Category: Agradecimentos

Pequenos milagres

Às vezes a gente se pergunta por que tem tanto bicho abandonado. Por que pessoas ainda os descartam, por que muitas se omitem.

Por que cães e gatos parecem vir ao mundo só para passar necessidades, por que gatinhos preto e branco ficam encalhados por meses esperando adoção.

Aí acontecem os pequenos milagres… E a gente se pergunta por que uma pessoa que poderia ter escolhido qualquer outro cão, que poderia ter desistido diante de tantos obstáculos que lhe foram colocados na escolha, que poderia ter ficado magoada com uma atitude (indiretamente) nossa, por que ela escolhe justamente a nossa Velhota?

Sim!

A nossa Velhotinha! Lembram dela?

Vinícius e Velhota, no seu terceiro (e último!) lar temporário.

A Velhota foi um dos 3 cães que tiramos da casa dos Coitadinhos de Santos.

A Jade foi adotada, a Mariella também, mas a Velhotinha (a primeira que tiramos) tinha um perfil super difícil. Pelo menos 14 anos de idade, nenhum dente na boca, um bom humor incrível mas com aqueles ‘probleminhas’ de bichinho idoso: precisa de comida molinha, as patas traseiras se movimentavam com dificuldade, enfim, já estávamos preparados para ficar com ela até o fim da sua vidinha.

Ela é uma cachorrinha SENSACIONAL. Bem humorada, super limpa, feliz. Alegre com qualquer coisa. Brinca com outros cães menores, sempre dentro do seu limite pois ela tem que dormir 2/3 do dia, né? rs

Mesmo com tudo isso ontem a nossa Velhota ganhou um lar definitivo. Sim, ela foi adotada!

A Giane e sua família, que tentaram adotar a nossa senhorinha há 7 meses, não desistiram e nos procuraram novamente. Depois de uma série de desencontros e enganos, não é que parece que o destino da Velhotinha já estava traçado?

Eu poderia escrever dezenas de parágrafos pra tentar contar pra vocês como foi a chegada da nossa queridinha na sua nova e definitiva vida, mas imagens falam mais do que palavras, não é mesmo?

Giane e Velhotinha com sua expressão inconfundível...

Não é demais?

A gente gostaria de poder encapsular esse sentimento de dever cumprido, de satisfação e de orgulho e mandar um comprimido pra cada um de vocês.

Todos vocês. Todos que ajudaram, torceram, que deram suporte pra gente.

À Dra. Fernanda, que foi quem – com uma ousadia sem precedentes – operou a Velhota dos tumores que tiravam sua qualidade de vida.

À Rosangela que abrigou nossa senhorinha por alguns meses. À Luciene, a responsável pelos Latidos da nossa Confraria, que numa cruzada incansável foi a principal responsável por esses sorrisos das fotos.

Um espetáculo.

Estamos super emocionados hoje, com um bom tanto de saudade dessa coisinha de 12kg que sempre nos deu UMA AULA de vida: não importaram anos a fio vivendo num lugar imundo sem sol, não importou sua condição física nem sua idade, não importou a mudança de três lares temporários com rotinas diferentes, não importou a presença de tantos novos cães nesses lares temporários com os quais ela aprendeu a conviver.

O que importou foi O HOJE. Os cães vivem O DIA DE HOJE, o AGORA. É só o agora que existe, eles precisam ser felizes AGORA!

E nossa Velhota é feliz. Dessa vez, para sempre!

Um grande abraço a todos e que esse seja o prenúncio de um ano em que mais Gianes apareçam para adotar não os animaizinhos jovens e bonitos, mas também aqueles que só precisam de UMA chance para fazer toda a vida valer a pena.

Até mais!

Quatro anos de Confraria

Amigos,

Dia 07 de Setembro a Confraria completou 4 anos de vida.

Quatro anos fazendo aquilo em que acreditamos: mudando efetiva e positivamente a vida de todos os animais com os quais topamos!

São centenas de gatos resgatados, castrados e doados. Outras centenas de castrações patrocinadas. Muitos bichinhos que hoje tem uma casa, comida e cama quentinha não só porque a gente buscou isso, mas porque VOCÊS apoiaram!

Muito obrigada a todos pelo apoio, pelo prestígio e pela confiança.

No próximo aniversário certamente bateremos o primeiro milhar de gatinhos resgatados, castrados e doados. Adivinha com a participação de quem? SUA!

Um grande abraço e parabéns para a gente!

A parte de cada um

Amigos,

Hoje eu gostaria de compartilhar com vocês o depoimento de uma pessoa muito bacana, a Eleonor* (nome fictício, a pedido dela).

Tocada com o caso dos Coitadinhos de Santos, depois de ver uma das fotos ela foi até lá e buscou um. Tirou da casa, cuidou dele, e agora ele está se recuperando super bem.

Como acreditamos mais na força do exemplo do que das palavras sem ação, quero dividir com vocês essa experiência sensacional.

Enjoy!

==========

O apartamento onde moro é dos meus gatos. E eles “deixam” eu morar lá, porque tenho serventia para eles e eu ADORO ter o previlégio de servir à todos! Quando eu entro em casa, a minha alegria é ver todos os 12 (5 definitivamente meus e 7 em LT) felizes e bem cuidados. É o mínimo que eu posso fazer para retribuir tanto carinho e amor que eles trouxeram para a minha vida.

Todo mundo me diz: “você procura sarna para se coçar!” E dessa vez, literalmente foi o que aconteceu. Não que tenha sido a primeira ou que vá ser a última. Abri meu face e comecei a ver as fotos dos gatos da casa da colecionadora de Santos. Read more »

Blackinhos adotados!

Pessoal, essa foi uma adoção MUITO especial e não só porque 3 irmãozinhos pretos de 6 meses foram adotados juntos. Essa história começa láááá atrás, em janeiro.

No comecinho do ano a Confraria recebeu um pedido vindo de uma pessoa que já tinha um gato nosso e encontrou 3 filhotes pretos num ponto de ônibus na movimentada Av. Santo Amaro. Não tínhamos espaço para acolhê-los mas não se deixa bebês na rua!

Fizemos um apelo no Facebook e a Raquel, carioca da gema mas morando em SP (num apto beeem pequenininho) por alguns meses, topou cuidar dos pretinhos por 1 mês até que eu achasse espaço pra eles.

O tempo foi passando e a Raquel fez um trabalho de socialização espetacular com esses gatinhos. Eles foram crescendo e não cabiam mais no apto dela, e então foi a hora de virem para o nosso LT Central. Read more »

Final feliz em dose dupla

Por diversas vezes, a proteção animal cruzou meu caminho. Em algumas, bem por acaso. Em outras, talvez o meu empenho e a minha vontade de ajudar não tenham sido o suficiente. Mas se existe acaso, ou destino, o que me moveu até ele foi o amor pelos animais, foi um coração que meio bate, meio ronrona. E esse mesmo coração, apaixonado por um gato preto, trouxe para mim o Hendrix (antes Alfred) e, de quebra, a proximidade com um projeto excepcional e o contato com pessoas ímpares. Pouco a pouco, a vontade de fazer parte de algo tão lindo foi superando os antigos “baldes de água fria”, e de visitas e ajudas esporádicas, me tornei voluntária da Confraria. Oficialmente, e com muito orgulho.

Hoje, tenho a honra – obrigada, Tatis!! – de estar aqui para dividir mais uma história com final feliz, e em dose dupla. No meu caso, a primeira em que realmente tive envolvimento e participação. E uma sensação plena de realização que não tem preço.

Há pouco menos de um mês, encontrei um tigrãozinho na portaria do meu prédio. Segundo os funcionários, ele estava por ali já tinha uns três dias, miando, tentando se esfregar e ir atrás de todo mundo que passava. Nenhum morador ou vizinho procurou por ele. Ninguém deu a mínima atenção, e se ele comeu, foram só restos de pizza que os porteiros deram. Mas esses três dias – e sabe-se lá quantos outros antes, até ele chegar no prédio – de sofrimento e abandono seriam recompensados… Mal me abaixei para vê-lo, ele se esfregou nas minhas pernas e literalmente se jogou de barriga pra cima, pedindo carinho e ronronando muito, mas muito alto. Era um machinho. Castrado. E eu, que havia descido para buscar uma encomenda, subi com duas: o pacote e o Aiko (que comeu como se não houvesse amanhã… rs).

Depois de dois dias confinado em um micro banheiro (e mesmo assim, comportadíssimo, fazendo tudo na caixinha de areia e tal), consegui leva-lo para o LT da Fernanda Garcia. Eu sabia que o jeito carinhoso dele tinha tudo para conquistar alguém nas visitas, mas achava bem difícil ele ser adotado só pelas fotos: convenhamos, um gato comum, tigrado, com mais ou menos 8 meses, não costuma ser sonho de consumo ou causar amor à primeira vista. Eu estava errada.

Na semana passada, a Cibele – que já havia adotado uma gatinha da Confraria há três anos – entrou em contato, interessada em adotar mais duas fêmeas, uma preta e uma tigrada. Não tínhamos no momento, então restaria a ela aguardar. O que a gente não esperava é que, no mesmo dia, ela escreveria novamente para a Tatis, interessada no Aiko e no Anthony, o ex-estrupiadinho que, mesmo atacado por cães e tendo passado por cirurgias, jamais perdeu a doçura, nem a dupla de motores V8 eternamente ronronantes.

É óbvio que a ideia nos fez comemorar horrores, mas era preciso agir, afinal, levar os dois já entrosados seria muito melhor. Lá fui eu, sábado, meia noite e cacetada, pra balada buscar o Aiko no LT da Fer. No domingo, seguimos para a casa da Tatis. Até a hora em que fui embora, tudo estava às mil maravilhas. Estava. O maledeto se pos a chorar em looping eterno, e isso se tornou preocupante. O danado mia alto e grosso! Seria testículo retido? Seria saudade da Tróia, que estava com ele antes? Seria tédio? A única certeza que tínhamos é que, se fosse doado aos berros, ele seria devolvido.

Depois de ser revirado pela veterinária, a hipótese do testículo foi descartada. Como já estava a caminho, ele acabou indo junto com o Anthony pro LT Central, já que a entrega do Anthony estava certa, mas ficaria em stand by até descobrirmos o motivo da choradeira. Adivinhem se ele continuou chorando? Não! Ele só é carente demais, e como a Cibele seria a adotante perfeita para um grudentinho, a Tatis explicou pra ela a situação e resolveu arriscar. E enfim pudemos entender tudo: ele só queria um lar.

Aiko, agora Felipe, Cibele e Anthony, agora Leonardo

Sejam felizes em seu novo e verdadeiro lar, seus lindos, e tragam muita alegria à mamãe Cibele! Mesmo levando uma parte dos nossos corações com vocês, é isso que nos dá a sensação de missão cumprida e a força para começar tudo de novo… De novo, e de novo…

Hoje, posso dizer que o “Participe, encante-se!” faz todo sentido. E pode fazer toda a diferença!

Feliz Dia das Mães!

Novo boletim no ar

Oi pessoal!

Há muito tempo estávamos devendo um boletim com as nossas ações. Hoje ele finalmente desempacou e daqui pra frente será mensal.

Não deixe de conferir:

Clique aqui ou na figura.

Pra todo gato existe um dono

Quando recebemos gatinhos ‘comuns’ (pretinhos, vaquinhas, frajolas ou escamas) já nos preparamos para ficar com eles por muitos meses. Pode ser que tenham sorte e sejam adotados logo, mas via de regra os fofinhos, branquinhos, amarelinhos e siameses acabam ganhando um lar beeeem antes desses.

O Alfred estava conosco desde que veio ao mundo. Sua mamãe Alice pariu ele e mais 6, e só sobraram ele e o William. Todos os outros, inclusive a super Alice, já tem sua casa.

E não é que a sorte apareceu pro Alfred?

Sexta-feira passada eu tive a honra de doar um Gatinho Confrade pra Carol Mattos, gateira de longa data que queria um preticho e adivinhem? Deu uma chance pro nosso morceguito. Preto, filhotão de 9 meses, ganhou na loteria!!

Pra gente é sempre uma honra quando dentre tantos gatinhos um adotante escolhe um nosso. Gostamos de todos e queremos que todos tenham um lar bacana, e por muuuuitas vezes eu indiquei adotantes a outros protetores ou projetos, e pra fazer justiça isso também foi feito com relação à Confraria. Muita gente séria indica a gente, e o ciclo sempre se renova.

Sem mais conversinha mole (rs) eu mostro em primeira mão uma foto do Alfred, hoje Jimi Hendrix (nome muuuuito melhor!) com a Carol, sua mamãe pra sempre! Ele também ganhou 4 irmãos felinos: Madonna, Jolie, Paris e Helio.

Beijos e até mais!

O amor não causa alergia…

… o amor só traz alegria!

Para que chega agora (rs), aqui, aqui, aqui e aqui é possível ver a trajetória de vida do TRICO (ex-Gandhi). Ele foi capturado numa armadilha que não foi armada para ele, então o resgatamos, castramos cuidamos e acabamos descobrindo que ele é portador de FIV. A grande sorte deste gatão ainda estava por vir: poucas semanas depois, a Marie, hoje sua mãe, ficou perdidamente apaixonada pelo gatão e então ele ganhou uma família segura, foi muito amado e muito esperado.

Há pouquíssimo tempo a família aumentou. A Marie e o Alex tiveram uma filhinha humana, a Nara, que já chegou ao mundo trazendo toda a alegria – como tem que ser!

O mais bacana de tudo: o Trico, ao contrário do que acontece com muitos gatos de ‘famílias grávidas’, não só continua fazendo parte da família do jeito que era antes como também tem a responsabilidade de ser o irmão mais velho!

Montei um painel com algumas fotos deles juntos, e é realmente emocionante. Emocionante por ver que o coração de algumas pessoas é tão grande que não tem tamanho, mas principalmente por saber que SIM, É POSSÍVEL ter gatos e crianças juntinhos como gandes amigos!!

Marie e Alex, jamais poderei agradecê-los por tudo o que fizeram e fazem pelo Trico. Meus (nossos!) parabéns pela chegada da Nara, que temos certeza, nasceu para coroar o amor que vocês tem e a família linda que vocês construíram!

Grande abraço e muito obrigada!!

Tati.

[img:marie_trico_alex_nara_copy.jpg,resized,centralizado]

Cartinha da Charlote – Ex-Rhéa

Ah, se não é a parte mais legal disso tudo… :-) )

Oi tia Tati,
Demorou mais hoje a mamãe e eu vamos lhe escrever uma cartinha, queria te contar como estão sendo as coisas aqui na minha casa, afinal aquela sua visitinha foi muito michuruca e você nem pôde observar como já sou dona do pedaço.
Aqui em casa é muito divertido, sabe? eu corro bastante, faço bagunça gostoso e a cachorrinha nem quis me dar umas dentadas (na verdade já mando nessa cachorrinha medrosa, hihihi), eu gosto muito do jardim da mamãe, gosto da caminha da Baloo, mas ainda tem muitos lugares que eu não vou, a mamãe até me pega no colo pra eu alcançar lá no alto, mas eu ainda tenho medo.
No quesito papá, me adaptei plenamente, como a minha comidinha, saches wiskas, e de quebra, como o papa da Baloo quando a mamãe e o papai não estão olhando e quando a Baloo reclama de qualquer coisa eu dou coça nela! a mamãe e o papai brigam muito comigo quando faço isso, mas eu dou de ombros, sou muito geniosa.
Vou confessar uma coisa: eu prefiro o papai, por mais que a mamãe faça tuuudo por mim, não adianta, prefiro os carinhos do papai, e olha que ele não me dá molezas, mesmo assim acho ele super legal. A minha falta de carinho deixa a mamãe meio frustrada, mas ela se contenta em observar minha beleza, ela diz que sou linda e de tão linda que sou a mamãe esquece que eu mordo muito e tenta me acariciar o que resulta em vários arranhões e mordidonas.
Resumindo as coisas, afinal a mamãe nem consegue escrever porque eu não deixo o teclado e o mouse em paz, estou muito feliz aqui, tenho cuidados, carinho, durmo gostoso na cama com o papai e a mamãe, posso passear pela casa toda e todos me amam, inclusive a Baloo.
Tia Tati, a mamãe vai adicionar fotos novas pra você se deliciar com minha beleza…
Muitos beijos e ronrons
Charlotte.

Ps, foi o papai que me rebatizou!

Não é o máximo?

Agora olhem só a pose da Dona Cebola Folgada:

[img:Charlote_002.JPG,resized,centralizado]

Obrigada Dri, Ronaldo e Baloo por terem recebido tão bem a nossa Pimentinha!!

Panorama theme by Themocracy