Category: Textos

Cuidados na hora da virada!

Final de ano é sempre a mesma coisa: donos de gatos e cães preocupados com possíveis viagens e com as comemorações de Réveillon. É nesta época que a indústria de fogos mais ganha dinheiro, porque tradicionalmente é momento de festejar com barulho, muito barulho.

Aqui na Confraria, nós não gostamos de fogos. Embora eles sejam lindos de ver, o barulho que eles fazem acaba assustando nossos animais. Por isso, mais do que em qualquer época do ano, precisamos ter todo o cuidado do mundo com nossos pets.

Sabia que no dia 31 de dezembro ocorrem muitos acidentes com cães e gatos? Infelizmente alguns animais se enforcam e se enroscam nas telas, pois se desesperam com o barulho. Por isso, todo cuidado é pouco.

Se você tem um cachorrinho, evite deixá-lo preso em coleiras. Claro que esta dica serve para o ano todo, mas se por ventura você costuma prendê-lo por algum motivo, não faça isso nesta época do ano. Os cães podem ficar tão apavorados com o barulho dos fogos que, na tentativa de se esconder ou fugir, acabam se enforcando.

O ideal para os cães é que você os deixe em um lugar tranquilo e familiar. A área de serviço é uma boa opção para as raças menores. Deixe uma caixa de papelão pertinho dele e a caminha predileta para que ele se sinta confortável e ambientado. Tome cuidado com objetos cortantes ou que possa feri-lo. Tire tudo que considerar perigoso de perto. Se seu cachorro é de porte grande e não cabe na lavanderia, faça a mesma coisa no seu quintal.

Para os gatinhos vale a mesma dica. Estando em casa ou não, prepare possíveis esconderijos para eles. A cama desarrumada é uma boa saída. Deixar caminhas ou cobertorzinhos embaixo da cama também pode ser uma boa opção. Caixas de papelão sempre são ideias para esconderijos. É importante lembrar também que alguns gatinhos se desesperam e tentam atravessar as telas. Por isso, nossa recomendação é que você mantenha as janelas fechadas neste dia.

Se você vai passar a virada perto de casa e voltar logo depois da ceia, você pode optar em por algodão nos ouvidos, tanto para gatos como para cães. Esta dica vale para quem volta logo, pois o algodão precisa ser retorado logo após a ceia. Se você vai viajar, o ideal é que alguém de confiança cuide deles na sua casa para você.

Se você não tem ninguém para te ajudar, você pode contratar serviços de catsitter que são bem confiáveis. Manter seus gatinhos em casa é sempre a melhor opção, pois eles se estressam menos do que com a mudança de ambiente.

De qualquer forma, hotel pode ser uma opção também. Se este é o seu caso, é importante pegar referência do hotel e falar com alguém que já usou os serviços antes de deixar seu filhinho em qualquer lugar.

Infelizmente não temos como mudar a tradição e evitar a barulheira dos fogos. Por isso, deixar tudo preparado com segurança para que esta passagem seja o menos traumática possível é o ideal.

Estando tudo certinho, temos certeza que a comemoração será bem mais bacana, né? Esperamos que todos tenham uma excelente virada de ano e que 2012 seja generoso com todos os gatinhos, cachorrinhos e com a gente =D

Feliz 2012!

Escolhendo um gatinho.

Hoje quero compartilhar com vocês uma experiência, talvez ela possa servir de referência e ajudar em caso de dúvida. Quem sabe, né?

Há pouco mais de um mês eu perdi o maior amor felino da minha vida. Vito viveu dez anos e durante todo esse tempo foi a companhia mais perfeita, o gato mais maravilhoso que pode existir. Foi meu maior companheiro em todos os momentos da vida, alguns deles os mais difíceis.

Esse era meu Don Vito Corleone:

Valter o cinza, Vito o laranja. No dia em que o Vito exigiu que o até então hóspede Valter fosse incorporado ao seu reino.

Vito foi adotado por mim e meu marido quando já tinha quase um ano de idade. Era um gato enorme e estava numa clínica veterinária aguardando adoção desde pequenino.

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Poder Animal

*Por Ivana Regina

Os animais domésticos mais próximos a nós são os gatos e os cães, muitas vezes negligenciados pelos seus donos que se julgam racionais. Entretanto, se observarmos que cada animal, cada espécie em sua essência carrega uma energia distinta, além de seu instinto de preservação e continuidade da espécie, entendemos que a única diferença entre nós e esses animais nada mais é do que o poder do livre arbítrio e o poder decisão através das escolhas que fazemos para direcionar o nosso destino.

Não há palavras que possam descrever a demonstração de afeto, alegria e amor que os nossos bichinhos nos dedicam quando chegamos, após um dia de trabalho.

Esses mesmos bichinhos, tão dóceis e amáveis, também são carentes de afeto e atenção, apesar de sua resistência física e comportamental, e quando é necessário agir em nossa defesa, eles são, também, alvo de energias densas como inveja e olho gordo. O animal acaba se tornando um captador dessas energias, pois a sua sensibilidade é muito maior que a nossa (principalmente o gato) e, muitas vezes, para carregar as nossas “baterias”, acabam se tornando alvo de pessoas e\ou energias nocivas.

Existem algumas formas de proteger o seu amiguinho para que você continue desfrutando do seu carinho e atenção. Aqui vão algumas dicas:

Lembrar que o animal muitas vezes acaba funcionando como uma extensão sua faz com que você direcione a ele todo o seu amor e atenção para que ele se sinta seguro e, consequentemente, aumente as suas resistências físicas e “emocionais”, fortalecendo o seu sistema imunológico.

Existem também algumas dicas associadas ao energético, como uma fita vermelha em volta do pescoço quando for passear ou entrar em contato com pessoas não confiáveis, pois o vermelho quebra essas energias.

Em casa, se ele estiver agitado, você pode preparar um chá com uma peça de prata (anel, pingente, ou uma corrente) juntamente com camomila ou erva-doce para borrifar no local onde ele dorme ou tem o hábito de permanecer por um período maior.

Recorrer a florais também pode equilibrar as energias do animal. Para isso, busque uma farmácia homeopática ou manipulação que seja de confiança e utilize na água que ele bebe.

Aspen = para animais que se assustam com facilidade
Cherry Plum = comportamento incontrolável, compulsão, tremores, convulsões
Mimulus = medo
Rock Rose = terror, pavor
White Chestnut = preocupações, manias, coceiras
Rescue = resgata o equilíbrio das emoções em momentos de crise

(Esses florais não devem conter nenhum tipo de conservantes ou álcool.)

Lembre-se de que essas dicas devem ser acompanhas de muito amor, carinho e atenção, afinal de contas, o seu companheiro merece – e muito – viver e compartilhar com você tudo de bom que a vida tem a nos oferecer. Até mais!

Au aus e miaus a todos.

*Ivana Regina é terapeuta da Escola Esotérica (www.escolaesoterica.com.br)

A história do Timão

Essa é a história do Timão, gatinho da Luciene, Jucelino e Vinicius. O Timão é paraplégico, e ninguém melhor do que a mãe dele pra trazer pra gente esse relato que é um exemplo pra todo mundo que gosta de bichos.

Enjoy!

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Eu sempre  fui  apaixonada  por bichos, em especial cães. Mas quando criança nunca tive um e muito menos contato, a educação em respeitá-los. Infelizmente passa-se décadas e o ser humano ainda não evoluiu. Continua a não respeitar aos animais. Hoje esse item faz parte da educação do meu filho Vinícius.

Aos 33 anos, conheci meu marido e de brinde veio meu primeiro cãozinho um poodle Lyno, mas não sabia que era gigante. Nossa convivência foi curta, só de nove meses. Aprendemos muito um com outro, sobre o amor, respeito, liderança, liberdade e proteção. Mas meu Lino se foi cedo, parecia que algo fora arrancado do meu coração. Passei semanas chorando e sentindo  aquela  dor infinita. Só realmente conseguir mensurar essa dor quando perdi minha mãe, a dor era a mesma. Como todos fazem, jurei que não queria nenhum cachorro na minha vida. Engano meu, hoje tenho nove, outro poodle gigante Dyno, que é meu amor, está hoje com nove anos e dois Yorkshires que ganhei, uma Dachsund  resgatada , quatro SRD resgatados nas ruas e uma Golden Retriever, a caçula, a qual acabei de ganhar.Fora muitos outros que castrei, doei e ainda cuida cuido nas ruas.

Sempre acreditei no amor incondicional dos cães. No modo peculiar de amar seu dono. Hoje já vejo que o amar dos cães não é tão peculiar. Por que hoje falo isso? Porque nunca liguei  para gatos, achava-os sem graça… Essas besteiras que certas pessoas falam. Até que um dia…

Meados  de Julho de 2011, parei para conversar com uma senhora “semi protetora” que havia acabado de resgatar seis gatinhos filhotes da rua, que estavam perto da mãe que havia sido atropelada.

Situação comovente, mas comovente foi ouvir meu filho dizendo: Mãe leva um para gente cuidar!! Não resisti, não pensei  na situação. Enfim, ouvi meu coração e do meu filho. Pegamos o filhote mais debilitado, o qual chamar-se-ia Timão. Sociabilizamos-o com os cães, passaram trinta dias, estava tudo tranqüilo.Timão já estava pesando 800gr,tomava sol no deck, quando houve um acidente, não sei explicar o que aconteceu. A cena foi horrível: todos meus  cães estavam latindo para ele, liguei a mangueira e consegui tirá-los de perto. Então vi a cena mais triste da minha vida. Lá estava ele no canto com quadril caído, sem miar e com liberação do esfíncter. Gritei, chorei e tomei forças para socorrê-lo.

Achei que fosse morrer. Timão usou suas sete vidas e mais algumas neste dia triste. Me senti a pessoa mais culpada do mundo. Ouvi palavras e conselhos mais horríveis de se dizer a uma pessoa. Foram tristes dias nas nossas vidas. Timão estava com uma lesão medular, não iria andar nunca mais, seria um gato totalmente depende dos meus cuidados. Nossas vidas iriam muda muito!!

Para nossa surpresa, depois de um tratamento específico, de muita luta, garra e a vontade do Timão de viver, conseguimos controlar a situação e dar condições de vida. Como não tinha experiência nenhuma com gatos, não sabia que eles sim são PECULIARES em amar.Então fui buscar ajuda de pessoas que realmente sabem dessa essência, pessoas que são dignas de estar nesse mundo. Pessoas que me deram forças em continuar com o meu Timão, pessoas que mostraram o que é viver. E que tudo que foi feito valeria a pena.

Hoje com Timão, aprendi muito sobre a vida, aprendi que não devemos sentir “pena” da situação de cada um, aprendi que para viver não há limites, aprendi que quem ama, ama. Aprendi a conhecer melhor meu esposo Jucelino, aprendi a ensinar para meu filho Vinícius o que é o amor, aprendi a conhecer quem são os verdadeiros amigos e quem não são amigos!!

Todos os dias quando estou cuidando do Timão, trocando suas fraldas, escovando seus pêlos, cuidando da pele para prevenir assaduras e lesões. Eu me pergunto: Como eu posso amar tanto esse gato? Alguém sabe responder?

Timão, nós te amamos!!!

Luciene , Jucelino e Vinícius Mendes

“É como uma valsa, tão maravilhosa…”

Olá a todos, meu nome é Otávia Mello :)  É com imenso prazer e honra que recebi o convite para escrever para o blog da nossa querida Confraria! Sou protetora independente em São Luís/MA e writer-wanna-be, a maioria dos meus textos se baseia na minha experiencia com o meu filho, Arthur e os resgatinhos que já passaram na minha vida.

Cesar Millan diz que nosso destino se cruza com determinados animais não porque são aqueles que desejamos, mas aqueles que precisamos. E depois de tantos encontros maravilhosos, eu acredito fielmente nessa premissa.

No inicio o Arthur não gostava de mim e nem eu me importava muito com ele. O meu cavalo de salto havia morrido depois de uma longa luta contra os maus-tratos sofridos antes de ter chegado ate mim e sentia fracassada e vazia. Eu chorava silenciosamente pelo Hello Hilton. A dor foi tamanha que as lagrimas caiam sem que eu percebesse apenas quando elas manchavam meu rosto. Eu me sentia sem ar.

O Arthur apareceu na lixeira do meu prédio e primeiramente foi alimentado pela moça que trabalha aqui em casa, através da minha mãe que enviava para ele restos de comida. Minusculo e muito arisco, ele só se aproximava da comida quando não havia ninguém por perto.

Foi então que fui ate lá conhecer aquela ferinha e decidi comprar uns pratinhos e um saco de ração do supermercado sem maiores expectativas.

Eu não me lembro quando exatamente ele começou a se esfregar em qualquer coisa próxima – a não ser as minhas pernas – e eu tentava tocar aquela bolinha suja de pêlos.

Então, eu o toquei. O coloquei nos braços, lhe dei um nome. Dei cuidados veterinários e apesar de não poder lhe dar um teto, fiz tudo o que estava em meu alcance para aquele gatinho que vivia nos jardins do meu prédio. Mas logo aquele tipo de vida mostrou seus perigos quando ele amanheceu paralisado de dor e incapaz de andar, em meio aos arbustos. Talvez tenha sido um chute ou um atropelamento leve, nunca descobrimos. E por quase um mês fiquei cuidando do meu menino dolorido, juntamente com sua veterinária, vendo-o mancar e chorar, sentir-se enjoado por causa dos medicamentos e alimentar-se apenas com leite de soja. Eu chorei e havia decidido doá-lo quando ficasse bom. E se da próxima vez o estrago fosse maior? E se eu fosse a responsável, em meu egoísmo, pela morte dele?

Todas as pessoas ao meu redor foram contra a idéia de encontrar um novo lar ao Arthur, especialmente a veterinária dele que, conhecendo-o a tanto tempo, disse que seria improvável que ele se acostumasse a outra pessoa. Algum tempo depois, já recuperado, o Arthur começou a ser vitima de um louco que o apedrejava sem motivos. Enfrentei a pessoa e diante de nosso bate-boca e minha resolução em chamar a policia minha mãe finalmente aceitou levá-lo para o apartamento. E foi aí que nossa estória de amor finalmente alcançou seu capitulo tranqüilo e merecido.

Quando o Arthur se tornou realmente MEU Arthur, o destino começou a por na minha vida outros gatinhos com estórias semelhantes as dele. Abandono, descaso, cegueira humana, maus-tratos. E um por um eu fui ajudando, errando e aprendendo, estudando sobre guarda responsável e perfil de bons e maus adotantes, gastando horas e dinheiro por aquelas pequenas vidas que alguém havia negligenciado. E por eles eu já chorei lagrimas de alegrias e tristezas profundas. Meu quebra-cabeça de filhos temporários, distintos e únicos que tenho o prazer de ajudar.

O Arthur foi essencial para que eu assumisse minha responsabilidade social de ajudar animais abandonados, afinal eu vi o que ele passou. Por que eu iria virar minhas costas para os outros? Que tipo de pessoa eu seria se permitisse que o sofrimento dele fosse em vão?

Pelo amor que eu e minha família recebemos do Arthur todos os dias eu tenho a obrigação de tentar dar a outros dias melhores, seja por resgates, ajudando outros protetores ou pela conscientização das pessoas ao meu redor.

O Arthur me devolveu o ar dos pulmões. Meu coração, apesar das cicatrizes, bate sadio e esperançoso cada vez que nossos olhares se encontram. E para todos os outros  eu desejo nossa felicidade.

“E quando foi que
Começamos a nos encontrar
Sem conseguir resistir à força da gravidade que nós aproximava?

É como uma valsa, tão misteriosa

É como uma valsa, tão maravilhosa…”

Meu gato/cão precisa namorar?

Essa é uma pergunta que passa pela cabeça de muitos donos de pets. Na verdade, muitas vezes não é uma pergunta, é uma afirmação que logo vem seguida da resolução: vou achar um(a) namorado(a) pro meu pet!

A imensa maioria é movida tão somente pelo desejo de “perpetuar” aquele animalzinho tão especial. Outros, além disso, buscam presenciar o “milagre da vida” ao decidir que seu pet precisa se reproduzir, afinal, ninguém (inclusive os animais) é completo enquanto não tem filhos, certo?

Devo dizer… Errado.

Há centenas de razões – fruto da opinião comum – que podem pautar uma decisão como esta. Quando isso envolve animais de raça definida, principalmente raças que estão na moda, é ainda mais difícil. O proprietário acha que fará bem, que a cachorrinha linda vai parir filhotes lindos que serão doados a quem vai “cuidar bem” e todos serão felizes para sempre. Seria ótimo se fosse verdade!

A idéia desse artigo é servir como um guia rápido de perguntas e respostas que todos os proprietários de pets deveriam fazer a si mesmos antes de decidir procriar seus animais. As perguntas vão das mais comuns à outras que podem não passar pela cabeça pois é difícil imaginar que muitas vezes nós fazemos parte (ou a nossa parte!) de um problema maior.

Espero que possa ajudar aos leitores a cuidar melhor dos nossos amigos de quatro patas.

1. Quero que meu pet tenha filhotes porque eu ficarei com um. Faço questão de ter um descendente dele!

    Muito bem, saiba que você não está sozinho nessa! Quem não quer perpetuar aquele animalzinho tão maravilhoso que parece entender o que falamos, que é super educado, lindo, fofo?!  Todos queremos, não é mesmo?

    Seria ótimo se fosse possível, mas não é. E não é porque como todas as criaturas vivas, não há um animal igual ao outro.  Esse bichinho que você tem é único, e ainda que você encontre outros que pareçam com ele física ou psicologicamente, nunca haverá um igual. Ou seja, permitir que seu animal procrie com a idéia de ter um filho dele que se pareça com o pai/mãe é sem dúvidas um equívoco.

    Pense também no seguinte: se seu pet tiver filhotes e você ficar com um (e a este você poderá garantir a segurança, conforto e cuidados que forem necessários), como poderá garantir que os outros irmãozinhos dele também tenham?

    Será que haverá lares que possam assumir o enorme compromisso que é cuidar daquela vida que você planejou vir ao mundo por pelo menos 15 anos? Como garantir que o novo dono cuidará dele como deve por toda a vida, que terá condições, que não precisará se mudar para um lugar menor e abrir mão dele? E mesmo se sim, essa pessoa cuidar direitinho pela vida toda… Será que ela terá o mesmo cuidado que você teve com os filhotes deste filhote? Acredite, é impossível controlar isso.

    Será justo que tantas outras vidinhas venham ao mundo somente para que você fique com um filhote que não será uma cópia do seu pet?

    Se você se identifica com a raça do seu pet (se ele tiver uma), que tal adotar um da mesma raça que precise de uma casa? Isso é possível e há muitos grupos de resgate de animais de raças específicas ou pessoas que estão doando os seus pelas mais variadas razões. Acredite, mesmo os animais que são das raças mais caras são abandonados e descartados e estão esperando um lar como o seu.

    2. Ouvi dizer que as fêmeas precisam ter cria pelo menos uma vez na vida bem como os machos tem que cruzar pelo menos uma vez, isso é verdade?

      Não, isso definitivamente não é verdade.  Criatura alguma precisa ter filhotes, e exceto pelos humanos, todos os outros seres vivos procriam somente por instintos de preservação da espécie. Mesmo assim você se perguntará: mas e a natureza? Na natureza os animais procriam! A isso respondo que não é bem assim.

      Para ter uma idéia, numa matilha de cães somente um macho cobre as fêmeas (sadias), ou  seja, não são todos os que podem procriar porque um instinto básico é a busca de indivíduos cada vez mais fortes tanto física quanto psicologicamente. Na natureza, um cão medroso, ou assustado, ou agressivo jamais procriaria.

      Entre os felinos essa regra é ainda mais restrita porque numa matilha de cães podem coexistir diversos machos sob o “comando” de um único alfa mas entre os gatos não é assim que funciona.

      Gatos não vivem em bandos ou em grupos preferindo  a vida solitária ou sem dividir seu território com muitos outros, principalmente machos. Desta forma, um macho “fraco” (mirrado, pequeno, medroso) não só não perpetuará seus genes como dificilmente viverá muito já que acabará se encontrando com machos mais fortes que são capazes de brigar até a morte por um território ou uma fêmea.

      A maioria das pessoas quando tem o impulso de cruzar um pet com outro dificilmente se preocupa com coisas como saúde além da aparente (os mais fortes são primeiramente os mais sadios), buscando somente a aparência ou tamanho. Ou seja, a natureza passa longe! Isso sem contar que as raças (tanto de cães quanto gatos) são fruto da intervenção humana, ou seja, nada de natureza mais uma vez.

      Sendo assim, se seu pet tiver raça definida ou não, tenha em mente que ele não tem desejos, tem instintos. Seu corpo, assim como de todos os outros seres vivos, prepara-se para gerar descendentes porque é assim que as espécies se fixam mas isso não significa que ele tem que gerar principalmente porque seu pet não é de uma espécie em extinção, não é mesmo?

      3. Meu pet é de raça. Como procurar um parceiro para ele cruzar?

        Muitas são as pessoas que fazem anúncios oferecendo seus animais para procriação. Em grande parte deles é possível notar que os proprietários tratam seus animais, nessa situação, de maneira humanizada.

        Dizem que seus animais precisam de um namorado, ou que seu pet é virgem. Ora, isso é coisa de humanos, não de animais! São conceitos que se aplicam a nós humanos, e é assim porque carregam um ASPECTO que não existe entre os animais: o moral. Lembre-se, animais procriam-se por instinto.

        O fato de seu pet ter uma raça definida não significa que ele precise, deva ou possa procriar. Sobre ele precisar procriar, já falamos logo acima. Sobre dever procriar, o conceito é basicamente o mesmo que precisar, mas com o agravante de que a há uma quantidade gigantesca de animais no mundo precisando de um lar, e há animais abandonados que são da mesma raça do seu.  sobre poder procriar, além de tudo o que já falamos há um ponto ainda mais importante: mesmo tendo raça definida, será que o bichinho que você ama tem saúde (física e psicológica) além de conformação adequada que justifiquem que ele deixe descendentes?

        Principalmente raças da moda (gatos persas, siameses, cães de raças pequenas como Poodle, Pinscher, Lhasa Apso, Shih-Tzu) ou populares (Golden Retriever, Rottweiler, Pastor Alemão) estão sujeitas a doenças genéticas comuns às raças e que são intensificadas quando começam a ser procriados animais que parecem sadios mas não são.

        Veja essa linda cadela da raça Golden Retriever, ela se chama Flora.

        Flora GTrip da Terra dos Gigantes, propr. Asline e Cristiano

        Ela é linda, não é? Certamente teria filhotes lindos com outro cão da mesma raça. Tem pedigree e ainda filhotinha participou e venceu muitas competições de beleza.

        O problema é que essa cachorrinha tem uma doença chamada Displasia em grau severo e por essa razão foi esterilizada. É uma doença degenerativa, dolorosa e cada vez mais comum na raça. Em alguns meses ou com sorte poucos anos ela não mais poderá andar porque tem uma “folga” no encaixe das patas traseiras na bacia. Ela herdou essa doença geneticamente, mas só de olhar ninguém pode dizer que ela é portadora. Já pensou se seus proprietários resolvessem cruzá-la só porque ela é “de raça”? Os seus descendentes carregariam o gene da doença e alguns certamente a desenvolveriam. O exame que detectou seu problema tem um custo elevado, e os medicamentos que ela tomará a vida toda também.

        Veja esse maravilhoso gato persa, o Sossego. Dá para olhar para as fotos dele durante horas e pensar que ele teria filhotes maravilhosos!

        Sossego, in memorian, dos amigos Ricardo e Kariane.

        Esse gatinho já faleceu. Ele era portador de uma doença comum em persas chamada PKD, ou Síndrome do Rim Policístico, que é herdada geneticamente, e foi esterilizado ainda filhote (antes que seus donos soubessem do problema dele, afinal, a idéia era de ter um pet sem fins reprodutivos). Com o tempo, cistos vão tomando conta dos rins que param de funcionar, em resumo. Isso é doloroso e definha o animal aos poucos. Nenhum ser vivo merece nascer fadado a isso, não é mesmo? Porém, se os donos dele o tivessem cruzado somente porque ele tem raça definida, todos os seus descendentes teriam o mesmo problema que ele.

        Citei esses dois exemplos somente para ilustrar o conceito de maneira bem rápida. Há, além dessas doenças, dezenas de outras tão ou mais comuns que poderiam ser evitadas com uma atitude simples: não procriar animais portadores. Na dúvida, jamais procriar.

        Ou seja… A tarefa de buscar um “namorado(a)” para seu pet é algo que não vai funcionar por uma razão muito simples: há dezenas de outros pensamentos que devem vir antes disso quando agimos com responsabilidade, além da imensa quantidade de pets de raça disponíveis para adoção. A solução é não procriar o seu pet.

        Tudo aquilo que não podemos prever é acidente, mas quando podemos prever e não o fazemos, é negligência.

        4. Meu pet não tem raça definida, mas eu quero cruzá-lo mesmo assim. Como fazer?

          Antes de qualquer coisa é preciso compreender que um animal de determinada raça tem características físicas e comportamentais previsíveis, e mesmo assim são singulares. As raças são frutos de um trabalho genético longo e dedicado de criadores sérios que carregam uma bagagem de estudo e tempo muito grandes para garantir que aqueles animais tem as características que devem ter, além de ter saúde.

          Quando animais de raças diferentes são cruzados, o que temos são mestiços, ou seja, um pouco de uma coisa misturado com um pouco de outra que não sabemos qual resultado terá. Se você tem um “mestiço de persa com SRD” saiba que o que você tem é um gato sem raça definida.

          Quando tem um mestiço de poodle com buldogue, você tem um autêntico e lindo SRD. Não adianta pegar esse seu SRD e cruzar com um buldogue ou um poodle na intenção de ter um cão “de raça” pois não vai funcionar já que cada uma dessas raças foi desenvolvida com um intuito diferente. Poodles hoje são cães de companhia mas foram desenvolvidos para buscar trufas (cogumelos), já os buldogues também são cães de companhia hoje em dia, mas foram desenvolvidos como gladiadores.

          Se você tem um cão e não sabe de que mistura ele veio (e a imensa maioria veio de muitas e muitas), então você sabe o que ele se parece (pequeno, grande, bravo, tranquilo, preto, roxo) mas não sabe o que ele carrega geneticamente. Se carrega alguma doença genética, se vai gerar filhotes medrosos, ou agressivos, além de dificilmente gerar um filhote como o seu pet.

          Porém, pior do que isso tudo é que já existem trilhões de SRDs no mundo fadados ao abandono  e não há lares para todos. Há SRDs de todas as cores, tamanhos, personalidades. Por qual razão colocar mais cães num mundo já super lotado?

          Como a resposta anterior, a solução é não procriar o seu pet.

          5. Tenho um casal de cães/gatos e é difícil separá-los quando a fêmea está no cio. Como fazer?

            Com a correria diária da vida, muitas vezes não achamos tempo nem para dar uma volta no quarteirão com o nosso cãozinho ou passar alguns minutos brincando de bolinha com o nosso gato, não é mesmo? Quem dirá então prestar atenção necessária para evitar que eles cruzem!

            Além do trabalho e tensão que manter separados um casal de pets quando a fêmea está no cio dá, há o mais pesado que é o stress que o animal passa porque seu instinto é de cruzar, mas eles são impedidos (corretamente).

            Em cães, o macho pode ficar irritadiço ou agressivo e a fêmea pode perder peso e ter alguma doença oportunista pela baixa da imunidade que o cio sem cruza traz, além de pseudociese (gravidez psicológica) que é dolorosa e perigosa (fêmeas que entram no cio e não cruzam podem desenvolver com os anos piometra, câncer de útero e/ou mamas , entre outras doenças).

            Em gatos é um pouco pior. Machos inteiros quando atingem a maturidade sexual tendem a borrifar urina em diversos lugares para demarcar seu território além de tornarem-se mais agressivos, e as fêmeas tendem a não sair do cio enquanto não forem cobertas pelo macho, além da possibilidade enorme em desenvolver câncer de útero e mamas. Isso tudo sem contar a “cantoria” famosíssima dos gatos em idade de acasalamento!

            Há no mercado as famosas “vacinas anti-cio”, mas elas são verdadeiras bombas hormonais que na esmagadora maioria dos casos causam câncer em cadelas e gatas mesmo que seja dada uma única dose. Nenhum veterinário ético indica ou aplica essas injeções pois os efeitos colaterais são brutais, jamais permita ou aceite esse tipo de alternativa.

            Num caso como este, o mais correto é a esterilização de um dos pets ou de ambos. Atualmente tanto o custo da cirurgia quanto os cuidados pós-operatórios diminuíram muito com técnicas cirúrgicas cada vez mais precisas, valendo-se de incisões menores e menos invasivas.

            Machos acordam da anestesia como se nada tivesse acontecido. As fêmeas precisam de mais dois ou três dias para a recuperação, mas ainda assim é praticamente livre de riscos e stress.

            6. É verdade que a esterilização evita câncer?

              Sim, é verdade. O câncer acomete em sua maioria as fêmeas (útero e mamas), mas há também câncer de testículo que é evitado ao castrar os machos.

              A esterilização é importante porque evita crias indesejadas, stress do cio (tanto para a fêmea quanto para o macho que não tem cio mas está sempre pronto para cobrir fêmeas no cio) e ajuda com alguns problemas comportamentais como demarcarção de território e brigas.

              Seu cãozinho não deixará de ser macho por ser esterilizado! Ele será o mesmo amigo de sempre, com energia e alegria e, claro, menos stress por não ter mais os instintos de procriação.

              Sua gatinha não deixará de ser boazinha se for castrada, pelo contrário! Ela ficará mais manhosa sem os cios constantes.

              Esterilizar seu pet é um ato de amor! Pense nisso.

              Sou voluntário!

              Hoje quero falar sobre voluntariado.

              Atualmente o conceito de voluntariado tem uma dimensão enorme. Fala-se muito nisso, e o lado bom é que muita gente que não fazia nem idéia de que era possível ser voluntário, que era algo para pessoas preparadas, que era de difícil acesso, hoje sabe que é diferente.

              Em muitas empresas o fato de o candidato ao emprego fazer trabalho voluntário conta muito. Isso é importante porque fala um pouquinho mais sobre a pessoa. É geralmente alguém que se importa com o mundo que o cerca, que tem empatia, não importando o segmento onde seja voluntário: pessoas, meio-ambiente, animais.

              Na teoria é lindo. As ONG’s,  OSCIPS e órgãos públicos que aceitem voluntários tem programas especiais, folders, panfletos e até mesmo voluntários cuja função é captar e administrar voluntários. Há até um centro de voluntários onde as pessoas se cadastram e recebem indicações de quem precise dos seus serviços. Isso é ótimo, porque quanto mais desfavorecidos (venham eles de onde vierem) forem auxiliados, melhor. Muitos levam a sério o ato de se doar, ainda bem! Seja seu tempo, seu trabalho, seu dom, seus ouvidos, doam o que tem de melhor.

              De maneira geral o voluntário vai no primeiro dia, dá duro, se empenha.

              No segundo dia… Puxa vida “é sábado, meu único dia de folga, preciso dormir!”.  E logo é porque está muito frio, ou está muito calor, ou está resfriado, ou o filho está com febre… Assim começa a se formar a enorme fatia de ex-voluntários.

              Isso acontece porque muitas vezes a pessoa é movida a se tornar voluntária por N motivos: porque é bacana, porque dá status, porque o namorado é, porque se identifica com a causa, porque está em férias, porque tem tempo livre, porque tem depressão… Mas nada, nada disso é genuíno quando vem o impulso de ser voluntário.

              Essas motivações podem funcionar num primeiro momento. Porém, nenhuma delas de maneira isolada é capaz de fazer um voluntário continuar a trabalhar, e sabem por que?

              Porque voluntariado não é sazonal. Não é algo que você deve fazer para preencher seu tempo livre, porque no fundo nenhum de nós tem tempo livre. Não é algo para fazer quando você não tem nada a fazer!

              Voluntariado consistente é aquele que você é movido a fazer por AMOR. É aquilo que você deseja fazer porque se identifica, porque seu namorado faz, porque pode arrumar um tempo pra fazer sim, mas é necessariamente porque você SENTE que deve fazer. Porque te completa!

              Dá trabalho, toma tempo, você provavelmente empatará dinheiro seu (ainda que seja com seu transporte até o local ou com o dinheiro que podia ganhar fazendo algo remunerado mas não vai ganhar por fazer algo pro bono), sua estabilidade emocional vai ser mais cobrada do que nunca e adivinhe: você nunca mais vai conseguir deixar de fazer.

              Voluntariado é compromisso. Não é quebra galho, não é pra preencher um vazio. Não há voluntários profissionais, aquela gente que já nasceu escolhida pra coisa. Há gente que sente que deve, que acha tempo, que gosta do que faz e mais do que tudo, acredita que faz a diferença. Não dá pra fazer isso sem acreditar.

              A instituição, projeto, ONG, OSCIP ou entidade onde você se dispôs a voluntariar vai contar com a sua presença. Lembre-se, ninguém lhe obrigou a fazer isso. Quando você tiver milhares de razões para não comparecer ou participar, lembre-se que somente uma é capaz de lhe trazer à razão: a sua consciência. Seu senso de dever, seu compromisso, ou melhor, a sua capacidade de se comprometer.

              Todo mundo fica sem dinheiro. Todo mundo precisa dormir, todo mundo tem família, todo mundo fica doente. Todo mundo tem prioridades, todo mundo trabalha, todo mundo tem os mesmos problemas que você. Lembre-se que aqueles com os quais você se comprometer a ser voluntário contarão com você, o que quer que aconteça. O mundo não deixa de girar porque temos dor de cabeça ou porque temos outras prioridades!

              Então, voluntariado é amor, mas é principalmente compromisso.

              Você é compromissado? Você pode e deve voluntariar. Faz bem ao coração, à cabeça, faz bem ao mundo. Faça qualquer coisa: conte histórias, arrecade livros, passeie com cães, faça cachecóis de tricô. Só tenha em mente que você precisa, como em qualquer outra área da sua vida, dar o melhor de si.

              Por experiência própria eu digo que o voluntariado me ensinou o que nada e nem ninguém pode ensinar. Mesmo com todo o trabalho, vale a pena. É a sua chance de pegar toda a “revolta” que muitos temos quando lemos o jornal e transformá-la em algo útil, algo realmente capaz de mudar o mundo, qualquer que seja a sua atitude. FAÇA A SUA PARTE.

              É possível.

              =o)

              Tatis.

              De adotante a voluntária, uma história de verdade.

              Pessoas,

              Esse texto foi escrito pela Alessandra que junto com seu marido Adalberto, fazem lar temporário para os gatinhos da Confraria.

              Inspirador… Vale a pena!

              =========

              Meu nome é Alessandra e eu e meu marido, o Adalberto, já estamos na Confraria há um bom tempo. Tudo começou com a vontade de adotar dois gatos, nossos queridos Henry Miller e Oscar Wilde. A necessidade de ter dois bichanos se transformou em algo muito maior, na obrigação de ajudar os bichos de rua, que acabou se transformando em uma família de dois humanos e treze bichanos e incontáveis filhos postiços que passaram por aqui e foram para casas muito boas. Algumas nem tanto assim, mas eles acabaram voltando aqui para a nave-mãe e, finalmente, encontrando seus lares definitivos.

              Há muito tempo estou para escrever isso tudo, mas seja por falta de tempo, preguiça ou cansaço, sempre acabei protelando. Ainda assim, há dias em que tudo dá certo e em que a gente, seja lá no que acredite, acaba olhando para cima e agradecendo por ter se metido a ajudar. E digo isso porque passar pelo que já passei com os gatos que acolhi aqui em casa foi — e tem sido — além de uma experiência edificadora e gratificante, um exercício de felicidade.
              Não nego que comecei a ajudar simplesmente porque queria ficar com filhotinhos aqui em casa, sem necessariamente ter que ficar com eles. A essa altura do campeonato já deveria ter uns… (pausa para pensar e contar quantos gatos tinha na época…) cinco gatos. Foi então que encontrei a Sra. Frida Kahlo em um anúncio na internet. Era uma gatinha sem uma pata e, como eu e meu marido temos coração mole, resolvemos adotar a criatura porque achávamos que ela ficaria “encalhada”. Na época ela se chamava Sunny e foi então que conhecemos a Tati e o Cris e a Confraria. Daí por diante ficamos amigos, nos tornamos protetores e começamos a oferecer lar temporário. Resgatamos n gatos aqui perto de casa, inclusive alguns ainda estão “encalhados” no LT da Major, em sua maioria filhotes.
              Sim, é uma maravilha ter filhotes pela casa, correndo de lado, com rabo de espanador, subindo no pote de comida, rolando com os irmãozinhos por todos os cantos de onde quer que seja, mas nada se compara a pegar um gato adulto da rua, trazer para casa, alimentá-lo, levá-lo ao veterinário, socializá-lo e reabilitá-lo. Sim, nada se compara a esse tipo de felicidade. Os filhotes são uns amores. Todo mundo se encanta com aqueles olhões grandes e com aquelas cabecinhas desproporcionais. Agora, pegar um gato arisco, debilitado, praticamente sem condições de ser adotado, ter a PACIÊNCIA e o AMOR necessários para fazer com que ele se torne um bicho dócil, isso sim é uma coisa recompensante. Ver a cara do dono vindo buscá-lo aqui, ou os olhos de sua dona brilhando quando o levamos à sua casa nova, isso sim é o que faz com que nossos corações se encham de paz e alegria, isso sim é que faz com que nós continuemos fazendo o que fazemos hoje em dia, que é nos doarmos para um ser que nem conosco vai ficar, que vai fazer a vida de outro alguém cheia de amor e companhia. Porque, sinceramente, ao contrário do que muita gente pensa, ser protetor não é fácil.
              Sim, é muito romântico quando as pessoas pensam “Ah, vou ajudar uma ONG! Vou resgatar uns gatos na rua e vou colocar para adoção”. O que ninguém pensa é que são pessoas como eu, o Adalberto, a Tati, o Cris, a Dani e muitos outros da Confraria que não conheço (e de tantas outras ONGs) que dão o sangue e gastam do próprio bolso para manter os bichos vivos, para entregar bichos decentes, sem doenças, castrados e bem nutridos. Os dois casos que vou contar aqui — e que me enchem de alegria e que me fazem querer continuar com esse trabalho — foram tratados com dinheiro do meu bolso e do da Tati, de ninguém mais. A ONG tem dinheiro para alimentar os bichanos e para oferecer alguns cuidados. Mas, quem é protetor sério sabe que, quando o pau come, quem gasta é quem está com os bichos em casa. E dá-lhe ração, radiografia, exames… O que for necessário. Afinal de contas, eu acolhi na minha casa, eu disse que poderia cuidar, então a responsabilidade é MINHA. É muito simples tirar os gatos da rua e socar na casa dos protetores.
              É muito simples ir para casa pensando: “Ah, tirei nove gatinhos da rua hoje! Mandei todos para a casa da Alessandra, que é tão legal e vai cuidar deles como mãe, depois vai mandar para casas muito boas e eles vão ficar felizes para sempre!”.
              Sim, na maioria das vezes é assim. Só que ninguém liga para perguntar como estão os gatos, ninguém pergunta se precisa de ração, ninguém vem se oferecer para limpar as caixas de areia. Se o gato ficou doente, é o protetor que tem que se virar, ou rezar para a ONG ter como bancar. Ser tirador de bicho das ruas é fácil. Ser difícil é ser PROTETOR. É ter amor pelos bichos, é deixar de ir ao restaurante por ter que pagar conta de veterinário.
              Ainda assim, há casos me mostram que todos esses problemas valem a pena, que eu devo relevar tudo, porque existirão pessoas que — ainda que demore — vão se apaixonar pelos gatos e que vão amá-los tanto quanto eu, que vão se propor a assumir meu cargo de mãe temporária e vão levar isso até o fim, que vão torná-los partes de suas famílias, independentemente dos problemas, ou “defeitos” como tantos chamam, sejam eles MIAR, ser TRAUMATIZADO, CEGO ou qualquer outra coisa.
              O primeiro caso é o do Bong. O Bong é um gato amerilinho, listradinho, de porte bem pequeno. Até onde sei da história dele, ele foi achado em uma casa em demolição. Ele estava em estado tão lastimável, que nem sei por onde começar. Algum ser humano boçal teve a coragem de furar os dois olhos dele. Um deles vazou completamente e o outro estava totalmente horrível. O detalhe bizarro da história, e é esse tipo de coisa que me faz ficar indignada e escrever o que disse acima, é que a pessoa que o encontrou era um oftalmologista. Ok, entendo que olhos humanos são olhos humanos e que olhos felinos são diferentes, mas, ainda assim.
              Como é que um oftalmologista não tem coragem de olhar para o estado do gato e ver que era sério? Ou, melhor, por ser um oftalmologista e por ter se proposto a tirar o gato das condições onde estava, por ter visto como estavam os olhos do Bong, como ele conseguiu entregar o Bong para a Tati e nunca mais pedir notícias? Pior, sendo um oftalmologista, como ele não se tocou que o tratamento iria ser caro e que ele, por ter assumido a vida do Bong — porque, para mim, resgatar um gato é assumir a vida desse animal — não se propôs a ajudar de alguma forma, nem que fosse somente com a ração até ele encontrar sua casa definitiva? Olha, fazendo as contas, isso não seria grande coisa. Um saco de Royal Canin Premium de 10 kg sai por mais ou menos R$80,00. Um gato come, quando come bem, uns três quilos por mês. OK, a Sabor e Vida é mais barata, sairia como que R$ 20,00 por mês. É claro que tem gente que vai pensar “Poxa, mas do que ela está reclamando, são só 20 por mês”. Sim, só vinte. Mas tem época em que você fica com nove, dez gatos “temporários” em sua casa, por tempo indeterminado. É só fazer as contas.
              Bem, então Bong, abandonado, em situação péssima, chegou aqui em casa. Ele veio aqui para casa porque a Tati estava com dificuldades em arrumar um oftalmologista veterinário lá pelos lados dela — que, diga-se de passagem, são bem longe dos meus. Ela já me avisou de antemão que o Bong era um gato arisco, que não se misturava com os outros e que vivia em cima de um armário, por ser totalmente avesso a contato humano. Eu nunca havia passado por uma experiência dessas antes dele. Normalmente, todos os gatos que ficam aqui em casa são fofos, coleiros, uns amores. Bong chegou à minha garagem e já se enfiou pelos cantos. Ele não gostava de contato, mas pelo menos aqui em casa ele não ficava escondido nos lugares altos para evitar qualquer tipo de interação. Levamos ao veterinário e então começou o longo processo de reabilitação e socialização. Como foi há muito tempo, nem sei ao certo quanto tempo ele ficou aqui em casa. O que posso dizer é que foi muito, muito tempo mesmo.

              Bong no dia em que foi resgatado, junho-09.

              O veterinário fez uma nova curetagem no olho que ele havia perdido e iniciamos o tratamento para a vista que ainda estava funcional. Quando ele chegou aqui em casa, a Tati me disse que havia suspeitas de que o outro olho pudesse estar daquele jeito por câncer. Depois de n exames, constatou-se que o olho dele havia sido realmente furado, que estava com algumas úlceras e que ele precisaria de diversos colírios e pomadas oftalmológicas especiais.
              Aos poucos, o relacionamento que eu e meu marido desenvolvemos com ele foi fazendo com que ele se sentisse menos intimidado. Claro, ele ainda não chegava perto de nós, mas estava melhorando. Um belo dia, ele veio comer carne na nossa mão. Outro belo dia, ele deixou pegar no colo. Outro dia, ele ficou no colo e não fugiu cinco segundos depois. No outro, ele começou a dormir com os outros gatos do LT. Só que isso tudo não aconteceu de uma vez só. Cada progresso foi sofrido, cada progresso foi extremamente comemorado por nós. Cada um deles foi uma conquista que nos fez querer oferecer mais e mais, mostrar que nem todo humano é um filho da puta, que nem todo mundo vai querer furar os olhos dele, que há gente boa nesse mundo.
              A última cirurgia do Bong foi a que nos deixou mais preocupados. Como o olho dele apresentava uma aderência na membrana, o veterinário teve que fazer uma raspagem e, para piorar a história, teve que dar uns pontos na pálpebra, para não haver nenhum atrito durante a recuperação. Eu e o Adalberto nos desesperamos, afinal de contas, depois de tantos progressos, íamos ter que deixar o Bong cego por uma semana pelo menos. Nessa hora é que eu digo que os animais entendem as intenções das pessoas. O comportamento do Bong não regrediu em nada. Os pontos foram tirados dos olhos dele e a recuperação foi inacreditável. Nunca ficaria 100%, mas foi incrível. Mas o mais incrível aconteceu na hora em que resolvemos dar um banho nele. Nunca havíamos nos metido a dar um banhinho, porque não queríamos que ele ficasse estressado. Ah, ledo engano. Talvez, se tivéssemos tentado isso antes, quem sabe tudo teria acontecido mais rápido. Ao mesmo tempo, creio que devemos dar tempo ao tempo, porque as coisas acontecem quando têm que acontecer. Depois do banho, como todo mundo sabe, devemos enxugar o gato e depois secar. Quando meu marido colocou o Bong no colo e começou a esfregá-lo com a toalha, ele se abriu todo. Não ronronou, mas ficou, se deixou tocar, aceitou o toque, o carinho, a dedicação em sua totalidade pela primeira vez.
              Não preciso dizer a alegria que sentimos. Para completar, ainda apareceu uma pessoa interessada em adotá-lo. Como o tratamento ainda não havia terminado, pedimos que ela esperasse. Ainda assim, a cada semana, sentíamos um medo terrível que essa pessoa mudasse de idéia, afinal de contas, foi dito a ela que o Bong era traumatizado, que não tinha um olho e que o outro estava comprometido. Mas que nada! O mundo não é feito só de irresponsáveis. Existe muita gente boa no mundo, muita gente que quer dividir o amor que carrega no peito com os bichos e ela perseverou, esperou até o fim do tratamento, pacientemente, perguntando sempre para a Tati sobre ele, pedindo notícias e sempre reiterando seu interesse pelo nosso Bonguinho.

              Bong, antes arisco e hoje confiante! Na foto, no colo com a Tati, sua dona.

              O dia em que fomos entregá-lo foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Olhei para o casalzinho, dois jovens recém-casados, vestidos de preto, numa casa pequena e com dois outros gatinhos. Imediatamente apertei a mão do meu marido e ele me entendeu. Nós estávamos nos enxergando ali, sim, éramos nós, só que há muito tempo atrás. As roupas, o desejo de vencer na vida, o amor para com os animais. Nada no mundo paga a felicidade que eu vi no rosto dos dois, o amor que demonstraram pelo Bong de imediato, um bicho que nunca haviam visto na vida, mas que decidiram adotar para sempre.

              Bong no novo lar.

              O mais engraçado é que minha intuição estava certa. Fiquei sabendo pela Tati que hoje eles têm treze gatos, exatamente o mesmo número de gatos que tenho aqui em casa…

              Bong dormindo feliz com seus amigatos!

              ========
              Não é demais?
              Como a gente costuma dizer, era uma vez uma pessoa que não sabendo o que era impossível, foi lá e fez.
              À Ale e Adalberto, todos os muito obrigadas que eu posso dizer são poucos perto do quanto já fizeram pela Confraria e por tantos gatos sortudos que passaram pelo caminho deles.
              Vem prá cá você também! =))

              Artigo: por que tantas exigências para adotar um gatinho?!

              Há algum tempo venho pensando neste assunto e hoje resolvi um artigo mais minucioso sobre ele: a razão de algumas exigências na doação de animais.

              Alguns itens são auto-explicativos como: telas em todas as janelas em caso de apartamento, muros bem altos e portões que impeçam fisicamente a saída do gatinho, ração de qualidade, atendimento veterinário. Porém, esta é só uma parte do ato de adotar: essas são exigências mínimas que visam garantir a integridade física do gatinho que está por chegar.

              Porém, tão importante quanto a integridade física é a psicológica. É aí que nossas condições já não são tão bem recebidas como as citadas anteriormente pois, num primeiro momento, soam como exageradas ou invasivas demais.

              Tentarei dissecar uma a uma, mas sinta-se à vontade para comentar, perguntar, questionar ou pedir maiores informações sobre, ok?

              - Não doamos gatinhos com menos de 4 meses para viver sem a cia de outro gatinho.

              Por maior que seja nossa atenção e por mais que brinquemos com eles, há coisas que felinos só aprendem entre si. Tomo a liberdade de citar um trechinho do artigo “Medicina Comportamental: Agressividade” do Dr. Reginaldo Pereira, Medico-veterinário Especialista em clinica e cirurgia de felinos, Membro da Academia Brasileira de Clínicos de Felinos):

              “A gata mãe e outros adultos, se presentes, têm papel importante na moderação do filhote; estes aprenderão a controlar a força das suas mordidas, aprenderão o que é a frustração, ou o “não” verdadeiramente dito, como nos períodos em que a mãe faz o desmame. Sem esse contato,o filhote pode se tornar bem impulsivo e nervoso.”

              Tomo a liberdade desta citação pois além de ser imparcial vem de um especialista em felinos. Ou seja: por mais que a gente ame, aperte, brinque ou ralhe, quem vai realmente socializar um gatinho é um semelhante. É com outro que ele aprenderá a medir a força das brincadeiras e das mordidas. Quantos casos não lemos de gatinhos que são brutos ao brincar, que machucam e que mordem com força? Muitos. Isso certamente poderia ser evitado se o gato tivesse convivido com outro gato que pudesse lhe impor limites.

              Quando doamos um gatinho, não nos preocupamos só com o agora: buscamos entregar um bichinho que possa se adequar à vida que lhe é oferecida e com o melhor que for possível. Queremos que ele seja o mais adaptável possível, que seja sociável e que o convívio com ele seja tão prazeroso quanto puder ser. É por esta razão que, pensando no futuro, optamos por nunca doar gatinhos tão novos para casas que não tenham outros gatos ou, caso não tenha, que o adotante não queira adotá-lo junto com um amiguinho.

              - Caso o candidato a adoção escolha um gato por foto cujo temperamento sabemos não ser ideal para o perfil do adotante, não doamos.

              No questionário de adoção há perguntas muito pessoais e que nos ajudam a concluir se o gatinho tem uma personalidade adequada à casa do adotante. COmo cuidamos muito de perto dos nossos gatos, sabemos exatamente o jeitinho de cada um deles. Diversas pessoas escolhem seus gatinhos por fotos e não há nada de errado com isso, mas é preciso respeitar também os limites dos dois lados. Muitas vezes aquele lindo gato azul não tem um temperamento adequado para conviver com crianças, por exemplo. Isso pode se dar por diversos fatores: pela personalidade, pelo histórico, pelo ambiente, etc. Sabemos – e respeitamos – que muitas adoções (bem sucedidas inclusive) acontecem porque o adotante ’sonha’ com um gatinho amarelo e busca um para adotar. Jóia, isso é legal sim, porém é preciso atentar para que esse animal corresponda às expectativas e ao ambiente que se tem a oferecer para ele.

              Quando vetamos uma adoção por esta razão temos em mente que é nossa obrigação tentar acertar o máximo possível tanto para o gatinho quanto para o adotante e, neste caso, sempre buscamos indicar outras alternativas que mais se encaixem no estilo de vida tanto do candidato quanto do gato.

              - Optamos por não doar animais para outros estados.

              Isso também baseia-se na nossa experiência mas visa principalmente a segurança de estarmos por perto e podermos agir imediatamente caso algo dê errado. Sim, mesmo com todas as nossas exigências, coisas ruins acontecem.

              Mesmo estudando o perfil do adotante e do gatinho, mesmo observando todas as regrinhas de bom convívio e segurança, pode ser que o adotante mude de idéia ou que algum problema surja com o gatinho na nova casa que leve o adotante a devolvê-lo. Se ele estiver em outro estado, como faremos para retirá-lo? E se precisar de uma intervenção nossa (muitas vezes esses entraves são problemas contornáveis com a nossa presença e dicas in loco sobre a adaptação), como faremos se estivermos longe? Não dá. Também por esta razão nossas adoções são somente onde nós podemos ir com relativa facilidade (São Paulo/Capital, cidades vizinhas e ocasionalmente Baixada Santista).

              - Quando temos um gato onde apontamos que ele precisa ser filho único, ou seja, é geralmente um adulto cuja adaptação com outros já tentamos e não funcionou, não o doamos para quem tenha outros gatos.


              Acreditem, muitas vezes perdemos adoções por não arriscarmos (mais!) uma adaptação que já sabemos não funcionar. Quando descrevemos que aquela linda gata branca lindíssima não tolera a presença de outros gatos, é porque tentamos por N vezes apresentá-la a outros, introduzí-la a outras sociedades felinas, sem sucesso. Quem é que quer ter um gato tão exigente? A gente não quer isso, mas quando acontece, respeitamos. O primeiro princípio de uma relação sadia é o respeito, não é? Então. Isso aplica-se também à nossa relação com os animais.

              Pode ser que depois de anos adaptada num espaço a linda gata aceite outro filhote? Sim, pode mas a gente sabe que no stress da adaptação dela ao novo lar, num primeiro momento, isso não vai acontecer. Portanto, quando topar com um caso desses, saiba que a ONG não ganha nada mantendo um gatinho tão exigente em lar temporário e que a gente queria muito uma casa para ele, mas infelizmente não temos o direito de subemtê-lo a algo que vai além dos limites dele.

              Lembre-se que nossas exigências se pautam tanto na nossa experiência quanto na atualização constante a que nos submetemos. Não são divagações, são posturas que tem também embasamento científico. Há quem se aborreça com tanta exigência e essas pessoas certamente conseguirão, de outros protetores ou mesmo de proprietários, adotar um gato em condições que nós recusaríamos. Não julgamos essas pessoas, afinal, cada um faz como lhe parece correto – dentro de um mínimo de bom senso -, mas saiba que seguindo algumas regrinhas simples, o convívio com seu novo amigo felino tem muito mais chances de ser o melhor possível.

              Por enquanto é isso. Fiquem à vontade, como eu disse antes, para perguntar e comentar o que quiserem. Em breve escrevo mais sobre o tema.

              Muito obrigada e até mais!

              Tatiana.

              P.S.: É permitido copiar esse texto desde que a fonte e o site sejam citados. Obrigada =o)

              Minha casa é toda telada…

              “Minha casa é toda telada, dou RC para meus gatinhos….”

              Quantas vezes nós aqui da Confaria recebemos um email assim, mostrando que a pessoa que quer adotar uns dos nossos gatinhos tem as exigências que nós pedimos….

              Quando chegamos na casa do adotante, vemos que tudo era verdade e além de tudo o adotante tem arranhadores, brinquedos e muito amor para dar. Deixamos os gatinhos lá e ficamos tranquilas, pois cumprimos nossa missão e ele nunca mais vai saber o que é rua, o que é fome, o que é pulga….

              Infelizmente isso nem sempre é uma realidade!
              Hoje vou contar a história de Neko, um gatinho lindo que vou doado por uma ONG com os mesmos príncipios que a Confraria, que tomou o máximo de cuidado com esse gatinho mas, infelizmente tem coisas que fogem do nosso controle.

              Neko vive em uma casa grande, toda telada, comia ração super premium, tomava banho no pet shop, tinha amor, carinho…até que um dia sua dona resolveu ter um gato de raça, aí comprou mais um, mais um…..e Neko começou a ser esquecido….

              Um dia vi Neko na rua e achei estranho…afinal a casa aonde ele mora é toda telada!!! Levei ele de volta mas, no outro dia ele tava na rua de novo…

              Liguei para sua dona e ela me disse que nao conseguia segurá-lo em casa que ele “era muito rueiro”. Mas como ele fujia se a sua casa era toda telada? Ahhh “ele foje por um buraco na tela”…Eu disse: Então fecha!!!

              O curioso é que os gatos de raça não escapam, mas o Neko que é um lindo gato SRD escapa todos os dias…
              Neko vem na minha casa comer, mia até eu dar comida e come uma tijelinha inteira!!!Incrível como sua dona ainda tem coragem de me dizer que coloca comida para ele…Então porque ele vem morto de fome até a minha casa???

              Ele está muito sujo, com feridas, muitas pulgas…e não tem nem uma colerinha de identificação!

              Fico indignada com essa situação! Conversando com a Tatis ela me orientou fazer o que está ao nosso alcance por ele!
              Dou a mesma ração que ele deveria ter para comer na casa dele…
              Vou levá-lo para tomar banho e aplicar um anti-pulgas e dar uma colerinha de identificacao para ele…

              Neko é um gato superrrr manhosooo de ficar se esfregando, querer colo toda hora…não chega nem perto de ser um gato feral…é um gatinho de SOFÁ!!!Merece estar em um SOFÁ e não na rua!

              Sofre preconceito pela sua própria dona por não ser um gato de raça, por não valer R$1.500 como os outros…Porque nós vivemos em um país capitalista aonde as pessoas cada vez mais só pensam em dinheiro!!!!

              Gato é gato!!! Não importa o quanto se pagou ou por quanto se vende!!! O valor de um gato está muito acima de dinheiro…
              Eu tenho 2 lindos gatinhos sem raça que um dia viveram na rua e hoje tem uma digna vida de gatinho de SOFÁ!!! São os bens mais preciosos que tem na minha casa! Mais valiosos que meus brincos de ouro…mais valiosos que minha Tv de plasma….mais valiosos que meus cristais da Swarovsky que eu gosto tanto!!! São meus anjinhus….são minha VIDA!!!

              Fica aqui minha indignação….

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