Meu hóspede quer um dono
Pessoal, matéria do domingo (23) na revista da Folha (Jornal Folha de São Paulo).
Estamos felizes demais! Primeiro porque o conceito de Lar Temporário precisa mesmo ser mais divulgado! E segundo porque temos ganhado cada vez mais espaço na mídia de ponta, o que mostra que temos feito um trabalho correto e efetivo. Só temos a agradecer!
Voluntários fazem de suas casas lares temporários para cães e gatos que aguardam adoção
FERNANDO BADÔ
No início de setembro, o gato Gepeto vagava por um condomínio em Cidade Ademar, na zona sul. Vivia ao relento e era alimentado por moradores. A idade estimada do felino, de dez anos, sugere que ele tenha sido abandonado, uma vez que gatos de rua têm expectativa de vida de três anos.
Hoje, ele ainda procura um lar definitivo, mas, enquanto isso, dorme numa cama confortável, alimenta-se bem e tem acompanhamento veterinário. Gepeto está em um lar temporário, modalidade de trabalho voluntário que surgiu como opção à superlotação de abrigos de animais.
O conceito é simples: hospedar em casa um cão ou um gato que aguarda a adoção. “É oferecer um espaço seguro e isolado, ainda que pequeno, até que o animal encontre um dono”, explica a historiadora Tatiana Sales, 34, diretora operacional da ONG Confraria dos Miados e Latidos, que coordena uma rede de lares temporários.




