Archive for the ‘Informativos’ Category

Reportagem do telejornal “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo

A esta altura todos já devem ter visto a reportagem do Bom Dia Brasil veiculada pela Rede Globo na última terça-feira, 4/5/2010, que começa mais ou menos assim:

- Basta passear pelas ruas para ver, eles estão por toda parte: cachorros e gatos ficam vagando por aí, um risco para a saúde pública – diz o repórter Renato Machado.

- É um problemão, Renato, uma dor de cabeça – emenda sua colega Renata Vasconcellos, antes de passar a palavra à repórter Carla Vilhena, perguntando: – O que é que as autoridades estão fazendo para resolver esse problema?

Entre outras coisas, Carla explica:

- O problema é que uma Lei aqui em São Paulo proíbe a eutanásia de cães e gatos, ou seja, eles não podem ser mortos.

Será que o problema é esse mesmo, pessoal? Que os animais não podem ser mortos? Eu sempre pensei que a verdadeira origem do problema era o descaso, o desrespeito e a desinformação da população, que as autoridades e a imprensa pouco têm feito para modificar.

Se você ainda não viu, assista aqui até o final – e, depois, mais do que deixar um comentário aqui no nosso blog, dirija-se à Rede Globo e peça uma atitude mais digna por parte da emissora. É só uma sugestão, mais efetiva, acho eu, do que xingar (a primeira vontade que a gente sente).

Eis aqui a mensagem que enviei:

Olá,

Acredito que a esta altura vocês já devem estar com a caixa postal entupida de e-mails de repúdio à reportagem sobre abandono de animais exibida no programa e data especificados. Por isso, em lugar de repudiar cegamente, quero fazer uma sugestão! Embora a matéria comece de maneira bastante infeliz, procura depois revelar os problemas dos canis e abrigos superlotados em diversas cidades brasileiras e o esforço de ONGs e grupos de proteção animal para que sejam adotados. Podemos ver que os repórteres não são mal-intencionados; apenas sofrem, como a grande maioria da população brasileira, de falta de informação, e falam em zoonoses e problema de saúde pública quando poderiam gastar seu tempo – e seu poder de sugestão sobre o povo – falando sobre castração, ética, lei contra o abandono e os maus-tratos a animais e, sobretudo, incentivando a posse responsável e as campanhas de esterilização. A imprensa tem poder sobre a massa – por que não usá-lo para instruir e auxiliar em vez de apenas fazer barulho?

Minha sugestão, portanto, é: que tal uma nova reportagem, mais informativa e efetiva, mostrando o que cada um pode fazer e a que instituições pode recorrer para castrar animais ou denunciar crimes contra eles? Que tal uma matéria com foco nos sentimentos e sofrimentos dos abandonados, e não apenas no “incômodo” que eles causam à sociedade (que, aliás, é a causadora de tudo)? Peço isso pelo bem de todos, não só o dos animais e os das pessoas que se importam com eles, mas também o daquelas que só estão mesmo preocupadas com o “problemão” que é ver animais vagando pelas ruas.

Espero uma ação mais inteligente por parte dessa grande emissora.

Obrigada!

Bora lá se manifestar, galera? Mais que gritar e espernear, vamos pedir à Globo que use o seu poder sobre a massa com consciência e para o bem – inclusive o das pessoas que não nem aí com os animais, só estão preocupadas com zoonoses, mesmo. Para falar com a Rede Globo, clique aqui!

ATUALIZANDO O POST: Não deu outra, pessoal! O antendimento online da Rede Globo teve a grande gentileza de me enviar uma resposta:

Mila,

Agradecemos sua audiência e respeitamos a sua opinião.

O Bom Dia Brasil apresentou uma nova reportagem sobre o abandono de animais que pode ser vista no link

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2010/05/contra-abandondo-suipa-recomenda-castracao-de-animais.html

Informamos que todas as sugestões de pautas recebidas em nossa Central de Atendimento são encaminhadas às equipes.

A seleção e a produção das matérias obedecem a critérios jornalísticos próprios de cada editoria.

Cordialmente
Rede Globo – A gente se vê por aqui.

A reportagem recebeu tantas críticas que a equipe do Bom Dia Brasil colocou no ar na quinta-feira, dia 6/5, nova reportagem sobre o assunto, desta vez enfatizando que a sociedade deve discutir o problema dos animais abandonados e fornecer-lhes tratamento digno em lugar de eutanásia. Consultaram Eleonora Mendes, vice-presidente da SUIPA-SP, que falou sobre a necessidade de castrar os animais. A bestona aqui NÃO conseguiu linkar o vídeo, então, por favor, vejam-no na página do Bom Dia Brasil.

A pressão popular faz toda a diferença. Nunca deixe de pôr a boca no trombone.

 

Ração a granel: FUJA DESSA FURADA!

23-04-2010
CRMV-SP faz alerta sobre venda de ração à granel

A edição de 22/04/2010 do “Jornal da Record” mostrou matéria abordando, entre outros assuntos, a venda de ração à granel em pet shops da periferia de São Paulo como opção mais barata para o consumidor. Em relação a isso, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) alerta:

As rações vendidas à granel, em sacos abertos ou outros recipientes que mantenham o produto em contato com o ar e que permitam seu manuseio podem ser facilmente contaminadas por fungos presentes no ambiente, como é o caso dos gêneros Penicillium spp., Aspergillus spp., Rhizopus spp. e Fusarium spp. Esses agentes colonizam a ração, especialmente quando a umidade e a temperatura são favoráveis, se multiplicam e produzem micotoxinas.

As micotoxinas, quando ingeridas pelo animal, causam intoxicação que pode variar de aguda a crônica, dependendo do tipo e dos níveis ingeridos, bem como da idade e outros fatores inerentes ao animal.

Os sinais clínicos podem se manifestar de várias maneiras, como diminuição do apetite, diarréia, vômitos e hemorragias, assim como hepatotoxicidade e nefrotoxicidade. As micotoxinas também possuem efeito carcinogênico.

Fungos de um mesmo gênero podem produzir diferentes micotoxinas, de acordo com o substrato encontrado. Dentre as várias micotoxinas conhecidas, as aflatoxinas e as ocratoxinas apresentam toxicidade. Elas são produzidas pelos gêneros Aspergillus spp. e Penicillium spp., frequentes nas rações animais.

Além do risco da contaminação causada pelos fungos, o contato com o ar e com a luz resulta ainda na perda de nutrientes da ração. A venda a granel ocasiona também a perda de controle sobre a data de validade do produto.

Dessa forma, recomenda-se que as rações sejam sempre comercializadas em suas embalagens originais, lacradas, livres do manuseio e do contato com o ar, distantes da umidade e poeira. Assim, será possível evitar contaminações por fungos, perda de nutrientes e manter o controle sobre os prazos de validade.

Fonte: CRMV-SP

 

Anote: dias 12 e 13 de Dezembro tem CONFRARIA na Feira Bacana!

Espalhem, compareçam, divulguem… Oba!! Mais Feira!!

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Experiência: adoção de uma gatinha adulta.

Oi pessoal,

Esse é o relato da Re Zuliani, uma das pessoas que citei neste artigo.

Ela adotou a Mingau que hoje completa dez meses na casa nova! É mole? Parece que foi ontem… Bom, chega de conversa e vamos ao que interessa.

Enjoy!

Guarulhos, 13 de novembro de 2009.

Há tempos penso em fazer um relato, parecido com um diário de bordo sobre minhas gatas e nossa adaptação a elas.
Sou “mãe” de gatos há exatos quatro anos. Até então, não gostava deles Uma pretinha básica ganhou meu coração por todo sempre. A vida nos leva por outros caminhos e para outras localidades. Numa dessas guinadas da vida, vim morar em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo.
Em 15 de abril de 2008 jogaram uma caixa de papelão com uma gata tigrada e três bebês no condomínio onde moro. Sem saberem como agir, os funcionários da portaria entraram em contato e me pediram ajuda. Trouxe todos para casa, era uma fria noite e com certeza morreriam ao relento.
Os bebês foram doados para lares responsáveis e a gata tigrada, por ser maior, foi ficando, ficando e ficou. Reinou absoluta até que certa noite, “sapeando” pelo blog da Miados e Latidos, me deparei com uma gata toda branca, de olhar tristinho. Foi paixão imediata.
Entrei em contato com a Tatis e perguntei sobre a belezinha. Minha preocupação era com a adaptação delas, pois trabalho fora e não poderia acompanhar esse período tão especial.
Marcamos para janeiro de 2009 a chegada de Gladys em nossa casa.
Que ansiedade! Não víamos a hora. Preparamos a casa para recebê-la.
Enfim, chegou o grande dia. 14 de janeiro, a guerreira Tatis atravessou SP, com uma gatinha fazendo fussss dentro da caixinha e trouxe nossa Mingau.
Ela chegou ressabiada e ficou no seu canto. Ricota, a tigrada dona do pedaço tentou estabelecer contato, mas foi rechaçada em todas as tentativas.
No primeiro dia, Gladys/Mingau não comeu nada e bebia água se um de nós estivesse por perto. Entrei em desespero. Trouxe uma gatinha de um lar temporário para morrer em minha casa? Não desisti, continuei oferecendo ração, carinho e a distância que ela nos impunha.
No dia seguinte comeu tudo. Que alegria!
A convivência entre as duas era difícil, muitos fusss, unhadas e alguns gritos. Com o tempo, tudo foi se acalmando. Amanhã completaremos 10 meses de convivência.
A gatinha assustada e arisca se transformou numa companheira maravilhosa. Aqueles que dizem que gato não gosta do dono é porque não conhece as minhas, rs.
Sou recepcionada ao chegar do trabalho por duas gatas que parecem sorrir ao me ver chegar. Que saltitam de alegria pela casa, onde estão seguras, sem acesso à rua. Amo acordar de manhã com as duas bagunçando pela casa. Isso não tem preço, porque a vida e os momentos maravilhosos não podem ser comprados.
Hoje tenho certeza de que não adotei, mas fui adotada por duas gatas maravilhosas, que me amam incondicionalmente, pelo que sou e não pelo que tenho.

Obrigada Tatis pela maravilhosa amiga felina que hoje tenho em casa.

Renata Zuliani

E agora, como não podia deixar de ser, fotos da mocinha…
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Como sempre, sou eu quem tem que agradecer.

Grande abraço a todos, até mais!

 

Links interessantes

Navegando por aí… Olhem só o que eu achei e queria dividir:

http://www.osgatos.com.br/
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http://www.tudogato.com/
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http://www.reinodalmofada.com.br

Enjoy!

 

Quero tanto adotar um gatinho, por que será que ninguém me doa um?

Oi Pessoal,

Resolvi aproveitar um e-mail que recebi há algum tempo para tentar ilustrar algumas respostas a essa pergunta título do post de hoje.


“Nosso gatinho fugio e minha filha de seis anos está deprimida.Preciso substituir urgente! Aceitamos qualquer gato de até 6 meses, com pelo longo. Grata!”

Infelizmente e-mails como este não são incomuns. Claro que algumas particularidades mudam, mas o cerne da coisa é sempre o mesmo. Pior é que temos a maior paciência do mundo para explicar as razões pelas quais a pessoa em questão NÃO deveria adotar um gato, mas soa sempre como má vontade da gente.

Talvez seja uma questão cultural, talvez seja só falta de informação mas recebemos muitos contatos de pessoas que vêem a adoção de um animal como um favor que fazem a ele (e consequentemente a nós). Como se por ser aquele um bichinho que direta ou indiretamente foi rejeitado pela sociedade, qualquer coisa a ele serve.

Mas não, não é bem assim. Adoção (de quem quer que seja) é tanto um ato de amor quanto de troca. Ambos crescem, ambos trocam experiência, amor, convívio ainda mais em se tratando de gatos que são seres incapazes de se submeter. Muitas vezes algumas pessoas enxergam a adoção como a resolução de um problema, mas não é e não é porque ninguém entra na vida de ninguém pra ‘resolver’ nada. Entramos nas vidas uns dos outros, creio, para apoiar, crescer, amar, interagir.

Também me espanta o fato de a solução do problema ter que ter pelo longo. Ora, pouco importa se o bichinho é uma fera, se foi comprado em Petshop, se não gosta de conviver com barulho ou se é medroso: só importa ter pelo longo. Mas oras, que raios de problema é este que se resolve com pelo longo?

Portanto penso que ninguém deveria ter ou dar um bichinho de estimação que já chegue com tamanha responsabilidade: tirar uma pessoa da depressão. Isso não se faz, e uma vida não é uma coisa. Ela tem que vir porque é desejada, e não como algo se se tira ou põe de determinado lugar caso sirva ou não para o que foi ‘adquirida’.

Outra coisa, se a pessoa já teve um gato que:
- morreu atropelado;
- morreu envenenado;
- fugiu,

Obviamente vai encontrar dificuldades IMENSAS em adotar um gatinho oferecido por um protetor ou ONG que trabalhe como deve. E é assim porque não tiramos nossos bichinhos das ruas para submetê-los a uma possível morte por essas razões. Claro que ninguém está imune a uma fugaou aum envenenamento (ainda que remoto), mas é claro que o protetor/ONG vai querer saber com detalhes as circunstâncias do ocorrido e, claro, o que foi feito para impedir que o episódio se repita.

Quantas vezes não cheguei a trocar dezenas de e-mails com pessoas que diziam ter telas mas quando percebiam que eu não abriria mão de entregar o bichano pessoalmente, simplesmente sumiram?

Quantas vezes não perdi um monte de tempo com gente que queria um bibelô e não um gatinho? Isso acontece muito. É por esta razão que ficamos tão calejadas e temos tanto cuidado. Não exigimos telas nas janelas por capricho, exigimos porque é tão básico quanto ração.

Nós ainda permitimos doação de gatos para quem mora em casa, muitas ONGs e protetores não permitem e não questiono a razão deles. Eu mesma moro em casa térrea completamente telada e meus gatos nunca vão na rua, então sei que é possível. Exige mais conversa e critério, mas é possível. Portanto, se você quiser adotar um gatinho e ficar cansado de tantas perguntas, tente pensar no esforço que fazemos para que aquela vidinha chegue saudável à sua casa, castrado, vacinado, vermifugado. Isso é difícil, e cada uma das vidinhas nos é muito cara.

Já cheguei a desaconselhar adoção para algumas pessoas. Ganhei alguns desafetos com isso (rs) mas são ossos do ofício, né?

Grande abraço a vocês que leram até aqui, não se acanhem pra comentar :)

Tatis.

P.S.: Aproveito para deixar a foto do nosso último resgatinho… Logo logo ponho painel dele.

Pedro Henrique

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Amor incondicional

Provavelmente muitos já leram isso, mas vi hoje e o texto me tocou profundamente.

Deixo-o como uma espécie de “pedido” para 2009.

Grande abraço a todos!

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Os 10 pedidos de um cão

1)Minha vida dura apenas uma parte de sua vida;
qualquer separação de você significa sofrimento para mim. Pense muito nisso antes de me adotar.

02) Tenha paciência e me dê um tempo para que eu possa compreender o que você espera de mim. Você também nem sempre entende imediatamente as coisas.

03) Deposite sua confiança em mim, pois eu vivo disso e vou compensá-lo por isso mais do que ninguém.

04) Nunca guarde rancor de mim se eu aprontar alguma, e não me prenda “de castigo”.Você tem outros amigos além de mim, tem seu trabalho e seu lazer – mas eu só tenho você.

05) Converse comigo. Eu não entendo todas as palavras, mas me faz bem ouvir sua voz falando só para mim.

06) Pense bem como você, seus amigos e visitas me tratam. Eu jamais esqueço.

07) Também pense, quando você quiser me bater, que eu poderia facilmente quebrar os ossos da mão que me machuca, mas que eu não lanço mão deste recurso.

08) Se alguma vez você não estiver satisfeito comigo, porque estou de mau humor, preguiçoso ou desobediente, imagina que talvez a minha comida não esteja me fazendo bem ou que tenho estado muito exposto ao sol, ou que meu coração já está um pouco cansado e fraco.

09) Por favor, tenha compreensão comigo quando eu envelhecer. Não pense logo em me abandonar para adotar um cãozinho novo e bonitinho. Você também envelhecerá.

10) E quando chegar meu último e mais difícil momento fique comigo. Não diga “não posso ver isso”. Com sua presença tudo fica mais fácil para mim.
A fidelidade de toda a minha vida deveria compensar este momento de dor.

 

Feira da Vergonha – Embu das Artes/SP

Domingo passado fui à famosa feirinha de artesanato da cidade de Embu das Artes. Já a conhecia desde pequena (morei em Cotia até os 25 anos) mas há algum tempo não ia.

Além de todas as barracas (que hoje são mais variadas e em maior número) e os restaurantes (coma numa barraquinha, lá ao menos você vai pagar o que a comida e o atendimento valem, nada de restaurantes que cobram R$ 60,00 por um prato que não vale nem R$15,00), vi algo que me deixou estupefata.

Olhem só o que está bem no centro da cidade, ao lado de uma Igreja:

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Não, não estamos vendo uma miragem. Falo de uma feirinha INFAME de animais. Um lugar onde os bichos são vendidos como qualquer peça de artesanato, com o diferencial de serem VIVOS.

Os vendedores prometem, na faixa mais acima, ‘pedigree e garantia de saúde/procedência). Agora olhem só uma das coisas que mais me deixou besta:

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Alguém pode me explicar como é que é possível comprar um MESTIÇO de Schnauzer com Poodle e ter pedigree deles? Lá é possível. E detalhe: você escolhe qual das raças quer no pedigree do seu ‘lizítimo’. O detalhe é que não se trata de um desinformado, pois ele escreveu direitinho o nome das raças em vez de ‘púdol’, ‘púdo’ ou ‘chinauzi’ como costumamos ver na beira das estradas.

Nada contra mestiços, por favor. Me enlouquece é ver um EXPLORADOR capaz de vender VIRA-LATAS -tão amados e lindos como todos – que deveriam ser DOADOS. Na verdade, nem deveriam ter vindo ao mundo, com tantos.

Aqui, mais outra coisa que coroou meu nojo:
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Vou isolar o detalhe:
[img:004.jpg,resized,alinhar_esq]

É preciso ter estômago pra ver isso. QUATRO persas dentro de uma gaiola RIDÍCULA, pendurados num postinho INFAME, sem comida, sem espaço, sem água. SEM NADA! Qualquer feirinha de DOAÇÃO de animais tem mais cuidado do que esses VAGABUNDOS que parecem INCAPAZES de ganhar dinheiro com alguma profissão decente e não essa exploração ridícula.

Esses pobres coitados aqui estavam sendo vendidos como Sagrados da Birmânia. Sagrados! Ao menos foram criativos e não estavam vendendo “sianês”:
[img:007.jpg,resized,alinhar_esq]

Um monte de gatinhos numa gaiola no meio do maior furdunço, com cães de todos os lados, muito barulho e muito calor.

Isso tudo parece ser não somente admitido mas INCENTIVADO pela Prefeitura de Embu das Artes. É estarrecedor perceber como algumas cidades parecem andar na contra-mão da humanidade. ONDE JÁ SE VIU ISSO??

Pessoas saíam das feirinhas com lhasas, malteses, poodles… Nas mãos, cheios de fitinhas, de qualquer jeito… Sem qualquer preocupação com a saúde do animal, com sua procedência e com o modo como viviam. Presenciei um diálogo de um desses ‘vendedores’ oferecendo ao seu ‘cliente’ um rottweiller de 4 meses dizendo que era ‘um cachorro de canil, não tá assim vistoso, não tá bonito, ninguém cuida’. É mole???

É de matar qualquer um de raiva.

Eu já ENCHI o e-mail da prefeitura de Embu das Artes, e fica aqui o endereço para que vocês indignados possam fazer o mesmo:

http://www.embu.sp.gov.br/

Pode ser que nada mude, como pode ser que sim. Quem sabe, manifestando nosso repúdio, alguma coisa melhore na vida desses bichinhos?

Agradeço a todos =o))

Tatis.

 

“Tenho um bichinho lindo..

… e gostaria de cruzá-lo com outro igual e ele!”

Quantas vezes já ouvi isso? Muitas. Hoje vou aproveitar uma situação que vivi há pouco e que usarei pra ilustrar um pensamento que pode ser que não ocorra às pessoas quando pensam em “ter crias” dos seus animaizinhos.

Essa semana recebi este scrap no meu perfil no Orkut:

[img:gatoamarelo2_1.jpg,resized,centralizado]

Aqui vou copiar em texto o que está escrito na imagem acima:

vc tem um gato amarelo, certo? ele é castrado?
é que eu tenho uma gata linda e gostaria de cruzar ela com um lindo gato amarelo!
que achas?
bjus até mais

Queria deixar uma coisa clara antes mesmo de começar: eu não sou radical a ponto de execrar quem tem preferência por animais da raça X ou Y. Não tem nada de errado com isso: errado é achar que vai pagar ‘baratinho’ e ainda vai tirar crias desse animal cuja procedência é desconhecida. O que se encontra nesse meio, além da exploração absurda e vergonhosa de animais – tudo feito por gente sem critério – é a deturpação de raças e consequente ‘caça às bruxas’ como no caso dos pitbulls por exemplo.

Criar cães ou gatos vai muito além de colocar um casal e deixar que os instintos deles façam o resto. Estudiosos de uma raça passam a vida lendo sobre genética, comportamento, fisiologia. Sabem o tempo exato de uma gestação, conhecem a ascendência do animal e buscam, acima de tudo, o aperfeiçoamento ou manutenção de raças quase extintas. Não são curiosos. Isso demanda estudo, tempo e dinheiro e muitas vezes o criador SÉRIO empata dinheiro na criação.

O cara que vende o animal já vacinado, vermifugado, corretamente desmamado, castrado, com exames que atestem a saúde dele (no caso de gatos: FIV, FeLV, PIF, PKD negativos dos pais), com pedigree e contrato gasta além de dinheiro muito tempo nisso tudo. Ou seja, pra resumir, criação não é coisa pra curiosos. Não é emprego. Envolve responsabilidade.

E quando a pessoa tem um bichinho que gosta muito e quer crias dele, pra “ficar com os filhotinhos” ou “dar os filhotinhos pra amigos”? Francamente. Muitas vezes o bichinho tem problemas como epilepsia, displasia, desvio de comportamento e temperamento mas a pessoa o ama tanto que quer descententes dele sem nem pensar nas conseqüências.

Para que botar mais animais com problemas no mundo? Por que não, tendo adotantes para todos, encaminhar animais que já existem e não tem um lar?

Pior ainda quando temos um caso como este do scrap que recebi. Um gato amarelo é um viralatas amarelo. Cruzar seu “gato amarelo” com uma “gata amarela” não significa que nascerão gatos amarelos. É assim porque não conhecemos a ascendência dos gatos. Não sabemos quem são os pais (ainda mais gatos que numa mesma ninhada podem ter pais diferentes), e isso significa que desconhecemos a bagagem genética deles. O fato de terem determinada característica não significa que transmitirão exatamente o que são aos seus descendentes.

Meu gato amarelo é o Vito. Ele tem 8kg, é bem humorado, brincalhão, super ativo e tem hora que parece gente. Já tem seis anos, e não há um dia que eu não pense que a cada dia que passa ele fica mais velho, e isso significa um dia a menos da presença dele. Ninguém mais do que eu gostaria de ter outro gato como ele, exatamente como ele. Só que isso é IMPOSSÍVEL, porque ele é um viralataço puro, maravilhoso, mas do qual geneticamente não conheço lhufas.

Vou ilustrar melhor. Pra isso, olhem só a foto abaixo. São Vitória e Vito: irmãos de ninhada, mas não conheci os pais deles.

[img:vito_gorlda.jpg,resized,centralizado]

Percebem?

São TOTALMENTE diferentes.

Como ninguém nasce sabendo, eu aprendi a cuidar de gatos somente depois de ter os dois. Infelizmente a Vick veio sem castrar e no terceiro cio (eu que não sabia de coisa nenhuma sobre castração) ficou prenhe. Nasceram 3 bebês, dos quais dois morreram e sobrou Samira, que mora conosco até hoje.

Esta é Samira:

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Samira é o que chamamos de “siamês” lynx point. Agora me digam: uma gata enorme white and tabby de pelo longo como a Vick, irmã de um white and red enorme e de pelo curtíssimo como o Vito dá a a luz uma gata miúda, pelo curto e lynx point como a Samira.

Entendem como a coisa é ‘mais embaixo’?

É por isso que fica aqui o meu apelo às pessoas que querem cruzar seus animais com outros esperando e projetando que nasçam outros animais como o delas: ISSO NÃO FUNCIONA.

Quer um siamês como o seu? Me procure que eu encontro um pra doar.

Quer um gato amarelo como o que você tem? Uma ninhada de gatos amarelos? Me procure que eu encontro pra doar.

Quer gato branco? Não precisa cruzar sua viralata lindona branca com outro branco. Nos procure e conseguimos um pra você.

Só não se esqueça que o PRINCIPAL – o TEMPERAMENTO – aparência nenhuma garante. Você nunca terá um siamês com o temperamento e comportamento do teu. Nunca terá um amarelão que seja boa praça como o teu. Igualzinho, não. E é assim porque, como nós, os animais tem personalidade única. Ainda que sejam de determinada raça e que estejam dentro de padrões que esperamos dessas raças, a personalidade dele é só dele.

Fica aqui meu apelo:

- TEM UMA FEMEA LINDA E QUER FILHOTES DELA?
Castre-a. Castrando você evita que ela tenha crias que além de não se parecerem com ela não correrão o risco do abandono. Evita doenças como piometra e câncer de mama, além de outras contagiosas como FIV e FeLV.

- TEM UM MACHO ‘MESTIÇO DE SIAMÊS COM ANGORÁ” E QUER FILHOTES DELE?
Não há a raça angorá no Brasil (há o Angorá Turco que só é vendido castrado, vindo de um único gatil no Brasil, e custa os olhos da cara com toda a justiça), portanto, seu gato de pelo longo é só um viralatas lindão de pelo longo. Quer gatinhos de pelo longo? Arrumo alguns pra você. Há aos montes no mundo.

- GANHOU UM ‘PERSA’ E QUER FILHOTES DELE?
Não se esqueça da Marisinha, do Chen, do Darius… Gatos persas cuja raça não impediu o abandono criminoso que eles sofreram. Quer um persa? Adote. Há aos montes, eu mesma já doei MUITOS.

Aproveito para deixar o link “daquele” post sobre venda de animais em petshop e sobre como todos nós somos um pouco responsáveis pelos abandonados nas ruas:

http://blog.miadoselatidos.com.br/2008/03/04/sabe-aquele-bichinho-lindo-que-voce-viu-no-petshop/

É isso aí =o)) obrigada a todos e até mais!

Tatis.

 

Animais, sim… SPAM, não!

A história é velha. E, como recebo pelo menos um e-mail desse tipo toda semana, já tô escolada.

Você abre sua caixa de entrada e ali está: não sei quantos cachorros precisam ser doados com urgência ou serão sacrificados! O com urgência te pega de jeito e, sem pensar, você repassa a mensagem a todas as pessoas que conhece que talvez possam adotar um cão ou ajudar a achar quem queira um, e fica ali torcendo para alguém se interessar antes que seja tarde demais.

Um bom exemplo desse tipo de mensagem é aquela dos weimaraners. Lembra? Tenho certeza de que você já recebeu. Algo assim: esses lindos filhotinhos precisam ser doados com urgência ou serão sacrificados. Um verdadeiro clássico. Tanto é que já circula internet afora há alguns anos.

O problema é precisamente no com urgência. Ele te impede de pensar. Afinal, você tem de agir rápido, ou os bichinhos vão morrer! Mas, se você efetivamente parar para pensar…

Onde já se viu um filhote de weimaraner ser sacrificado? Filhote de raça não encalha, ainda mais de graça. Todo mundo quer – e quem acompanha mesmo que de longe os processos do ramo de resgate e adoção de animais pode falar por experiência própria. Pela Confraria já passaram gatos persas e até uma maine coon, e recentemente tivemos a linda cadelinha Larissa, uma legítima buldogue francesa. Mesmo quando o animal é adulto, tem fila de gente querendo levar. E é claro que a Tatis faz uma seleção rigorosíssima dos adotantes, jamais entreganto um animal especial a alguém que deseje apenas um bicho-troféu e não conheça o manejo e as particularidades da raça. Por isso, desconfie dessas mensagens, especialmente se nas fotografias os animais estiverem saudáveis e bem-alimentados – isso significa normalmente que o criador/protetor responsável ainda não entrou em desespero por falta de verba ou espaço.

Não entendi…

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Hoje em dia, nem no CCZ os bichos são sacrificados a torto e a direito – por lei, somente aqueles muito velhos e doentes ou ferozes podem ser “eutanaziados”, isto é, aqueles que não têm jeito mesmo. E nenhuma clínica veterinária de que eu tenha notícia aceita sacrificar animais plenamente saudáveis e aptos à vida em companhia humana. Se o doador dos animais for criterioso e correto como a Tatis (rs!), pode levar um bom tempo até encontrar o adotante ideal. Mas, se a pessoa estiver desesperada para se livrar dos bichos e doá-los sem fazer exigência alguma, cãezinhos de raça vão num instante.

Às vezes os animais já foram doados há meses e a mensagem continua circulando. Noutras vezes, tem gente que cria esse tipo de e-mail só para fazer os outros perderem tempo ou para executar um trote em massa com a colaboração inconsciente de milhares de pessoas bem-intencionadas: dá o telefone ou e-mail de alguém que não nem nem nunca teve um cachorro para doar e aí a pobre da pessoa fica sendo atormentada por toneladas de e-mails e telefonemas de adotantes.

Em um episódio de sua quarta temporada, o seriado House, M. D. mostra o irreverente personagem-título fazendo uma “brincadeira” como essa com outra médica para se vingar de um desententimendo: espalha pelo hospital diversos cartazes sobre a venda de filhotes de rottweiler com o telefone da colega e um aviso para “ligar no horário entre 22:00 e 0:00″. Preciso falar mais alguma coisa?

Se precisar, digo o seguinte: todos queremos e devemos ajudar. Mas, para não usar mal o tempo dos outros e o nosso, sempre é bom comprovar a veracidade do que recebemos. Não nos deixemos enganar por SPAMs.

Ontem mesmo recebi, pasme, uma nova mensagem sobre weimaraners que tinham de ser doados-com-urgência-ou-seriam-sacrificados. No fim da mensagem, um e-mail sem nome nem telefone para contato. Suspeito, não? Escrevi perguntando a respeito. Não deu outra: mensagem retornada, o e-mail nem existia mais, se é que um dia existiu. Talvez o usuário o tenha cancelado, cansado de ter de responder “não, eu não tenho nem nunca tive nenhum cachorrinho para doar!”

Sempre que você receber uma mensagem desse tipo, pare, avalie e telefone ou escreva para o contato no final da mensagem. Você descobrirá se a doação dos animais é verdadeira, em que situação específica estão e quantos já foram doados. Se for uma mensagem desatualizada ou simplesmente uma mentira, você terá feito a si e a outros o grande favor de interromper uma corrente que tinha tudo para ser do bem, mas foi desvirtuada.

Isso vale para e-mails sobre projetos de lei injustos, políticos que estão concorrendo a não sei quê, crianças que precisam de doação de medula e similares que a gente repassa por solidariedade.

Nunca confie em tudo o que você lê. Sempre averigue os fatos. Ajude, sim; mas ajude com consciência.

Faça a coisa certa… do jeito certo!

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