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Notícias do mundo animal Tatis em 17 Fev 2010

Nota de repúdio a Wallpapers da Samsung Mobile

Pessoal,

A Samsung disponibilizou para download em seu site esses dois papéis de parede:

samsung 1 - samsung 1
samsung 2 - samsung 2

Pedimos a todos os que lerem isso, que enviem e-mails para a Samsung protestanto.

Para enviar o e-mail de protesto, clique aqui.

É uma vergonha que esse tipo de coisa ainda aconteça.

Nós já enviamos formalmente nosso protesto. Faça o mesmo.

Muito obrigada a todos,

Tatiana.

Olá

Gostaria de saber qual o critério para a criação de papéis de parede
que desrespeitam os animais, como os dois de gatos que vi (morto com
uma facada e outro esmagado por uma bota). Quero protestar com estes
temas ridículos que colocaram a disposição para download no link
http://www.samsungmobile.com.br/entertainment/graphics-wallpapers.do.

Acredito que milhares de pessoas de bom senso tenham pedido o mesmo e
acredito que a Samsung deve se retratar publicamente sobre este
absurdo!!!

Não se trata de questão de gosto, isso é crime passível de prisão. É o
mesmo que criasse papéis de parede com crianças sendo estupradas ou
negros sendo esfaqueados! Onde está o bom senso da Samsung? Gostaria
muito que o responsável por este tipo de crime se manifestasse!

Encaminhamos e-mails também para o Grupo Samsung em Seul solicitando
informações sobre o ocorrido.

Atenciosamente
Cristiano Rodrigues da Cunha
Conselheiro da ONG Confraria dos Miados e Latidos

Notícias do mundo animal Tatis em 25 Mai 2009

Com quase 2 mi de deficientes visuais, Brasil tem apenas 60 cães guias

diesel - diesel

Thays Martinez, 35, e Diesel, 2, seu novo cão guia: símbolos da luta por direitos
por Daya Lima

Quando Boris, um labrador de dez anos, se aposentou, no final de 2008, Thays Martinez, 35, precisou encontrar um novo companheiro de caminhada. O escolhido foi Diesel, 2, da mesma raça. “Estamos nos adaptando, e ele é excelente”, afirma a advogada, que perdeu a visão aos quatro anos e foi pioneira no uso de cão guia para se locomover em São Paulo.

Adaptação, no caso, é aumentar a sintonia entre ambos, para que o animal leia automaticamente os comandos da dona.

No Dia Internacional do Cão Guia, comemorado em 29 de abril, lá estava Diesel, que estreou na função há quatro meses, no shopping Iguatemi. Ele participou do evento de conscientização promovido pelo Iris (Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social), fundado por Thays em 2002.

Ela ficou conhecida como a “moça do cão guia” por ter sido barrada no metrô de São Paulo em maio de 2000. Saiu vitoriosa de uma batalha judicial que fez de Boris o primeiro animal autorizado a guiar um cego pelos trens urbanos da cidade. Um marco na garantia do direito de ir e vir dos deficientes visuais.

Há muito a conscientizar e pouco a festejar sobre o assunto. Treinado nos EUA, Diesel é um dos 60 cães que guiam deficientes no Brasil, enquanto existem quase 2 milhões de cegos no país, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Só no Iris, mais de 2.000 pessoas esperam na fila por um cão guia. Um dos motivos da espera é que poucas ONGs brasileiras se dedicam ao treinamento. É o caso do Instituto de Integração Social e de Promoção da Cidadania (Integra), localizado em Brasília, que desenvolve o projeto Cão Guia de Cegos, desde 2002, em parceria com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.

De lá, saíram 26 cães guias que estão espalhados pelo Brasil. “Podemos capacitar mais, só que faltam recursos”, diz Michele Pöttker, coordenadora do projeto que tem patrocínio de empresas como Bayer e Premier.

A ONG tem mais de 250 pessoas cadastradas para receber um cão. “O treinamento e a manutenção de cada animal custam em torno de R$ 20 mil para a entidade”, estima Michele. O usuário não paga pelo cão. As únicas despesas são de alojamento e alimentação no período de adaptação -que dura de 15 a 25 dias. A diária fica em torno de R$ 60.

Já o Iris não realiza treinamento completo no Brasil. O instituto paulistano fez uma parceria com a Leader Dogs, escola de treinamento de Detroit, nos Estados Unidos. “A escola nos doa oito cães por ano, e conseguimos, a duras penas, mandar os deficientes para lá”, explica Thays. O parceiro brasileiro banca passagens e um dossiê em inglês contendo informações e imagens do usuário.

O processo esbarra na falta de recursos. “Se fizéssemos o treinamento por aqui, seria menos burocrático e mais deficientes teriam cão guia”, afirma. Em 2009, o Iris deve enviar mais oito cegos aos EUA.

O advogado Genival dos Santos, 30, foi um dos deficientes apadrinhados pelo Iris. “Em 2006, fui aos Estados Unidos ‘buscar’ meus olhos.” Layla, uma labrador de três anos e meio, possibilita a vida agitada de Genival. “Ela me acorda todos os dias às 6h. Vamos a uma praça para que faça suas necessidades e seguimos para o trabalho”, conta.

Genival trabalha em um banco na avenida Paulista que, segundo ele, trata Layla como “funcionária”. “Ela tem uma graminha especial, dentro do banco, para fazer xixi quando der vontade.”

Morador do Jabaquara, ele usa o metrô diariamente e fez amigos pelo trajeto. Mas ainda sofre com a desinformação da população: “Layla é sempre distraída pelas pessoas. Acham que ela não saberá me conduzir na escada rolante e na entrada do trem”.

Incidente no metrô
A boa vontade pode atrapalhar. Há poucos dias, Genival tropeçou quando ia entrar no metrô justamente porque um passageiro tentou lhe dar a mão. “As pessoas não confiam no cão guia”, constata.

Para o treinador Moisés Vieira Jr., há 13 anos na função, a principal característica que um animal deve ter para virar guia é ser fiel ao dono. “Todo cão pode aprender, desde que seja bem treinado e que tenha um comportamento que mescle segurança e obediência.”

Foram tais qualidades de Boris que conquistaram Thays. O cão guia era sua sombra e adivinhava suas vontades. O sinal de que era hora de aposentá-lo veio depois de um incidente: Boris não conseguiu desviar a dona de uma escada em plena Paulista.

Resultado: ela bateu a cabeça na escada. “Eu chorava de tristeza, e as pessoas achavam que era de dor”, conta Thays, que se deu conta de que era hora de dar descanso a quem lhe serviu tanto.

Para ser um cão guia
>> O animal deve ter comportamento dócil e estável, além de ser sociável, atencioso, obediente e de não se distrair facilmente
>> No Brasil, o labrador é a raça mais utilizada, seguida do golden retriever e do pastor alemão, que é a preferida no exterior

>> O cão selecionado vai para a casa de uma família, onde permanece por até dez meses. Em seguida, volta para a escola e fica de seis meses a um ano em treinamento específico com os treinadores

>> Por fim, o animal treinado passa por um processo de adaptação ao usuário, de forma que o deficiente encontre um cão adequado às suas necessidades

Mais informações: www.iris.org.br ou www.bayerpet.com.br

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Fonte: Michele Pöttker, do Integra, coordenadora do Projeto Cão Guia, e Moisés Vieira Jr., treinador do Iris

Notícias do mundo animal Tatis em 19 Mai 2009

Casal detona a casa para achar gata que ficou presa na parede.

Gata de estimação Bubba ficou mais de três dias presa em parede. Casal precisou chamar encanador para ajudar a localizar o felino.

O casal norte-americano Phillip e Cheryl Albers ficou desesperado quando a gata de estimação Bubba desapareceu. O felino sumiu durante a reparação do ar condicionado na semana passada na residência do casal em Marion, no estado do Arkansas (EUA).

Segundo a emissora WMC-TV, Cheryl e Phillip ouviam toda a noite o miado de Bubba, mas não conseguiam encontrá-la. Eles chegaram a fazer buracos nas paredes da sala, no corredor e no armário na tentativa de localizar o felino, mas sem sucesso.

Após mais de três dias de angústia, o casal decidiu ligar para uma empresa que presta serviços de encanamento. “Nós somos encanadores, e não especialistas em encontrar gatos”, argumentou Fred Simmons, da empresa “Roto Rooter”.

No entanto, usando um aparelho com câmera, o encanador vasculhou entre as paredes e acabou encontrando a gata finalmente. Bubba tinha ficado presa em uma passagem estreita entre um armário e a parede.

Apesar de felizes com o fato de a gata ter sido achada, a aventura de Bubba vai custar caro para o casal. Eles terão que reparar os vários buracos que fizeram na casa, na tentativa de localizar seu animal de estimação.

Fonte: Globo.com

Notícias do mundo animal Tatis em 30 Abr 2009

Casal americano lança companhia aérea para transportar animais de estimação

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Voos vão custar em média R$ 323 e humanos não serão permitidos.
Donos poderão monitorar seus bichinhos pela internet.

Do G1, em São Paulo

Os donos de animais de estimação já podem comemorar. Um casal americano vai lançar em maio a Pet Airways, uma empresa aérea para transportar exclusivamente bichos, segundo o jornal “Washington Post”.

O diferencial é o fato de levá-los com conforto e segurança na cabine do avião e não no bagageiro, como as companhias aéreas tradicionais costumam fazer. Os assentos convencionais, usados por humanos, serão retirados para dar lugar às caixas de transporte de animais.

Durante a época de lançamento da empresa, que já conta com uma frota de 20 aviões, os voos vão custar em média R$ 323. Por enquanto, o trajeto será somente de Los Angeles à costa leste dos Estados Unidos, com paradas em Denver e Chicago.

Em cada viagem, haverá uma equipe especialista em animais a bordo, para cuidar dos bichinhos e alimentá-los. Os donos ainda têm a possibilidade de monitorar o andamento do voo pela internet, já que não poderão voar com seus mascotes.

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Assentos dão lugar às caixas de transporte de animais de estimação. (Foto: Divulgação)

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Pet Airways entra no mercado com frota de 20 aviões.(Foto: Divulgação)

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Er… Quando será que a moda chega por aqui?:)

Boas Notícias & Notícias do mundo animal admin em 31 Mar 2009

Notícias fresquinhas e novidades na Confraria!

A todo o pessoal que torce por nós, que acredita no que a gente faz e que nos apóia tanto para que continuemos a existir e fazer o que amamos, venho compartilhar boas novas!

1. Adoção no Site
Estamos reestruturando o site todo, e logo logo teremos novidades. O que posso adiantar é que experimentalmente nossa seção de “Quero Adotar um Gatinho Filhote” já está de cara nova! Agora ela conta com o recurso dos painéis que usamos na divulgação dos nossos bichinhos e que vem funcionado super bem. Quem quiser e puder, sinta-se à vontade para copiar os painéis e espalhar por aí, isso é de ENORME ajuda! Não se acanhe :) )

2. Adoção no Blog
Aqui no Blog também há cópia dos painéis. Distribuaaaa!! Isso ajuda muito e nos faz conseguir doar os bichanos mais rapidamente e, logo, acolher outros.

3. Lares Temporários
Desde o ano passado a Alessandra faz lar temporário para alguns gatinhos tanto nossos quanto de resgate dela, e não posso deixar de agradecê-la pela ENORME ajuda em aumentar as vagas pra gente! Hoje estamos com 18 gatinhos para doação, todos espalhados em LTs nossos, e o melhor: castrados, vacinados e vermifugados, prontinhos para um lar. Esse número não seria possível sem o apoio precioso da Alessandra, Luciana, Lívia, Danis (as duas!), Tadeu e de todo mundo que oferece LT pra gente. OBRIGADA a todos vocês!

4. Aquisição de Vacinas V3 Importadas (Pfizer)
Graças mais uma vez ao apoio sem fim que a Dra. Lizandra nos oferece, conseguimos realizar um grande sonho: doar nossos gatinhos já com pelo menos a primeira dose da V3 (protege contra Panleucopenia, Calicivirose e Rinotraqueíte). Inicialmente contamos com 36 doses: pagamos por parte delas, e outra parte foi gentilmente doada pela Lizandra. Queremos continuar a fazer isso, e precisamos MUITO do apoio de todos para tanto. É uma chiqueza: castrados, vermifugados e vacinados? :) ) é algo para nos orgulhar E MUITO!

Só temos a agradecer, sempre agradecer a todo mundo que nos visita diariamente, a você que nos apoia, nos prestigia, que fala da gente. Que comenta nossos artigos, que nos procura, nosso agradecimento do fundo do fim do coração.

Até mais!

Equipe Confraria.

Notícias do mundo animal Cristiano em 30 Mar 2009

Animais ‘esquecidos’ em enchente ganham pavilhão nos EUA

Cavalos, cães, porcos e gatos dividem espaço.
Zoo de Dakota do Norte recebe camundongos, aves e coelhos.

Do G1, com informações da Associated Press

Cerca de 200 bichos, entre cães, gatos, cavalos e porcos, foram colocados em um grande pavilhão após terem sido abandonados por seus donos na Dakota do Norte.

O estado americano vive um momento de atenção por conta da enchente do Rio Vermelho. Até Fargo, a principal cidade da região, foi atingida.

Par de pequenos cachorros observam movimentação em centro em West Fargo, na Dakota do Norte (Foto: Elaine Thompson/AP)

Como tiveram que sair às pressas, os donos dos bichos buscaram os primeiros hotéis possíveis e muitos deles não aceitam animais domésticos.

Assim, o instituto Sociedade Humana utilizou o pavilhão normalmente utilizado para shows de cavalo e gado para receber todos os bichos domésticos que não puderam acompanhar seus donos.


Gato é visto em gaiola onde estão cerca de outros 200 animais (Foto: Elaine Thompson/AP)

Há ainda outros animais, como camundongos, aves e coelhos que foram alojados no zoológico Rio Vermelho, em Fargo. Na Universidade Estadual de Dakota do Norte há ainda cerca de 250 cavalos. Mais de 100 voluntários trabalham no cuidado aos bichos.


Voluntária fecha cerca onde estão dois cavalos, sendo um filhote (Foto: Elaine Thompson/AP)


Voluntárias levam os cães-guias para cegos Davis (à esquerda), de 3 anos, e Delbert (já aposentado), de 14 anos, para passearem West Fargo, na Dakota do Norte (Foto: Elaine Thompson/AP)

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Obviamente nunca passei por uma situação de tamanho risco, mas não consigo me imaginar saindo de minha casa e deixando meus bichos sem ter previsão de voltar a vê-los.

:(

Notícias do mundo animal Tatis em 19 Nov 2008

As imagens falam por si.

004 1 2 - 004 1 2

Retirei do blog da Maria Augusta.

Notícias do mundo animal Livia Scalize em 25 Jun 2008

A Tigresa e os seus filhotes porcos :)

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Num zoológico na Califórnia, uma tigresa deu à luz, coisa rara, a três filhotes.
Infelizmente, devido às complicações na gravidez, os filhotes nasceram prematuros e devido ao tamanho deles, morreram logo após nascerem.
Após se recuperar do parto, a tigresa, de repente começou a ficar fraca, apesar de fisicamente estar bem, os veterinários deduziram que a perda dos filhotes levou a tigresa à depressão, e então decidiram que se a tigresa pudesse cuidar de filhotes de outra tigresa, ela poderia se recuperar da depressão.

Após percorrerem todos os zoológicos do país, a má notícia, não existia nenhum filhote de tigre recém-nascido para dar à tigresa.
Os veterinários então decidiram tentar algo que nunca tinha sido tentado num zoológico antes, algumas vezes uma mãe de uma espécie pode vir a tomar conta de uma espécie diferente.
Os únicos órfãos que eles conseguiram achar eram uns filhotes de porco.
A equipe do zoológico e os veterinários enrolaram os filhotes de porco em peles de tigre os colocaram perto da tigresa.

Agora, me diga: por que é que o resto do mundo não pode viver bem ???

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Notícias do mundo animal Tatis em 23 Jun 2008

Filhote de tigre é adotado por cadela na Rússia

Um filhote de tigre rejeitado pela mãe foi adotado por uma cadela na região de Omsk, na Rússia.

May é o primeiro filhote de tigre a nascer na região. Segundo os criadores do zoológico de Bosherechye, May teve que ser separada da mãe porque a tigreza não tinha instinto maternal e poderia ferir o filhote.

May foi então adotada pela cadela Juchka, que havia dado à luz recentemente e foi levada, junto com seus filhotes, ao zoológico para tomar conta do pequeno tigre.

Mas, segundo os criadores, May ficará maior do que sua mãe adotiva em três semanas e terá que ser separada de sua nova família.

tigre cao - tigre cao

Fonte: UOL/BBC

Alertas & Notícias do mundo animal Mila em 20 Mai 2008

Notícia boa… ou não?

A aprovação da lei que proíbe a matança de animais nos CCZs em todo o Estado de São Paulo foi comemorada pela maioria dos amantes de animais (eu inclusa). Pensamos: agora que não podem mais matar, vão oferecer soluções reais para o problema do abandono de animais, que são as campanhas de castração e adoção. Num mundo perfeito as coisas seriam assim. Mas como são realmente?

Confiram nesta reportagem da Veja São Paulo de 7 de maio de 2008, por Fábio Brisolla.


O fim do corredor da morte

Para se adaptar à lei que proíbe execuções, o Centro de Controle de Zoonoses passa a recolher menos cães e gatos nas ruas.

A aprovação da lei estadual que proíbe o sacrifício de cães e gatos em canis públicos desencadeou uma crise no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, o órgão é o responsável pelo recolhimento de animais abandonados nas duas da cidade. Em vigor desde o último dia 17 [de abril], a nova legislação, de autoria do deputado Feliciano Filho (PV), permite eutanásia apenas em casos de doenças terminais ou infecto-contagiosas incuráveis e graves. Elogiada por organizações de defesa dos bichos, a medida obrigou o CCZ a acolher menos cães e gatos (veja o quadro). A orientação atual é aceitar apenas aqueles que oferecem riscos à saúde pública. Nos três primeiros meses do ano, a média de cães capturados foi de 657. O número caiu para 272 em abril. Mais de 80% dos bichos que cruzaram os portões do canil localizado em Santana em 2008 acabaram mortos com injeção letal - o prazo máximo para quem quisesse reclamar seu animal, ainda que estivesse sadio, era de três dias. Apenas os mais novos e dóceis tinham a chance de aguardar mais tempo por um dono.

painel veja - painel veja

O poder público precisar criar espaços para recuperar e expor os animais, promovendo a adoção de todos“, afirma Vanice Orlandi, presidente da União Protetora dos Animais (Uipa), que mantém um abrigo com 1.500 vagas no Canindé. “No CCZ não há nada disso. Só lugar para matar.” A maioria dos canis e gatis do CCZ, que comportam mais de 510 cães e gatos, é fechada e não tem iluminação natural. “Falta de tudo por lá, inclusive vacinas e ração”, diz Ângela Caruso, presidente do Quintal de São Francisco, ONG que abriga 370 animais no bairro de Parelheiros. “Chegamos a ajudar fornecendo insumos quando a situação se agravava.” Em entrevista concedida por e-mail, Inês Suarez Romano, coordenadora da Vigilância em Saúde da cidade de São Paulo, rebateu as acusações. Segundo ela, o CCZ não sofre com a falta de vacina e ração. Sobre a estrutura, reconhece que o lugar foi “construído originalmente para curta permanência dos animais recolhidos”, mas que uma possível reforma está sendo estudada.

A polêmica sobre a morte e a captura de animais abandonados já fez uma vítima. Na terça-feira passada, a então diretora do CCZ, a veterinária Adriana Lopes Vieira, foi afastada do cargo. Em seu lugar assumiu o também veterinário Marco Antonio Vigilato, funcionário de carreira da Secretaria de Saúde. “Adriana era defensora da lei atual e estava disposta a adaptar o CCZ à nova realidade”, afirma Vanice Orlandi, da Uipa. “Apesar das limitações do centro, ela brigava para mudar esse cenário cruel”, diz Luiz Scalea, gerente administrativo da Associação de Proteção dos Animais São Francisco de Assis. Para o deputado Feliciano Filho, optar pelo fim do extermínio é também uma questão econômica. “Da captura até a morte, o governo gasta 130 reais por animal”, conta. “Castrar é a solução mais eficaz para conter o aumento desenfreado dos bichos de rua e custa apenas 30 reais por operação.”

O que será que eles estão esperando para iniciar uma política mais efetiva e menos cruel?

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