rs) - principalmente a Dani que é a dona de toda a confiança da Holly -, ainda faltava muuuito pra ela ficar bem. Engordou, ficou super linda e saudável, mas não podia ouvir barulho de gente que se escondia.

A socialização dela chegou num ponto em que a gente chama de ‘mal de casa’: dalí para frente ela só melhoraria mais quando estivesse na casa dela, com rotina, com donos dela, coisinhas só dela. Mas se pra filhote fofinho e ronronento já é difícil arrumar casa, quem dirá para uma adulta medrosíssima!

Mas não é que a princesa conseguiu uma casa?

Como sempre digo, tem coisa que só irmão faz pela gente rsrs e assim foi. A minha irmã topou o desafio de ter mais uma gatinha e junto com a Lu, resolveram adotar a Holly.

Elas já tem o Eduardo e o Feijuca, ambos gatinhos de macumba (sim, eles seriam sacrificados em pouquíssimo tempo caso não tivessem sido resgatados!), e os gatos delas tem um quarto só pra eles com prateleiras, cama, casinhas, comida à vontade, tudo do bom e do melhor. Durante o dia ficam pela casa toda, e na hora de dormir, todos pra debaixo das cobertas.

Sábado levei Holly pra lá. Contra a minha vontade (rs) ela hoje se chama MeeMee (ou Mimi mesmo :-) ) e sabemos que ainda levará algumas semanas pra se ambientar, mas vamos combinar que ela ficou o máááximo nessa cama, não acham?

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O amiguinho Feijuca já aceitou de prontidão dividir a cama com a nossa Donzelinha. O Eduardo ficou meio ‘nervoso’, mas já está aceitando também.

Angel, a Dona Cebola - o LT mais longo da Confraria!

Bom, dona Angel dispensa maiores apresentações. Gata magnificamente liiiinda, gorda, branquíssima e dona de um gêniozinho péssimo rs sabe aquele gato que parece pensar “eu já sou tão lindo que não preciso ser bacana”? Então, a Angel é assim.

A Re Bastos ficou com ela em LT de Maio/09 a Janeiro/10. Façam as contas: são 8 meses. É muito tempo, não é? Ainda mais para uma gata linda como a Angel… O fato é que ela precisava de um dono especialíssimo, capaz de compreender os limites dela e de amá-la mesmo assim mas além disso tudo, oferecer extra cuidados para ela: por ser albina, nada de exposição prolongada ao sol sem protetor solar.

E não é que essa pessoa chegou?

A Fanny - que já tinha dois gatinhos nossos e no sábado adotou mais um, o Tyr (como não se apaixonar por ele? Rs) - foi quem conduziu a adoção. Com enorme paciência e jogo de cintura, a Patrícia Blanco (que também adotou o Sylvester em dezembro mas já com a idéia de adaptá-lo à Angel) recebeu nossa branquiceluda no sábado.

Deu tudo certo, a Patrícia tem paciência de Jó e a adaptação tá correndo super bem.

Isso nos faz crer que para todo gatinho há um adotante. Ainda que demore, e ainda que só um se manifeste, sempre aparece.

E os outros seis adotados no sábado?

Ah, mas é claro!

Seis catatauzinhos adotados. Adotadíssimos!

A Sylvia Plath foi entregue pela Fanny e vai ser filha única. Depois de ‘amargar’ (rs) 4 meses em LT, finalmente ela tem uma casa só dela. A Sylvia já estava reservada desde comecinho de dezembro, e agora seguiu pra ser feliz como todo gatinho deve ser: dentro da sua própria casa e com seu humano de estimação.

O Tyr fez o favor de ganhar o coração da Fanny e, além dela e do coração, ganhou mais dois irmãos (Snow e Pelezinho) e vai levar a vida boa que todo bicho na casa da Fanny leva. Vai ser feliz na vida, Tyr! Vai iluminar os dias de todo mundo, e deixe a Dani aqui no chororô viu rs

Inés e Amarillis, minhas maiores xodózinhas da face da terra, as Nanogatas, foram viver juntinhas como eu tanto queria! Eram absolutamente grudadas, amiguinhas de tudo, inseparáveis e como eu costumo dizer, duas metades da mesma laranjinha. A Fernanda não conseguiu resistir (e bem que tentou, queria só uma mas aí as duas e suas gracinhas convenceram a Fer rs) e pra felicidade geral da Nação, as duas irmãzinhas mais fofas do mundo seguiram para a nova vida delas. Inseparáveis!

Agora, nosso caso de amor mega blaster… Tristan e Derek, hoje Brad e Derrick, filhotes da Alice! Eles foram escolhidos pelo Dan e Kelly - mais do que adotantes, um par de amigos que ganhamos! - aos 20 dias de idade. Sábado, depois de castrados, seguiram finalmente para a casa, para os pais, para o amor e para todo o enxoval que já estava lá à espera deles!

Aqui, um vídeo do dia em que um gatito de 200g ganhou o coração de um homem feito!

Mas não é mesmo demais?

Ufa! E haja coração, haja…

Desculpem pelo post imenso, mas acho que as notícias acabaram valendo a pena, né?

A todos nosso super mega obrigada e que 2010 nos traga muito trabalho, mas também muita alegria em fazer o que fazemos!

Até mais!

Equipe Confraria.