É a isso que chamam Amor?

É, hoje o post não é o que a gente pode chamar de bacana.

Todos esses anos de trabalho nos dão ‘alguma’ propriedade para pressentir algumas situações, ainda que elas sejam negadas por quem a provoca/provocará. Temos um desconfiômetro monstruoso quando notamos que algo está errado, quando sentimos aquele cheiriiiiinho de algo errado no ar.

Há perto de 45-60 dias doamos dois gatinhos em conjunto: Tequila e Estéban. Não eram irmãos, mas foram juntos e se deram super bem. Dois bebês lindos, dois meses cada um, se tanto. Se deram super bem na casa, o adotante era bacana, preparou a casa para receber os dois e nos pareceu muito satisfeito com eles.

Há 3 semanas tivemos aquele problema com giárdia por aqui. O adotante desses bebês nos contatou alegando que a fêmea estava com darréia, então já ficamos de cabelo em pé. Só então soubemos que o adotante tem um problema de saúde bem sério e crônico, então nos dispusemos a cuidar dos bebês até que eles estivessem bem e pudessem voltar ao lar.

Pois bem. As semanas se passaram e o adotante nos ligava perguntando dos gatinhos, e o fato é que eles já tinham recebido alta há dez dias e eu queria devolvê-los ao dono, já que estavam em gaiola (grandona) para não estressar nem os outros, nem a eles. E marcamos com o adotante, e nada… Mesmo assim, em todas as conversas dava certeza de que ainda queria os bebês. A Tequila, sábado passado, teria sido adotada caso estivesse disponível – menos mau que o Seth acabou ganhando uma casa, mas até aí…

Quem veio às visitas aqui no LT conheceu os dois gatinhos. No sábado falei com o adotante que não podia receber os gatinhos naquele dia, e então pedi que fosse no domingo. Frisei que estavam em gaiola. Domingo também não podia (nem se eu levasse), então queria na segunda-feira. Antes de finalizar a ligação eu perguntei com todas as letras: AINDA VAI QUERER OS GATINHOS? Ao que ele me respondeu que sim.

Na segunda-feira passei a tarde toda aqui no LT, e nada do adotante. Fiz o que deveria ter feito há muito tempo: soltei os gatinhos com os outros, e todos começaram a brincar imediatamente. Desativei a gaiola (quem me conhece sabe do horror que tenho a gaiolas).

Na terça enfim o cidadão veio até aqui e eu vou poupar vocês da conversa. O duro de pessoas que tratam assuntos sérios desta maneira é que elas acham que só elas tem desculpas. Que nunca ouvimos nada tão manjado antes, e pior que isso, que acreditaremos. Uma das alegações é que os gatinhos poderiam ter uma doença ‘altamente contagiosa’ que prejudicaria o adotante – segundo ele, recomendação de sua médica. A outra, que foi ameaçado e se mudará para uma kitinete no centro da cidade e o espaço é pouco (oi? que o diga a Kelly, que mora da mesma forma e cuida melhor do que ninguém do Brad & Derrick), a outra que o companheiro só quer um gato… Os bebês ficaram alucinados quando viram aquele que achavam que era seu dono, e não tiveram nem um afago como retribuição. Conclusão?

Precisamos buscar um novo lar aos dois.

Eu queria deixar claro que o problema não é devolver. Não é acreditar em papai noel, nem achar que eles realmente poderiam contaminá-lo. Nada disso. O problema foi ter deixado os gatinhos FORA DE DIVULGAÇÃO por mais de 20 dias, foi não ter dito a verdade pra gente há tanto tempo. O que mata é saber que os únicos inocentes nessa história ficaram 30 dias em gaiola por que mesmo? Por nada.

É a isso que chamam amor? Desse tipo de amor, eu quero distância. Depois as pessoas ainda reclamam que temos muitas exigências pra doar, que deveríamos abrir mão de algumas coisas… Se sem abrir já acontece isso, imagine se abrirmos!

São esses dois aqui:

Estéban & Tequila

Eu queria entender como uma pessoa pode dormir sabendo disso. Como muita gente sabe, eu já estive em situações de saúde complicadíssimas, já estive em coma não sei quantas vezes, e por muitos meses vivi como paciente terminal. Jamais abri mão dos meus gatos, porque EU escolhi estar com eles. EU assumi a responsabilidade por eles, e se continuei neste mundo foi muito pela força que eles também me deram.

Isso muda algo? Não. Como disse, a pessoa tem o direito de não querer conviver com animais principalmente sabendo que tem um problema de saúde. Neste caso:

Opção 1: NÃO ADOTE!
Opção 2: DIGA PRONTAMENTE QUE NÃO QUER EM VEZ DE POSTERGAR UMA DECISÃO QUE JÁ FORA TOMADA HÁ SEMANAS.

É revoltante, gente. Revoltante.

Contamos com a ajuda de vocês para encontrar novos lares aos dois bichanos. Eles não precisam ser adotados juntos.

Obrigada!

Ração a granel: FUJA DESSA FURADA!

23-04-2010
CRMV-SP faz alerta sobre venda de ração à granel

A edição de 22/04/2010 do “Jornal da Record” mostrou matéria abordando, entre outros assuntos, a venda de ração à granel em pet shops da periferia de São Paulo como opção mais barata para o consumidor. Em relação a isso, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) alerta:

As rações vendidas à granel, em sacos abertos ou outros recipientes que mantenham o produto em contato com o ar e que permitam seu manuseio podem ser facilmente contaminadas por fungos presentes no ambiente, como é o caso dos gêneros Penicillium spp., Aspergillus spp., Rhizopus spp. e Fusarium spp. Esses agentes colonizam a ração, especialmente quando a umidade e a temperatura são favoráveis, se multiplicam e produzem micotoxinas.

As micotoxinas, quando ingeridas pelo animal, causam intoxicação que pode variar de aguda a crônica, dependendo do tipo e dos níveis ingeridos, bem como da idade e outros fatores inerentes ao animal.

Os sinais clínicos podem se manifestar de várias maneiras, como diminuição do apetite, diarréia, vômitos e hemorragias, assim como hepatotoxicidade e nefrotoxicidade. As micotoxinas também possuem efeito carcinogênico.

Fungos de um mesmo gênero podem produzir diferentes micotoxinas, de acordo com o substrato encontrado. Dentre as várias micotoxinas conhecidas, as aflatoxinas e as ocratoxinas apresentam toxicidade. Elas são produzidas pelos gêneros Aspergillus spp. e Penicillium spp., frequentes nas rações animais.

Além do risco da contaminação causada pelos fungos, o contato com o ar e com a luz resulta ainda na perda de nutrientes da ração. A venda a granel ocasiona também a perda de controle sobre a data de validade do produto.

Dessa forma, recomenda-se que as rações sejam sempre comercializadas em suas embalagens originais, lacradas, livres do manuseio e do contato com o ar, distantes da umidade e poeira. Assim, será possível evitar contaminações por fungos, perda de nutrientes e manter o controle sobre os prazos de validade.

Fonte: CRMV-SP

O que andamos fazendo mesmo?

Oi pessoas!

Hoje vou passar rapidinho pra contar um pouco de como as coisas ficaram nos últimos dez dias…

Passamos por enormes dificuldades com o tratamento de giárdia no nosso lt central, mas hoje as coisas estão super melhores. Com os gatinhos estabilizados, voltamos a todo o vapor com as doações de bichanos, todos para lares seguros e selecionados a dedo.

Normalmente doamos entre 10 e 12 gatinhos por mês. É uma média bacana pra gente, sabemos que poderia ser mais mas acabamos por muitas vezes, no ato de levar o novo gatinho à casa do adotante, trazê-lo de volta quando o local nãoé seguro. Neste mês foram só sete, mas foram adoções muito especiais pra gente.

Uma delas, a Marieta, estava conosco desde outubro-2009. Foram seis meses em 3 lares temporários diferentes, e então pintou um adotante que quis ela, e somente ela. Não poderia ser outro. Hoje faz sete dias que ela vive no novo lar, e recebi esse e-mail da mamãe dela, a Cristina:

“oi tati,a marieta ficou tao bem,ela fica andando atras de mim,dorme nos nossos pés,ta linda ,nao da trabalho,ela gosta de ficar rolando,as vezes acordo na madrugada e ela ta rolando no meio da sala,uma gracinha,ela ta comendo bem sempre bebendo agua,to muito feliz ,um bju xau”

Outra adoção especialíssima foi a do Seth ao nosso amigo Sampa. Ele esteve no nosso lar temporário porque queria escolher pessoalmente seu próximo amiguinho-para-a-vida-toda mas tinha em mente uma fêmea tricolor, bem jovenzinha. Ao chegar no LT, adivinhem quem não saia do pé dele de forma alguma? Nosso Seth querido. Não sei se vocês se lembram dele, mas ele tem um lado do corpo menor que o outro, foi abandonado sozinho com um copo de leite ao lado dele, muito nenenzinho ainda. Também chegou em Novembro e depois de muitos exames e consultas, tivemos certeza de que o problema físico que ele tem não compromete a sua saúde. Desta forma, ele foi colocado para adoção mas ninguém jamais se interessou… E não é que chegou a vez dele? Hoje ele se chama Chicó e esse foi o recadinho que o pai dele nos deixou:

“Oi Tatiana o Chicó esta muito bem só estranhou TV e Ventilador mas já esta acostumando ele eh muito fofo e vai me fazer muito feliz. a Tika eh que ficou com muito ciumes e ainda não aceitou bem dividir o seu espaço com ele mas logo isso esrarar resolvido. abraços tudo de bom, Sampa.”

O Seth simplesmente exigiiu ser adotado. Ele raramente age assim, mas acho que já estava meio cansado de ser um carinha de LT (rs) e resolveu se ajudar. Quem mais sentiu, além de nós (rs) foi o Aspen, grande amigo do Seth. Logo logo esperamos que o Aspen também encontre um lar bacana como os do Seth e da Marieta.

Aqui, todos os sortudos:

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Foi um mês de trabalho muito duro, mas valeu a pena. No nosso boletim vocês vão conferir as novidades, mas eu que venho aqui tantas vezes pra desabafar quando estou com raiva de algo (rs) achei que seria decente da minha parte contar as boas novas também.

Ontem tivemos uma super faxina no LT central. Sabe aquelas faxinas que só dá pra fazer quando temos companhia? Rs foi esta. O coitado do Carlos, marido da Re, passou o dia carregando peso pra lá e pra cá (caixas com bagunças, sacos de lixo pesaaaados!) e ainda veio com as boas novas de dar andamento ao processo de nos tornar uma OSCIP. A Re dispensa comentários, porque além de levar a Leona & Leoninhas (Cristina – em homenagem a uma super madrinha desse resgate cujo suporte foi fundamental – e Bruna – em homenagem ao nosso vet rs) pra castrar, ainda veio pro LT e deu a maior força.

Ontem deixamos as coisas ainda mais bacanas e divertidas pros nossos resgatinhos. Estreamos o cobertor & edredon que a Carol, mãe do Tiko e Teka nos doou e também apresentamos aos babies o SpaCat doado pela Lu, Emil e Família.

E não é que foi a maior festa?

O SpaCat:

[img:re_spa.jpg,full,centralizado]

E aqui, a galerinha se deliciando com o novo edredon e cobertor devidamente encafofados! Que o diga o Aspen, que dominou o cobertor!

[img:lt_edredon.jpg,resized,centralizado]

[img:lt_cobertor2.jpg,full,centralizado]

Enfim, é isso. Quero agradecer muito a todos vocês que apoiam a gente há tanto tempo e que nos dão a chance de seguir adiante. Nada disso aqui seria possível sem a colaboração sempre pontual e generosa de tanta gente que nos acompanha.

Cada um nos ajuda como pode e temos certeza de que é graças a essa porção de ‘peças de generosidade’ que nos chegam, de todos os lados, que podemos projetar não só a Confraria mas principalmente os gatinhos que resgatamos e doamos a um futuro ainda mais brilhante.

Muito obrigada e até mais!!

Tatis.

Dudu, cachorrinho para doação – Corrente do bem.

Folks,

A Susan, do Adote um Gatinho, encontrou hoje um cachorrinho que tinha sido atropelado momentos antes de ela vê-lo.

Mesmo com toda a galera pra cuidar, ela o resgatou e agora precisamos todos achar um lar bacana pra ele. É um rapazinho super tranquilo, tem 3 anos e será entregue castrado, vacinado e vermifugado como manda o figurino. É de porte bem pequeno, menor do que um cocker spaniel.

Quem se interessar, por favor entre em contato com ela. Podem copiar o painel e enviar para os amigos, conhecidos… =o)
:-) ) obrigada!!

[img:dudu_painel_copy.jpg,resized,centralizado]

PAULA GUIMA

A Paula Guima, é uma artesã de mão cheia, criativa, explora mil possibilidades… E para nossa maior alegria está se juntando a nós! Os produtos dela ainda não estão na lojinha, que está passando por reformulação, MASSSSS faço aqui uma vitrininha pra terem idéia.

COMO COMPRAR? Você entra em contato diretamente com a Paula, faça sua encomenda e diz que está beneficiando a CONFRARIA DOS MIADOS E LATIDOS. Parte da renda é destinada aos cuidados dos nossos gatinhos.

http://www.paulaguima.blogspot.com/

http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?origin=is&uid=12622965989707349073

Colares, miniaturas, tapetes, cachecóis, mandalas….

Um pouquinho para vocês:

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Fotografia do dia: Tal mãe, tal filha II

Essa foto eu ‘roubei’ de uma adotante que tornou-se uma gande amiga e parceira da Confraria. Aliás, ela e o super marido… O bacana da Ju é que ela não curtia muito a cia de gatos, mas num momento topou a experiência e olhem o resultado logo abaixo:

[img:amelie_ju.jpg,resized,centralizado]

Não são lindas, as duas?! Feitas uma para outra, eu já disse isso antes… rs

Preciso fazer justiça: a experiência com a Amélie foi tão legal que a Ju & Claudio adotaram a Mia Pitanga, uma pretinha que eles mesmos resgataram.

Gente feliz é isso aí.
:-) boa semana pra gente.

Quem vai ficar com… GYKA!

Oi pessoas,

Hoje a nossa querida Marieta conseguiu um lar! Como vocês podem se lembrar, ela estava conosco havia 7 meses, passou por 3 LTs mas finalmente achou sua metade humana, ou melhor, suas metades (pois são algumas pessoas… :) )

Ainda temos aqui conosco uma mocinha que também vai precisar ser filha única, vamos divulgar mais o caso dela para que ela não amargue 7meses de LT como a Mari? Por melhor que a gente cuide, ninguém merece viver tudo isso num LT.

Obrigada!

Gyka

Tal mãe, tal filho!

Não são idênticos?

[img:calvin_camila.jpg,resized,centralizado]

Na foto, Camila e seu gato Calvin, doado pela Confraria em 2008.

Demais, né?

Bom final de semana a todos!

Por que tantas regras para fazer um resgate?

Oi pessoal,

Passado o susto maior com a giárdia no nosso LT central, agora é que começamos a nos reorganizar com as tarefas diárias que, tirando as necessárias para a manutenção dos gatinhos que estavam dodóis, foram se acumulando.

A ajuda sempre precisa e indispensável dos voluntários – cujo número a cada dia aumenta mais! – que nos deram uma força imensa por aqui, o suporte de gente que acredita no que fazemos e claro, nervos no lugar, nos foram fundamentais para que saíssemos dessa sem perder nenhum gatinho e com condições de nos recuperar, em menos tempo do que esperávamos, do rombo no orçamento.

Acho que ao longo desses anos todos já puderam conferir em quais critérios nos pautamos para tocar o nosso trabalho adiante da maneira o mais correta, consciente e abrangente possível. A gente diz muitos nãos, muito mais do que queríamos. Muitas vezes não podemos fazer nada, apesar da quantidade de intervenções que fazemos. Temos como princípio jamais dar um passo maior do que as nossas pernas, temos um número bem nítido no qual podemos trabalhar e na maioria absoluta do tempo, não ultrapassamos esse número.

Há emergências? Claro. Somos flexíveis? Tentamos, sempre. Mas além disso tudo, a gente tem muito claro o que podemos fazer, onde podemos interferir e quando. Nosso orçamento é apertado e vale lembrar, entregamos nossos gatinhos pessoalmente na casa dos adotantes (que SEMPRE vivem em casas seguras, com telas em TODAS as janelas ou muros bem altos), bem alimentados, castrados, vermifugados, vacinados (com pela primeira dose da V3 importada) e sadios. Isso custa muito dinheiro, empenho e trabalho, mas vale a pena e é o modo como trabalhamos.

Por que mesmo eu escrevi esse jornal todo? Na verdade isso aqui é um desabafo, gente. Um desabafo de uma pessoa que é toda imperfeita, muitas vezes age por impulso, que tem menos paciência do que deveria. De alguém que achava que já tinha visto muita coisa na proteção animal e que se julgava vacinada contra pessoas mal intencionadas, mas que se deu mal. Explico.

Há aproximadamente um mês (ou pouco menos), uma moça nos pediu ajuda para um resgate. Ela era conhecida de uma comunidade no Orkut, estava há pouco tempo no Brasil mas queria ajudar alguns filhotes que nasceram num telhado perto de sua casa e também sua mãe-gata.

Hoje não temos espaço para adultos. Na verdade os nossos LTs que abrigam adultos estão lotados, e como trabalhamos com espaço e orçamento no limite, sabemos exatamente quantos gatos cabem em cada espaço. Pode parecer pouco, mas hoje temos 30 gatos sob nossos cuidados. Nenhum em gaiola, nenhum negligenciado, nenhum em espaço superlotado. Por esta razão, na ocasião do pedido de resgate, eu disse a essa moça que poderíamos castrar a gata mãe, mas não teríamos onde abrigá-la. A gata tinha um dono, mas segundo ela ele deixava a gata sair para o telhado. Os bebês, dependendo da época, poderíamos castrar e tentar doar, mas precisaríamos do suporte dela porque pra gente ficaria muito pesado. Nós resgataríamos todos, castraríamos e ela faria LT até a doação, o que em cima da hora ela mudou dizendo que sua mãe não permitiu o LT.

Ela trouxe a mãe-gata que imediatamente deixamos no vet para a castração. Pegamos nossa gatoeira e rumamos para a construção/telhado em busca dos bebês. Eram cinco, com a gatoeira e um bom chá de paciência, resgatamos 4. A quinta filhota estava impossível, então a gatoeira ficou nessa casa em reforma para capturar a última bebê e, na manhã seguinte, ser retirada pela moça que nos pediu ajuda (e morava ao lado do local).

No dia seguinte, depois de uma história totalmente obscura e mal explicada, em resumo a nossa gatoeira foi destruída pelo suposto dono da gata mãe. Minha primeira preocupação foi a restituição da gatoeira, pois ainda que a pessoa que deveria cuidar dela não tivesse ‘culpa’, a ONG tinha menos ainda. Precisamos e usamos muita a gatoeira, ela é uma ferramenta indispensável e preciosa pra gente, e fiz questão que ela nos fosse ressarcida.

No final das contas, descobrimos que o cara que supostamente destruiu nossa gatoeira provavelmente estava certo quando disse que a gata dele foi roubada pela moça que nos pediu ajuda (porque ela realmente foi, sem o nosso conhecimento). Mais do que isso, a gata-mãe não era nem nunca foi mãe. Desde o primeiro momento que viu os filhotes, bateu neles de dar dó, e isso foi horas depois do resgate. Na castração o veterinário concluiu que a gata nunca teve crias, pois provavelmente tomava anticoncepcional. Ela simplesmente não tolera outros gatos sob nenhuma hipótese.

Como disse antes, desde o princípio eu deixei claro que não tínhamos onde colocá-la. Ela não tolerar outros gatos tornou a situação ainda pior, e todos os dias eu avisei à moça que nos pediu o resgate que providenciasse um local para a gata, pois ela estava instalada no escritório do meu marido – o que é inadmissível… Quem tem marido bacana sabe que há regras que a gente precisa respeitar, e eu infringi uma básica: não instalar gatos no espaço dele.

Num belo dia, a moça nos avisou que ia viajar sem prazo para voltar e que tinha feito o pagamento da gatoeira direto na conta do fabricante. Somente ontem, 20 dias depois da data em que ela disse ter pago, conseguimos receber a gatoeira. Enviei e-mail, procurei no Orkut, no Twitter… E a cidadã simplesmente evaporou. Sumiu. Deletou endereço de e-mail, perfil de Orkut, tudo.

Seu telefone celular está inoperante. Com uma amiga, encontramos o fone fixo dela. Liguei e soube pela mãe que ela novamente viajou para fora do país sem data para voltar.

Saiu do país e nos deixou com cinco gatos que não podíamos resgatar, com a conta do veterinário e com a bucha de ter que alocar uma gata que definitivamente não temos onde por. A gata é uma santa, um doce, não dá trabalho nenhum, só não suporta outros gatos. Hoje foi vacinada – bem como os filhotes que não eram dela – e testada para FIV e FeLV. Quem tem gatos, sabe o que representa isso. Quem cuida de gatos de rua, sabe das dificuldades em conseguir manter gatos dessa forma.

Os bebês são tão medrosos que dá dó. Temos feito um trabalho intensivo com a socialização deles, mas são lindos e certamente vamos encontrar um lar bacana para eles. A gata está morando no escritório do Cris, e não ela pessoalmente mas a situação toda me causaram um transtorno enorme com meu marido pois eu jamais usaria o escritório dele como LT. Não tem cabimento isso.

Enfim, fica aqui o meu desabafo. Minha revolta contra essa gente que adora ser solidária com o bolso alheio, que tem a capacidade de simplesmente jogar isso no colo dos outros e literalmente sair correndo. Que morre de dó de gatos, mas resolve o problema agindo de má fé, sem pensar que suas atitudes tem consequências seríssimas na vida de um monte de gente. Fico revoltada com o modo como nos envolvemos nessa situação, pois somos criteriosas e tentamos agir dentro da maior retidão possível.

Raiva de gente que na maior cara de pau, desaparece do planeta. Ainda que tenha tido problemas sérios, ainda que alguma emergência tenha acontecido, essa moça teve tempo suficiente para nos contatar e tinha ciência da seriedade da situação em que nos colocou. Teve tempo e oportunidade para abrir o jogo e dizer a verdade. Para agir como uma pessoa adulta, ciente de seus atos e honesta, acima de tudo. Faltou honestidade, responsabilidade, decência, bom senso, faltou tudo.

Os gatinhos não tem culpa, então aproveito para apresentá-los a vocês. São 4 bebês (Novak, Aninha, Thelma e Louise) e uma adulta tigrada linda (que batizamos como Gyka).

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Contamos com a ajuda de todos para finalizar nossa participação na vida desses bebês gatinhos: um lar bacana, seguro e definitivo. Para sempre. Não vou citar o nome da moça que fez isso, mas espero que ela um dia leia isso e repense sua atitude.

Me perdoem o post imenso e um tanto cheio de chatice… Mas nem só de alegrias é feita a vida, né?

Grande abraço e obrigada a todos!!

Tatis.

MUTIRÃO DO LTzão

Uma confraria é, por princípio, uma irmandade unida por um ideal, um pensamento ou uma causa.

É assim que inicia a nossa home.

Sabadão foi dia de multirão aqui no lt, na verdade, começou na sexta com a vinda da MEL, que arregaçou as mangas e foi direto para o trabalho sujo, e sujo mesmo… lavar liteiras, chão, gato, e por aí vai… rs

Sábado quando cheguei, já estavam Tati, Rê Bastos, Carlos, Juliana e Claudio. E mais tarde Patricia e Fabio, Vick (a madrinha do Martim e Zhara) e o Bruno que como um veterináio pra lá de cuidadoso veio ver de perto como estava a situação dos nossos gatinhos enfermos, e além disso tudo, ainda recebemos visita de adotantes.

É incrível como as coisas fluem quando há disposição da parte de todos. Toda limpeza, cuidados, medicamentos, brincadeiras, organização, enfim, tudo foi feito com profundo carinho e competencia. A Pati até medicou todos os gatos (êeeee), medicou até o Aspen que é osso duro! Demos risada, trabalhamos, compartilhamos coisas importantes, tivemos idéias, brincamos, e o peso da giardíase foi para o beleléu.

Não devo esquecer o nosso gigantesco agradecimento a toda e qualquer doação. Agradecemos ao ADOTE UM GATINHO o imenso suporte, suporte este que mostra que os nossos objetivos são os mesmos: Que nossos gatos resgatados tenham uma vida digna! Lógico, a areia vocês sabem né? Consumida como água, mas foi de fato extremamente importante. Confira em nossa prestação de contas. Os gatinhos também agradecem a companhia do dia, simmm, eles se divertiram muito, por que graças ao nosso esforço diário, os prejuizos físicos foram só no início mesmo, quando a doença chegou chegando, depois vieram os prejuízos financeiros, mas vocês amados amigos (rs) foram socorro presente!

Gostamos tanto que estamos pensando em fazer vários multirões e garanto que é melhor que terapia! Participe você também do próximo! Não fique fora desta.

Eu termino este post imensamente satisfeita e feliz! E a Confraria dos Miados e Latidos cresce cada vez mais! E estamos aqui:

SIDE BY SIDE

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