Category: Textos

E o céu ganha mais uma estrela…

Só quem tem animal de estimação, e que o trata como membro da família, sabe como é triste, sofrido e doloroso perdê-lo.

Há dois dias, o céu ganhou mais uma estrela, a linda preta, a Sabina, uma das gatinhas da Tatis e do Cris, que há quase dois meses vinha batalhando pela vida, como grande guerreira, que sempre foi, mas infelizmente Sabina partiu, e deixou não somente a Tatis e o Cris, sem chão, tenho certeza que todos que conhecem estes iluminados seres humanos que são eles, também ficaram muito tristes com esta perda.

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Tatis e Cris,

Palavra alguma neste momento vai amenizar a dor que vocês estão sentindo, somente o tempo, poderá amenizar.
Sabemos que vocês fizeram o possível e o impossível pela Sabina, e que ela, partiu deste mundo, conhecendo o amor incondicional que vocês deram a ela, tenham isto sempre em mente!
Ela cumpriu neste mundo sua missão, e com certeza, foi feliz, ao lado dos melhores donos que ela poderia ter!

Fiquem em paz, queridos!

Obrigada a todos!

Aqui, o depoimento da Tatis, para a Sabina:

“Minha Sabina, minha peta.
Eu sempre soube que um dia perderia alguém, mas ter perdido ela foi como perder o brilho para algumas coisas na vida.
A saudade deve amenizar um dia desses, mas o rombo que ficou no meu coração não deve fechar nunca.
Sabina veio de um lugar medonho ainda muito bebê e já muito doente também, mas ainda miúda me ensinou a me dedicar a uma vidinha para que ela pudesse fazer a parte dela: resistir.

Ao longo desses cinco anos é a única dos meus gatos todos que só confiava em uma pessoa: em mim.
Só interagia com uma pessoa: comigo.
Sempre soube o que Sabina queria pelo olhar, e sempre entendi e atendi suas manias caprichosas também pelo olhar.
Conhecia cada tom do seu miadinho rouco, e no dia em que notei que ela estava doentinha foi infalível, apesar de tudo dizer o contrário.
Fizemos o que pudemos, você teve todo o suporte meu amorzinho, e o que coroa a sintonia enorme que nós tínhamos é que você se foi no meu colo, você me avisou que iria.

É uma honra que não tem tamanho ter sentido que você quis viver comigo e quis compartilhar comigo a sua vidinha.
Que você confiou em mim até o último instante, e que por um dos seus enormes caprichos, permitiu que as minhas mãos estivessem sobre você, sentindo o momento exato do fim do suplício que estava sendo para ti esses últimos dias.
No carro, eu, seu pai e você, e você esteve ali conosco.
Não dá pra medir o tamanho do meu amor por você filha, e nem a honra que foi ter te visto crescer forte e linda.
Meu maior amor do mundo a você querida, e toda a saudade do mundo também.

Te amo, amor preto.!”

A saga da doação do Gary: bicho não é presente e gato persa não é troféu.

Boa noite, pessoal.

Gostaria hoje de publicar um artigo que há muito tenho vontade de escrever, mas ele acabou por abranger dois assuntos dada a situação que me motivou a escrevê-lo.

O primeiro assunto é a dificuldade em doar um animal de raça. O segundo é a mentalidade que as pessoas têm ao acharem que um animal pode ser um presente.

Quando tenho um animal que seja de alguma raça ou que tenha alguma necessidade especial (albinos, surdos, etc), a doação dele é absurdamente difícil. Por diversas vezes estive encarregada de doar persas, maine coons e até mesmo um british shorthair, e foram as doações que mais me demandaram tempo, trabalho e sossego.

Todo mundo se anima a ter um persa. “De graça” ainda por cima, que maravilha! Porém são poucas as pessoas que enxergam um animal como um ser vivo que merece respeito, cuidado e amor como qualquer outro; poucos enxergam um gato desses como um gato e não como um troféu.

Nunca fui contra uma pessoa optar por ter um animal de determinada raça ou aquele sem raça definida. Acho que cada adotante deve ter ciência de suas condições de espaço e tempo. Tratando-se principalmente de cães, muitas vezes a noção do tamanho que o animal terá ao tornar-se adulto é fundamental na adoção. Também nunca critiquei quem opte por comprar um animal, desde que o faça de maneira consciente e de criadores decentes, não cachorreiros ou petshops irresponsáveis.

O que sou contra é uma pessoa querer um animal só porque ele tem uma raça sem preocupar-se se é capaz de oferecer o que ele precisa com relação a cuidados específicos. É querer um troféu, e não um gato.

Apesar da quantidade de pessoas que se candidataram para adotar o último persa que doei (53 pretendentes), levei um mês para conversar com essas pessoas, entrevistá-las e na maioria das vezes, recusar a doação. Ouvi desaforos dos tipos que vou citar abaixo – exatamente da maneira (escrita, inclusive) que recebi:

“Gostaria muito de adota-lo mais com essa frescurada toda, vendo se eu quiser adota-lo de verdade, percebi que nao terei sussego com os antigos donos”

e também:

“ah e como pode saber quanto temos em conta corrente ” a ração é cara” enfim tente cometer menos gaffi em outros contatos.e até nunca mais.”

Isso tudo porque no primeiro caso eu sequer fiz algum contato: a pessoa olhou o anúncio e deu-se ao trabalho de me escrever isso. No segundo caso, a pessoa dizia que tinha quatro cães e que o gato era presente para a sobrinha, e eu então expliquei com a maior educação do mundo que não podemos dar animais de presente, que eu precisaria conversar com os pais da menina para saber se eles estavam de acordo e se eles tinham consciência dos custos para manter um persa e, estando eles dentro dos nossos critérios, eu doaria o gato com todo o prazer.

É aí que entro no segundo assunto: a mania que as pessoas tem de achar que bicho é presente.

Vida não é presente. Não se dá um animal de presente sem que o presenteado saiba, não se faz surpresa com uma vida. Serão quinze anos de cuidados constantes, e não é possível ‘presentear’ alguém com algo que lhe dará ‘trabalho’ por quinze anos. O compromisso é enorme!

Também sobre isso, recebi a seguinte resposta (igualmente reproduzo da maneira exata como recebi):

“pode ser presente sim porque quando vamos ter filhos dizemos ter recebido um presente de deus,e o animal tembem só não disse a ela para não causa-le ansiedade.mas tudo bem doe a quem pensar como vc porque assim se sentirá melhor, para nossa família a vida é um presente de deus!!!!!!!!!”

Um enorme problema em lidar com as pessoas nessa escala é que elas sempre pensam que nossos critérios são pessoais. Que quando informo o preço da ração, vacinas, banhos e tudo o mais, na verdade estou insinuando que elas não tem dinheiro para manter o gato e não é nada disso.

Outro problema é que muitas vezes as pessoas não entendem que bicho não é brinquedo. Bicho não pode ser trocado quando quebra. Bicho não tem certificado de garantia e não dá pra repor peça. E mais ainda, animal não é presente surpresa para criança alguma sem que os pais saibam disso.

Por incrível que pareça, é bem mais fácil doar um vira-latinha (SRD) do que um gato “de raça”.

Acabo doando o gato geralmente para pessoas que tem condições e conhecimento para comprar um, mas optam por adotar ou ainda para adotantes que já têm gatos nossos. Muitas são as pessoas que nos procuram e que não tem a menor condição de ter animal algum, mas não posso dizer isso com todas as letras, e nem é necessário.

O que lamento é saber que em outras situações e com ‘protetores’ menos criteriosos, animais são doados somente para ter uma chance de sair do ruim pro menos pior. Quantos abandonos não vemos por aí porque proprietários não se encaixam no que o animal precisa, ou quando o animal não tem o perfil que o adotante busca?

Temos exigências básicas para doar um gatinho (apartamento telado ou casa igualmente segura, ração de qualidade, veterinário quando necessário), mas quando exigimos algo a mais para algum gato em específico, não é à toa: sabemos do que falamos. Quando exigimos, além de respeitar os limites e necessidades do animal, também baixamos a quase zero as chances de a adoção dar errado.

O Gary mesmo (o ultimo persa) exigia uma casa sem outros animais, quaisquer que fossem eles. Ainda assim a quantidade de pessoas que tentaram adotá-lo tendo outros gatos/cães – mesmo tendo deixado isso muito claro no anúncio – foi enorme. Os argumentos iam de

“eu darei a ele muito carinho e ele não terá ciúmes, vou mostrar a vocês como é que se cuida de um gato”

até o

“tenho outros seis ‘perças’ mas eles não vivem dentro de casa, só este viverá”.

Ou seja, perdem o tempo delas e o nosso também, pois mesmo aos contatos mais absurdos eu respondo.

Enfim, doar um animal demanda tempo, paciência, experiência e principalmente discernimento (e também algum conhecimento) para não preocupar-se em doar o bicho somente para que a pessoa não se magoe. Tenho ótimos amigos que são péssimos adotantes, e por duas vezes recusei-me a doar gatos a eles. Não tenho qualquer problema em dizer isso. Muitas foram as vezes que um candidato não atendia às nossas exigências mas quis adaptar-se colocando telas nas janelas, adquirindo ração adequada ou castrando os animais que já tinham em casa. Felizmente esse número de pessoas cresce constantemente, para nossa alegria =o)

Para finalizar a história, o Gary hoje vive num lar em que reina sozinho e tem a companhia de duas crianças (ele adora crianças), e sua proprietária atendeu a todas as nossas exigências. Em quatro dias de casa nova ele já está bem adaptado, come bem e leva a vida que precisava. E, mais uma vez, é reflexo da máxima que tenho comigo de jamais arriscar a vida de um animal para agradar uma pessoa, seja ela adulta ou criança. Aquela vida, para mim, está em primeiro lugar.

Grande abraço a todos e obrigada pela visita!

Tatis.
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Hoje resgatei um humano.

“Os seus olhos encontraram os meus, enquanto ela caminhava pelo corredor olhando apreensivamente para dentro dos canis. Imediatamente senti sua necessidade e sabia que tinha de ajudá-la. Abanei minha cauda, não tão entusiasticamente para não assustá-la.

Quando ela parou em frente ao meu canil, tampei sua visão para que não visse o que eu tinha feito no canto de trás. Não queria que ela soubesse que ninguém ainda havia me levado para um passeio lá fora. Às vezes, os funcionários do abrigo estão muito ocupados e não gostaria que ela pensasse mal deles.
Enquanto ela lia as informações a meu respeito, no cartão pendurado na porta do canil, eu desejava que ela não sentisse pena de mim, por causa do meu passado.

Só tenho o futuro pela frente e quero fazer diferença na vida de alguém. Ela se ajoelhou e mandou beijinhos para mim. Encostei meus ombros e minha cabeça na grade, para confortá-la. As pontas de seus dedos acariciaram meu pescoço; ela estava ansiosa por companhia. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto e, então, elevei uma de minhas patas para assegurá-la de que tudo estaria bem.

Logo, a porta de meu canil se abriu e o seu sorriso era tão brilhante que, imediatamente, pulei em seus braços. Prometi mantê-la em segurança. Prometi estar sempre ao seu lado. Prometi fazer todo o possível, para ver aquele sorriso radiante e o brilho em seus olhos…
Tive muita sorte dela ter vindo até meu corredor. Há ainda tantas pessoas por aí, que nunca caminharam por esses corredores… Tantas para serem salvas… Pelo menos, pude salvar uma.

Hoje, resgatei um ser humano!”

Autor desconhecido.

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A todos um bom final de semana :)
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Despedida

Hoje quero colocar aqui o depoimento de uma pessoa que numa sexta-feira 13 perdeu para a morte seus dois melhores amigos: seus cães.

Juliana é, além de minha irmã de sangue e de coração, uma pessoa que compartilha comigo as ações e os pensamentos sobre os animais. Já perdi as contas de em quantos resgates participamos juntas, quantos bichinhos cuidamos, levamos pra castrar, medicamos… Quantas perdas choramos juntas, não se dizer. E quantas vitórias também, ainda mais.

Ela tinha quatro cães: Chico (o primogênito, 5 anos, adotado com 30 dias), Zélia (vovozinha de 9 anos, adotada aos 7, a matriarca da casa), Ogum (dois anos, sobrevivente de parvo numa ninhada inteira) e Bruce (14 meses, o maior, mais banana e caçula da casa).

Sempre que vejo pessoas desfazendo-se dos seus animais porque precisam se mudar, penso no que a Ju fez. Ela morava com meus avós quando chegou o Chico; houve um momento que a casa já era pequena para ela e o Chico juntos, e ela então alugou uma casa para ela. A maior dificuldade é que a casa deveria ter quintal, afinal o Chico precisava de espaço. E assim foi.

Uma moça morando sozinha e seu cachorro. No ano seguinte veio a Zelia, pois o Chico ficava muito sozinho. No próximo ano veio o Ogum, e a família ficou completa. Ano passado veio o Bruce, irmão do meu Klaus, e então a família ganhou mais um membro e fechou.

Este ano foi preciso alugar uma casa maior, com mais espaço para os cães. E assim foi feito, mas dois deles não puderam viver na casa nova. Não puderam por essas desgraças que acontecem no mundo e que a gente nunca entende.

Ontem Chico e Ogum partiram desta vida. Foram juntos, e o último olhar que viram foi da mãe deles. Eu pessoalmente não sei dizer o quanto me dói imaginar que o Nego (Chico) não está mais aqui; o coração berra, berra. Ogum então nem se fala.

A Ju não é de muitas palavras, mas hoje li este depoimento em seu perfil e não pude deixar de colocar aqui. Divido nossas alegrias sempre com nossos leitores, amigos e colaboradores e hoje não foi diferente. Não é alegre, nem é feliz, nem tem como ser… Mas vem do fundo do fim do coração.

Fica aqui minha homenagem aos nossos dois amados filhos… Nada do que se faça poderá amenizar a dor da perda de vocês, amores. Nada.

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Aqui, o depoimento da dona deles, a Ju:

Dedicatória as criaturas mais amadas do Mundo que hoje se foram….viraram estrelas..nesse imenso céu..ainda cinza…13/02….certamente o mais triste da minha vida.

Aos meu dois gdes amores escreverei as coisas que estão passando pela minha cabeça, numa tentativa de aliviar uma sensação de vazio estranha … tenho certeza de que sabiam de tudo isso e muito mais…sentiam isso pois todos os dias nos diziamos isso, sem dizer apenas uma palavra…as coisas mais importantes nos dissemos a cada carinho, cada agrado, a cada olhar, por mais breve que fosse.

Amores…Devo a vocês meu conceito de amor, de lealdade, de respeito, de companheirismo…segui minha vida e vivi pra vcs todos os dias da minha vida..até enquanto a vida nos permitiu que ficassemos juntos. Não me arrependo de nd…não lamentto por nenhum risco no carro, por nenhum latido que tive q corrigir, por nenhuma reclamação de vizinhos…rs…por nd. Minha recompensa estava em cada recepção..em cada pulo, em cada bolinha que me traziam, em cada ossinho q a quanto custo conseguimos fazer juntos a nossa gde proeza: sentar! Quantas coisas passmos juntos não é!!! Quanto orgulho…Ogum q sobreviveu a pior das parvoviroses q já existiram no Mundo…quanta vontade de viver né garoto!! E por ter conseguido resistir a tanta coisa ruim, teve anhonra de fazer parte da nossa familia!!!Chicão que já latia aos um mês de idade..sempre imponente e nervoso…protetor..que guardiões eu tive não é! Quanta lealdade…Quanta gente te amava garoto…eras tão importante que não imaginaria o quanto!!!

Aos meus dois amores Chico e Ogum, todo o meu amor. Devo a vcs tdas coisas que tenho e que sou…, e dentre todas elas, devo a vcs muita coisa do que sou hoje. Símbolos de dedicação, lealdade, amizade, companheirismo e o mais puro e lindo dos amores: o amor de um cão. Quem nunca o teve, não sabe o q significa. Tê-los em minha vida foi um presente. Uma pena q tenha sido por tão pouco tempo. Mas sei que esse tempo, por pouco q possa parecer foi o suficiente pra encher minha vida de alegria e de segurança. Isso é o q representam e representarão sempre. Meu coração hoje está partido em dois. Nós 4 eramos apenas 1. Hoje , sem vocês chove muito. O céu está cinza e me sinto um pouco enjoada. Consequencias físicas de uma saudade que dói no corpo. Sei q esse desconforto físico passará mas o vazio e a saudade ficarão para sempre. Hoje, eu Zélia e Bruce estamos aqui …calmos mas despedaçados.
Calmos porque sabemos que estão bem onde quer q estejam…a paz finalmente voltou ao coração de vcs.

Embora tenhamos que ter coragem pra enfrentar essa nossa nova vida sem vocês confesso que ainda não nos acostumamos e nao está sendo nd facil.

Acredito q esse dia nunca chegará pois a falta que fazem é imensa.
Tentaremos viver uma vida nova a partir de agora pois é assim que o Mundo exige.
Hoje temos novos companheiros mas nunca , jamais nos esqueceremos de vcs porque seria como se nos esquecessemos tbm, afinal éramos apenas um.

Espero ter sido pra vcs meus amore, um terço do que foram pra mim…espero ter-lhes provado o quanto os amava, até o último segundo da vida de vcs…nossos olhares se cruzaram até o ultimo segundo e não esquecerei nunca este dia tão triste pra nós.

Ter perdido vcs é ter um pedaço a menos mas tentei oferecer a vcs a melhor vida que poderiam ter e sei que fiz tudo pq vcs não mereciam nada menos do que isso.

Descansem em paz meus amores.

Com todo o amor do Mundo, descansem em paz.

Chico, meu negão, meu garoto….Ogum, meu Niara..meu filhinho…meu Zé Manézinho…amarei vocês pra sempre…jamais os esquecerei.

Vcs não eram apenas cães..eram amigos leais, companheiros, gentis, fortes, lutadores, fiéis, …..se foram cedo demais…

Um bj no coraçãozinho, agora calmo, de vcs.

A vcs três palavras: Amor, lealdade e coragem.

Obrigada mãe, pai, Tati, Donna, Lú,Cris,Zélia, Bruce.vó.Dra Lisandra…que estiveram comigo agora…

Saudades …

Obrigada a todos.

Quem sou eu? Eu hoje sou Saudade.

Amor incondicional

Provavelmente muitos já leram isso, mas vi hoje e o texto me tocou profundamente.

Deixo-o como uma espécie de “pedido” para 2009.

Grande abraço a todos!

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Os 10 pedidos de um cão

1)Minha vida dura apenas uma parte de sua vida;
qualquer separação de você significa sofrimento para mim. Pense muito nisso antes de me adotar.

02) Tenha paciência e me dê um tempo para que eu possa compreender o que você espera de mim. Você também nem sempre entende imediatamente as coisas.

03) Deposite sua confiança em mim, pois eu vivo disso e vou compensá-lo por isso mais do que ninguém.

04) Nunca guarde rancor de mim se eu aprontar alguma, e não me prenda “de castigo”.Você tem outros amigos além de mim, tem seu trabalho e seu lazer – mas eu só tenho você.

05) Converse comigo. Eu não entendo todas as palavras, mas me faz bem ouvir sua voz falando só para mim.

06) Pense bem como você, seus amigos e visitas me tratam. Eu jamais esqueço.

07) Também pense, quando você quiser me bater, que eu poderia facilmente quebrar os ossos da mão que me machuca, mas que eu não lanço mão deste recurso.

08) Se alguma vez você não estiver satisfeito comigo, porque estou de mau humor, preguiçoso ou desobediente, imagina que talvez a minha comida não esteja me fazendo bem ou que tenho estado muito exposto ao sol, ou que meu coração já está um pouco cansado e fraco.

09) Por favor, tenha compreensão comigo quando eu envelhecer. Não pense logo em me abandonar para adotar um cãozinho novo e bonitinho. Você também envelhecerá.

10) E quando chegar meu último e mais difícil momento fique comigo. Não diga “não posso ver isso”. Com sua presença tudo fica mais fácil para mim.
A fidelidade de toda a minha vida deveria compensar este momento de dor.

Direitos humanos?

Pessoal,
O seguinte texto não tem muito a ver com direitos dos animais. Mas vale postar aqui por ter tudo a ver com decência e justiça, virtudes infelizmente um tanto desprezadas no mundo em que vivemos. As principais vítimas da falta dessas virtudes são sempre aqueles menos favorecidos pela capacidade de se defenderem sozinhos. Os pobres. As crianças. Os animais.
Não sei se a carta é verdadeira, mas que vale uma leitura, isso vale.
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“Tenho um bichinho lindo..

… e gostaria de cruzá-lo com outro igual e ele!”

Quantas vezes já ouvi isso? Muitas. Hoje vou aproveitar uma situação que vivi há pouco e que usarei pra ilustrar um pensamento que pode ser que não ocorra às pessoas quando pensam em “ter crias” dos seus animaizinhos.

Essa semana recebi este scrap no meu perfil no Orkut:

Aqui vou copiar em texto o que está escrito na imagem acima:

vc tem um gato amarelo, certo? ele é castrado?
é que eu tenho uma gata linda e gostaria de cruzar ela com um lindo gato amarelo!
que achas?
bjus até mais

Queria deixar uma coisa clara antes mesmo de começar: eu não sou radical a ponto de execrar quem tem preferência por animais da raça X ou Y. Não tem nada de errado com isso: errado é achar que vai pagar ‘baratinho’ e ainda vai tirar crias desse animal cuja procedência é desconhecida. O que se encontra nesse meio, além da exploração absurda e vergonhosa de animais – tudo feito por gente sem critério – é a deturpação de raças e consequente ‘caça às bruxas’ como no caso dos pitbulls por exemplo.

Criar cães ou gatos vai muito além de colocar um casal e deixar que os instintos deles façam o resto. Estudiosos de uma raça passam a vida lendo sobre genética, comportamento, fisiologia. Sabem o tempo exato de uma gestação, conhecem a ascendência do animal e buscam, acima de tudo, o aperfeiçoamento ou manutenção de raças quase extintas. Não são curiosos. Isso demanda estudo, tempo e dinheiro e muitas vezes o criador SÉRIO empata dinheiro na criação.

O cara que vende o animal já vacinado, vermifugado, corretamente desmamado, castrado, com exames que atestem a saúde dele (no caso de gatos: FIV, FeLV, PIF, PKD negativos dos pais), com pedigree e contrato gasta além de dinheiro muito tempo nisso tudo. Ou seja, pra resumir, criação não é coisa pra curiosos. Não é emprego. Envolve responsabilidade.

E quando a pessoa tem um bichinho que gosta muito e quer crias dele, pra “ficar com os filhotinhos” ou “dar os filhotinhos pra amigos”? Francamente. Muitas vezes o bichinho tem problemas como epilepsia, displasia, desvio de comportamento e temperamento mas a pessoa o ama tanto que quer descententes dele sem nem pensar nas conseqüências.

Para que botar mais animais com problemas no mundo? Por que não, tendo adotantes para todos, encaminhar animais que já existem e não tem um lar?

Pior ainda quando temos um caso como este do scrap que recebi. Um gato amarelo é um viralatas amarelo. Cruzar seu “gato amarelo” com uma “gata amarela” não significa que nascerão gatos amarelos. É assim porque não conhecemos a ascendência dos gatos. Não sabemos quem são os pais (ainda mais gatos que numa mesma ninhada podem ter pais diferentes), e isso significa que desconhecemos a bagagem genética deles. O fato de terem determinada característica não significa que transmitirão exatamente o que são aos seus descendentes.

Meu gato amarelo é o Vito. Ele tem 8kg, é bem humorado, brincalhão, super ativo e tem hora que parece gente. Já tem seis anos, e não há um dia que eu não pense que a cada dia que passa ele fica mais velho, e isso significa um dia a menos da presença dele. Ninguém mais do que eu gostaria de ter outro gato como ele, exatamente como ele. Só que isso é IMPOSSÍVEL, porque ele é um viralataço puro, maravilhoso, mas do qual geneticamente não conheço lhufas.

Vou ilustrar melhor. Pra isso, olhem só a foto abaixo. São Vitória e Vito: irmãos de ninhada, mas não conheci os pais deles.

Percebem?

São TOTALMENTE diferentes.

Como ninguém nasce sabendo, eu aprendi a cuidar de gatos somente depois de ter os dois. Infelizmente a Vick veio sem castrar e no terceiro cio (eu que não sabia de coisa nenhuma sobre castração) ficou prenhe. Nasceram 3 bebês, dos quais dois morreram e sobrou Samira, que mora conosco até hoje.

Esta é Samira:

Samira é o que chamamos de “siamês” lynx point. Agora me digam: uma gata enorme white and tabby de pelo longo como a Vick, irmã de um white and red enorme e de pelo curtíssimo como o Vito dá a a luz uma gata miúda, pelo curto e lynx point como a Samira.

Entendem como a coisa é ‘mais embaixo’?

É por isso que fica aqui o meu apelo às pessoas que querem cruzar seus animais com outros esperando e projetando que nasçam outros animais como o delas: ISSO NÃO FUNCIONA.

Quer um siamês como o seu? Me procure que eu encontro um pra doar.

Quer um gato amarelo como o que você tem? Uma ninhada de gatos amarelos? Me procure que eu encontro pra doar.

Quer gato branco? Não precisa cruzar sua viralata lindona branca com outro branco. Nos procure e conseguimos um pra você.

Só não se esqueça que o PRINCIPAL – o TEMPERAMENTO – aparência nenhuma garante. Você nunca terá um siamês com o temperamento e comportamento do teu. Nunca terá um amarelão que seja boa praça como o teu. Igualzinho, não. E é assim porque, como nós, os animais tem personalidade única. Ainda que sejam de determinada raça e que estejam dentro de padrões que esperamos dessas raças, a personalidade dele é só dele.

Fica aqui meu apelo:

- TEM UMA FEMEA LINDA E QUER FILHOTES DELA?
Castre-a. Castrando você evita que ela tenha crias que além de não se parecerem com ela não correrão o risco do abandono. Evita doenças como piometra e câncer de mama, além de outras contagiosas como FIV e FeLV.

- TEM UM MACHO ‘MESTIÇO DE SIAMÊS COM ANGORÁ” E QUER FILHOTES DELE?
Não há a raça angorá no Brasil (há o Angorá Turco que só é vendido castrado, vindo de um único gatil no Brasil, e custa os olhos da cara com toda a justiça), portanto, seu gato de pelo longo é só um viralatas lindão de pelo longo. Quer gatinhos de pelo longo? Arrumo alguns pra você. Há aos montes no mundo.

- GANHOU UM ‘PERSA’ E QUER FILHOTES DELE?
Não se esqueça da Marisinha, do Chen, do Darius… Gatos persas cuja raça não impediu o abandono criminoso que eles sofreram. Quer um persa? Adote. Há aos montes, eu mesma já doei MUITOS.

Aproveito para deixar o link “daquele” post sobre venda de animais em petshop e sobre como todos nós somos um pouco responsáveis pelos abandonados nas ruas:

http://blog.miadoselatidos.com.br/2008/03/04/sabe-aquele-bichinho-lindo-que-voce-viu-no-petshop/

É isso aí =o)) obrigada a todos e até mais!

Tatis.

Remédio Animal

Pessoal,

Há algum tempo atrás uma amiga me indicou a uma repórter que estava a fazer uma matéria sobre pessoas que se recuperaram de doenças ou traumas graves com a ajuda dos animais.

Hoje soube que a matéria foi publicada, e quis dividir com vocês! Adorei como ficou, e espero que ela sirva de base para que pessoas cujos médicos recomendam que se desfaçam de um animalzinho por conta de saúde possam reconsiderar isso. São muitos os gatos (principalmente) abandonados por prescrição médica, e isso é péssimo.

Colocarei a entrevista aqui, mas pra ver na íntegra é só clicar aqui e ir direto para o link da Revista Viva Saúde! Para ler é preciso cadastrar seu e-mail, mas é super simples e rápido (não precisa inserir um monte de informações, é só o e-mail mesmo).

A matéria:

Remédio animal
A convivência com um amigo de quatro patas acalma, facilita a interação, dá confiança e, o melhor, ajuda a superar com sucesso vários problemas de saúde

POR JANETE TIR
FOTOS FABIO MANGABEIRA

Foi em abril de 2005 que a paulistana Tatiana Sales desco briu um câncer no colo do útero. Depois de ser opera – da – e de várias sessões de radioterapia -, teve alta em janeiro de 2006, para em março desse mesmo ano receber a notícia de que as células tumorais haviam se espalhado para o intestino, a bexiga e a bacia pélvica. Apesar do prognóstico nada bom e de ser considerada paciente terminal, ela iniciou a quimioterapia, mas foi liberada para voltar para casa, pois nada mais poderia ser feito num ambiente hospitalar.

“Perdi mais de 20 kg e usava máscara hospitalar o tempo todo, pois o meu sistema imunológico beirava o caos, mas não fiquei sem meus gatos nem um minuto. Passamos várias noites deitados no sofá, eu brincava com eles e eram momentos em que eu me esquecia de que estava tão doente, e a dor constante era amenizada”, revela Tatiana.

QUEM JÁ PASSOU POR EXPERIÊNCIAS DOLOROSAS DE DOENÇAS OU PERDAS FAMILIARES SABE QUE AOS ANIMAIS, AO CONTRÁRIO DOS SERES HUMANOS, NÃO HÁ NECESSIDADE DE EXPLICAR NADA, SOMENTE DE INTERAGIR

]Depois de uma cirurgia longa, em que era tudo ou nada, a saúde voltou aos poucos e hoje ela está curada. “Posso dizer, sem dúvida alguma, que hoje sou uma pessoa muito mais equilibrada e preocupada em ser feliz do que era antes. Naqueles momentos difíceis, meus gatos ficaram comigo e nem se importaram com o meu mau humor, se eu estava descabelada ou com aparência péssima por conta de quimioterapia. Eles não tiveram por mim aquela piedade que tanto corrói e maltrata um doente, pelo contrário, me presentearam com um amor incondicional”, diz Tatiana.

(…)”

Muito obrigada a todos vocês =o)

Tatis.

O Companheiro Que Chegou do Nada

Prezados leitores do nosso blog,

O texto abaixo foi publicado este mês e, infelizmente por sua veracidade, serve de alerta para muitos, como já dissemos, sobre os riscos que envolvem rações ditas “premium” que podem levar nossos companheiros… Para leitura e reflexão!

Aproveitamos para agradecer ao Sérgio, autor do texto, que nos autorizou a publicá-lo aqui no nosso blog. :)

O Companheiro Que Chegou do Nada (por Sérgio Becker)

Eu o vi pela primeira vez por acaso: estava ele andando despreocupado na rua, entre carros a toda velocidade. Calmo, incompreensivelmente inabalável. Sumia uns tempos, voltava, voltava a sumir. Um belo dia, aproximou-se de minha casa sem ser chamado, sem convite, como se já soubesse que lá era seu lugar.

Nunca tinha convivido com gatos e não seria agora que pensava fazê-lo. Fiz pouco caso de sua permanência em minha porta. Mas a mensagem ainda não havia sido entendida por mim: eu é que já tinha sido adotado!

Pouco a pouco, Freddy – era este seu nome – tornou-se precioso, vital. Como na música de Chico Buarque, “me chegou como quem chega do nada/ele não me trouxe nada, também nada perguntou/ foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não/ se instalou feito um posseiro dentro do meu coração…”.

Descobri, ao longo de 11 anos de convivência, que gatos são leais e solidários, não submissos. Você seguramente já viu, nos antigos e cruéis circos que usavam animais como atração, elefantes dançando, cães de saiote, tigres e leões rugindo ao som de estridentes chicotes. Gatos, jamais.

Gatos têm uma dignidade que está acima de ameaças, castigos ou oferta de comida. São seres únicos, com aguçada perspicácia. Entendem o que se diz: olhe dentro de seus olhos e você verá a chama da inteligência. São ágeis, belos, sofisticados. Nas palavras de Artur da Távola, gatos são “poemas ambulantes”.

Desenvolvimento humano pode ser aprendido sem livro, sem escola, sem manuais. Criaturas especiais como a que tinha a meu lado comprovam isso. Ensinam e praticam a amizade pela amizade, o carinho desinteressado, a elegância do silêncio, a independência e o respeito à privacidade própria e do outro, a eterna curiosidade de olhar, tentar, brincar, o estar aberto para o novo, o viver cada minuto sem pressa mas intensamente. O poeta romântico inglês Lord Byron dizia que o gato possui beleza sem vaidade, força sem insolência, coragem sem ferocidade. Enfim, dizia ele, possui todas as virtudes do ser humano ideal.

Por infelicidade, descobri tardiamente os estudos afirmando que determinadas rações contribuem para a obstrução das vias urinárias dos gatos. Pensava estar alimentando meu amigo quando, na verdade, acumulava condições para sérios problemas futuros. Voltei hoje da clínica veterinária sem meu parceiro de mais de uma década. Torci muito por ele, mas gatos não têm sete vidas. Pena.

Estou triste, não infeliz: mais que uma companhia, ganhei um companheiro, desses que existem poucos na vida da gente. Obrigado pelo privilégio de ter convivido com você, Freddy.

Sérgio Becker é Educador, Palestrante e Diretor Geral da Unigente Consultoria em Desenvolvimento Humano (www.unigente.com)

Animais, sim… SPAM, não!

A história é velha. E, como recebo pelo menos um e-mail desse tipo toda semana, já tô escolada.

Você abre sua caixa de entrada e ali está: não sei quantos cachorros precisam ser doados com urgência ou serão sacrificados! O com urgência te pega de jeito e, sem pensar, você repassa a mensagem a todas as pessoas que conhece que talvez possam adotar um cão ou ajudar a achar quem queira um, e fica ali torcendo para alguém se interessar antes que seja tarde demais.

Um bom exemplo desse tipo de mensagem é aquela dos weimaraners. Lembra? Tenho certeza de que você já recebeu. Algo assim: esses lindos filhotinhos precisam ser doados com urgência ou serão sacrificados. Um verdadeiro clássico. Tanto é que já circula internet afora há alguns anos.

O problema é precisamente no com urgência. Ele te impede de pensar. Afinal, você tem de agir rápido, ou os bichinhos vão morrer! Mas, se você efetivamente parar para pensar…

Onde já se viu um filhote de weimaraner ser sacrificado? Filhote de raça não encalha, ainda mais de graça. Todo mundo quer – e quem acompanha mesmo que de longe os processos do ramo de resgate e adoção de animais pode falar por experiência própria. Pela Confraria já passaram gatos persas e até uma maine coon, e recentemente tivemos a linda cadelinha Larissa, uma legítima buldogue francesa. Mesmo quando o animal é adulto, tem fila de gente querendo levar. E é claro que a Tatis faz uma seleção rigorosíssima dos adotantes, jamais entreganto um animal especial a alguém que deseje apenas um bicho-troféu e não conheça o manejo e as particularidades da raça. Por isso, desconfie dessas mensagens, especialmente se nas fotografias os animais estiverem saudáveis e bem-alimentados – isso significa normalmente que o criador/protetor responsável ainda não entrou em desespero por falta de verba ou espaço.

Não entendi…

Hoje em dia, nem no CCZ os bichos são sacrificados a torto e a direito – por lei, somente aqueles muito velhos e doentes ou ferozes podem ser “eutanaziados”, isto é, aqueles que não têm jeito mesmo. E nenhuma clínica veterinária de que eu tenha notícia aceita sacrificar animais plenamente saudáveis e aptos à vida em companhia humana. Se o doador dos animais for criterioso e correto como a Tatis (rs!), pode levar um bom tempo até encontrar o adotante ideal. Mas, se a pessoa estiver desesperada para se livrar dos bichos e doá-los sem fazer exigência alguma, cãezinhos de raça vão num instante.

Às vezes os animais já foram doados há meses e a mensagem continua circulando. Noutras vezes, tem gente que cria esse tipo de e-mail só para fazer os outros perderem tempo ou para executar um trote em massa com a colaboração inconsciente de milhares de pessoas bem-intencionadas: dá o telefone ou e-mail de alguém que não nem nem nunca teve um cachorro para doar e aí a pobre da pessoa fica sendo atormentada por toneladas de e-mails e telefonemas de adotantes.

Em um episódio de sua quarta temporada, o seriado House, M. D. mostra o irreverente personagem-título fazendo uma “brincadeira” como essa com outra médica para se vingar de um desententimendo: espalha pelo hospital diversos cartazes sobre a venda de filhotes de rottweiler com o telefone da colega e um aviso para “ligar no horário entre 22:00 e 0:00″. Preciso falar mais alguma coisa?

Se precisar, digo o seguinte: todos queremos e devemos ajudar. Mas, para não usar mal o tempo dos outros e o nosso, sempre é bom comprovar a veracidade do que recebemos. Não nos deixemos enganar por SPAMs.

Ontem mesmo recebi, pasme, uma nova mensagem sobre weimaraners que tinham de ser doados-com-urgência-ou-seriam-sacrificados. No fim da mensagem, um e-mail sem nome nem telefone para contato. Suspeito, não? Escrevi perguntando a respeito. Não deu outra: mensagem retornada, o e-mail nem existia mais, se é que um dia existiu. Talvez o usuário o tenha cancelado, cansado de ter de responder “não, eu não tenho nem nunca tive nenhum cachorrinho para doar!”

Sempre que você receber uma mensagem desse tipo, pare, avalie e telefone ou escreva para o contato no final da mensagem. Você descobrirá se a doação dos animais é verdadeira, em que situação específica estão e quantos já foram doados. Se for uma mensagem desatualizada ou simplesmente uma mentira, você terá feito a si e a outros o grande favor de interromper uma corrente que tinha tudo para ser do bem, mas foi desvirtuada.

Isso vale para e-mails sobre projetos de lei injustos, políticos que estão concorrendo a não sei quê, crianças que precisam de doação de medula e similares que a gente repassa por solidariedade.

Nunca confie em tudo o que você lê. Sempre averigue os fatos. Ajude, sim; mas ajude com consciência.

Faça a coisa certa… do jeito certo!

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