Bazar de Natal

Sempre mais do mesmo

Oi Amigos,

Dessa vez a história que abrirá nossa semana não é bacana. Não é engraçada, não é cheia de gracinhas ou de fotos de gatinhos bem cuidados, felizes e seguros.

A história de hoje é mais uma entre tantas que a gente vê por aí, todos os dias. Mais da mesma história de negligência, de abandono, de descaso.

Mais uma senhora que falece e deixa 20 gatos dentro de casa. Mais uma família que não se importa com o que será feito dos animais, desde que eles saiam de lá. Mais um senhor idoso que, sem poder, estende a mão para eles.

Ele faz o melhor que pode. Não mantém os gatos enfurnados num quarto imundo, os alimenta, zela por eles – do jeito dele. Não quer que tire os gatos dele, mas deixa que sejam doados. Não pega nem pegou outros animais, nunca teve gatos antes.

O que ele nos pediu de ajuda? Que castrássemos os adultos, pois os filhotes acabam morrendo porque passam pelo vão dos portões e caem no quintal dos cães.

Agendamos a castração dos 20 gatos  (são 9 adultos e 11 filhotes) para o próximo domingo, mas ontem a Luciene foi até a casa dele pra levar ração, caixas de transporte e verificar se algum precisava de atendimento veterinário urgente.

Temos como regra jamais postar fotos de animais mutilados ou maltratados, e por isso vamos colocar aqui somente fotos que mostram a situação sem expor a integridade de ninguém.

Dos 11 filhotes, trouxemos 4. Ainda ficaram 7 lá.

À risca não poderíamos trazer NINGUÉM. Apesar da quantidade de adoções que temos feito, ainda temos muitos gatinhos aguardando um dono e não temos espaço.

Gostaríamos MUITO de tirar ao menos os filhotes, pois eles tem chances de adoção e o lugar é perigoso para gatinhos tão pequenos. Os adultos não conseguem passar pelos vãos dos portões dos cães, mas os bebês…

O que a gente precisa?

LAR TEMPORÁRIO.

Não temos como tirar ninguém mais de lá sem ter um lar temporário para onde levar. São gatinhos lindos, alguns tem só medo, mas são muito sociáveis. Tem no máximo 2-3 meses de idade e seguirão aos seus lt’s castrados e vacinados.

Dos 4 que trouxemos, 1 está com conjuntivite e os outros 3 foram escolhidos a esmo. Nenhum deles está doente nem nada, eles só tem fome (e pulgas!).

Se SETE pessoas puderem oferecer UM lugarzinho cada uma, conseguiremos tirar todos os bebês daquela casa. Os gatinhos serão de nossa total responsabilidade e serão doados, ninguém precisa ter medo disso. Quem puder oferecer ração e areia ao que receber em LT maravilha, mas se não puder e a gente provém.

Amigos, por favor, repassem isso. Pensem se não há um espacinho aí, um quartinho, um escritório que um bebe possa ocupar por algumas semanas até acharmos um dono pra ele.

Vamos mudar a história desses pequenos?

O que precisamos:

- Lar temporário:

Precisamos MUITO de lar temporário para qualquer um dos bebês.

TODOS eles, sem exceção, são animais dóceis e de muito fácil manejo. Eles só tem fome.

É triste saber que temos condições de ajudar muitos mais, mas não temos espaço físico para isso.

Por favor, pense nisso com carinho. Acolha UM, somente UM, e já poderemos tirar mais outro de lá.

Se topar fazer lar temporário para algum deles, clique aqui e fale com a gente.

- Coisinhas que precisamos:

- Sachets de ração;
- Latinhas de patê;
- Latinhas de A/D;
- Ração super premium;
- Areia higiênica.

Se você puder comprar pela VirtualPet clicando aqui, eles entregam aqui pra gente. Se quiser comprar e vir trazer no nosso lar temporário central, você é muito bem vindo! Basta avisar e passamos as instruções sobre como chegar aqui.

- Divulgando.

Toda a divulgação é preciosa. Espalhe entre seus amigos, quem sabe algum deles pode nos ajudar. Vale tudo: Twitter, Orkut, Facebook, tudo.

Contamos com o apoio de vocês para dar conta de mais essa.

Super obrigada e até mais!

Tatis, Luciene & Equipe Confraria.

As Aventuras do Magoo: Caminha nova.

Oi tias e tios!

Tudo bem?

Como eu prometi no Facebook (vocês já curtiram nossa fanpage lá?), finalmente consegui que a minha escrava, opa, a minha tia Tatis escrevesse minha última aventura!

Semana passada eu fui no médico DE NOVO. Não sei que tanto mexem em mim, já cansei de dizer pras tias que sou perfeito mas elas vivem com aquela conversinha mole de “calma Magoozitcho, tá quase acabando”. Sei. Eu que sei! Dessa vez eu dormi bastante também (essa parte é legal!) e quando acordei um dos meus dentes não estava mais na minha boca.

Como é que pode isso? Será que alguma fada levou?

Uia que lindura! Adorei a fada, será que ela veio enquanto eu dormia?

Bom, minha tia disse que não, que eu já sou um rapaz grande e não preciso mais dessas historinhas de fada. Explicou que é alguém parecido com isso aqui, ó:

Abre a boquinha, gatinho!

O dente que o tio veterinário tirou era um que estava quebrado. Ele doía pra caramba! Agora ficou um vãozinho e jajá me acostumo com esse espaço novo na boca, mas adivinhem que engraçado: eu babo um pouquinho quando fico relaxado hahaha

Essa semana outra tia veio me visitar, a tia Mila. Ela na verdade disse que veio ver todo mundo (hahaha) mas eu sei que ela tava doida pra me ver! Eu desconfio que as pessoas gostam de mim, aqui. Quase todo dia vem gente nova, e cada pessoa que vem me traz um agradinho ou, como fez a tia Mila… Um agradão!

Ela me trouxe uma caminha nova. Não acreditei muito naquela conversinha da minha tia Tatis de que foi coincidência (essa minha escrava é cheia de história!) e aposto que vocês também não vão acreditar: acham possível que uma caminha (linda) como esta, que inclusive combina com minha pelagem (linda) e meus olhos (lindos) foi comprada por coincidência?

Hahahaha até parece!

Agora sim meu púlpito está devidamente acolchoado!

Acreditam que a caminha é do meu número? Ela é GG como eu!

Fiquei devidamente instalado nela, todo esticadão. Até saí pra dar uns bordejos mas voltei rápido porque uma caminha como essa não pode ficar vazia muito tempo. Sabe como é, preciso botar ordem nisso aqui, né?

Vai tio, pode fazer carinho que eu deixo! Aliás eu adooooro!

Não sei se já contei pra vocês, mas agora eu passo quase todo o tempo com acesso ao espaço inteiro do lar temporário. Isso, claro, enquanto as tias estão lá porque elas tem medo que eu fuja (só porque eu fiz isso uma vez, humpf. Já falei que não faço mais!) mas eu continuo a-man-do a minha toca arrumadinha, só minha, que fica no alto de onde eu posso enxergar meu vasto Império todinho!

Bom, conversa vai, conversa vem, depois de uns bordejos eu voltei pro meu canto.

Estava lá deitadão do jeito que eu gosto, esparramado.

Como vocês sabem, eu sou um bom Rei. Gosto dos meus súditos felizes, sou tolerante e benevolente (hohoho). O problema é que de vez em quando uns certos pirralhos confundem as coisas e…

Sugar deitada em cima de mim, me achando com cara de mamãe. Até parece!

Pô, assim não dá!

Como é que vou manter a minha fama desse jeito, com todo mundo achando que pode vir deitar em cima de mim, dormir, brincar com a minha cauda e tudo mais?

Er… Mas ela é tão fofinha, tão bonitinha que eu deixei. Hahahaha depois ela saiu, eu disse baixinho que podia voltar quando quisesse mas fiz ela prometer que não contaria pra ninguém que eu deixo os filhotes fazerem o que quiser de mim.

Será que ela cumpre a promessa?

Bom, vou nessa tias. Tenho uma latinha inteira de patê pra comer, preciso passear pelo meu Império para que ninguém se esqueça de quem é o Rei nesse lugar e hoje tô muito, mas muito cansado.

Acho que essa cama nova veio com sonífero…

Lambeijos!

Ass.: Magoo (zzzzzzzzzzzzzzzzz…)

Tá me dando um soooono...

Cartinha da Cora (ex-Shakira)

Oi tios! Oi tias! Tudo bem por aí?

Vcs lembram de mim? Eu sou a Cora (ex-Shakira), daquela casa de Santos, lembram? Demorei, mas consegui arrumar um tempinho pra fofocar um pouquinho com vcs (sabem como é… muita correria entre lutinhas, escaladas e garimpadas).

Eu ainda era criança (hoje já sou adolescente, já tenho 10 meses) quando a tia Tati foi buscar a gente lá em Santos. Quando ela chegou lá, eu, que não sou besta, subi correndo no ombro dela e fiz “Ou você me leva ou… você me leva”. E a tia Tati, que é muito legal, me trouxe na primeira leva. Eu não tava lá aqueeeeela Brastemp, porque a casa onde eu morava não era, digamos, das melhores, mas tia Tati e tia Dani cuidaram de mim e me deixaram novinha em folha. A única marquinha que ficou foi um sinalzinho na córnea que me faz piscar cheia de charme quando tomo sol.

Daí colocaram minha foto no site, alguém compartilhou no Facebook, minha mãe viu, entrou no site, leu minha história, viu minha foto, se apaixonou perdidamente por mim e, em menos de uma hora, já tinha falado com a tia Tati e já éramos uma da outra pra sempre. \o/

Minha mãe ficou um pouco preocupada se eu me adaptaria com minhas novas irmãs, Godiva e Catarina, mas quando tia Dani me trouxe a abriu a caixinha, já saí dominando tudo, explorando a casa, falando “oi” pras minhas irmãs, perguntando que horas saia o rango…

Sabe, tios, não espalhem, mas minha mãe é meio lelé; ela ficou com medo de eu estar doente quando eu cheguei, por causa da casa de onde a tia Tati me salvou, e me levou pra fazer todos os exames do mundo todo, um saco.

Eu fiquei muito brava com essa coisa de médico e ia fazendo o maior barraco o caminho todo, todas às vezes. Aaaah, que que hááá, sabe? Mas minha mãe dizia que era por amor, que logo ia passar.

Ela fazia o maior papelão e chorava muito de pensar que eu poderia ficar doente, olha que doida rsrs. No fim deu tudo certo e hoje ela diz que eu tenho é excesso de saúde, uma baita energia e um bumbunzão que nossa senhora… rsrs

No começo eu era bem agitada, sabe? Na primeira noite que dormi com minha mãe, deitei em cima dela (técnica felina de tomada de posse; não entendo por que vocês não fazem isso tb), e aí fiquei apertada de noite, mas não quis ir ao banheiro por medo de perder a minha mãe e meu lugar na cama… e aí escapuliu.

Marquei território na minha mãe sem querer e fiquei bem constrangida depois, mas minha mãe entendeu que era ansiedade e me deu muito, muito amor, e nunca mais tive medo de sair da cama de noite (e no fim acho que esse lance de xixi até que funcionou, pq minha mãe é território toooodo meu agora :D ).

E foi com amor que eu aprendi que não preciso ter pressa pra comer, e que posso dormir em qualquer lugar da casa que eu quiser, e que eu posso dar a volta quando estiver correndo pra não pisar na cara da minha mãe qdo ela tá dormindo rsrs e que minha mãe sai de manhã, mas ela volta e cheia de saudade e cafuné pra dar pra gente.

Hoje sou uma menina MUITO mais tranquila e segura. Tá, Didi tá aqui rindo e falando que eu sou danada também, mas ela bem é minha cúmplice na hora de sair correndo pela casa na maior vula fazendo tudo voar e descabelando minha mãe, viu?

Tios, minha mãe disse que pouco depois que eu cheguei, eu dormi no peito dela de barriga pra cima, com a cabeça no pescoço dela, na maior entrega e confiança do mundo, e ela chorou. Ela disse que foi a primeira vez que ela chorou de amor na vida. E que o amor dela só aumenta a cada dia.

A gente tem uma ligação muito especial, sabe? Eu já sei quando ela quer dormir esparramada e vou pra minha caminha do lado da cama, dormir embolada com a Didi e a Cata (esses dias chegou também a Yavanna… mas ela conta tudinho pra vcs depois), mas na maior parte das vezes a gente dorme de conchinha ou abraçadas.

Minha mãe quase morre de amor quando eu faço ruidinhos tentando pegar a cordinha, a bolinha ou pulando em cima da pia enquanto ela escova os dentes. Ela fala que eu sou tagarela, mas é que eu aprendi a conversar com ela com meus “prruúús”.

Agora eu tô aprendendo a andar de guia, então de vez em quando eu já a levo pra passear no jardim do prédio rsrs. Eu vou na frente, com meu peitoral, puxando ela pela guia presa na mão. É que minha mãe me viu sentada na porta de casa toda vez que alguém entrava ou saía e cismou que eu tava ficando meio existencialista. Tenho feito o maior sucesso nesses passeios. Minha mãe falou que logo mais a gente já pode ir pro parque. Eu adoro, tem um monte de cheiro e coisa diferente pra ver.

É isso, tios e tias!!! Deixa eu ir lá agora, porque tá na hora do pega-pega com a Didi – essa vida agitada deixa a gente exausta.

Beijos tios! Continuem ajudando os tios da Confraria a ajudarem gente como eu!!!

Beijos tia Dani! Beijos tia Tati! Amo vocês!!!

Cora Coralinda Fischer

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Bravery

Coragem.

O que é coragem para você?

Para mim foi parar de ser uma sombra de cabeça baixa e sussurros.

Foi me afastar daqueles que tinham de mim tudo do melhor, mas me devolviam migalhas.

Foi perceber que existem inúmeras coisas mais importantes do que restaurantes caros e saídas de final de semana.

A minha coragem se fortalece todos os dias nas minhas cicatrizes, no meu coração que se recusa em se deixar partir novamente.

Nas palavras  duras e nos abraços que meus próprios braços me deram quando, rodeada de pessoas, havia momentos de solidão.

Em meus olhos não há venda de mentiras. Eu sei que minha realidade não é perfeita em vários aspectos e com minha teimosia e coragem, decidi mudá-la, mesmo que a minúsculos passos de cada vez.

A coragem das pessoas surge das mais diferentes maneiras e pelas mais diferentes motivações. Uma doença, uma situação financeira, algo que lhe traz tristeza.

Também é necessário saber até onde nossos pés e braços alcançam para que o nosso ato de coragem não seja uma tolice em vão. O que posso fazer, o quanto posso fazer e o que é preciso para que seja feito. E acima de tudo, há amor por trás da minha valentia?

Pois no final das contas, será o amor pelo que acreditamos que irá nos levar adiante. É o que nos faz sentar, planejar e agir corretamente. Se não houver amor, não há comprometimento e sem doarmos tempo, dinheiro e fôlego, nada poderá ser diferente.

Desde que comecei com resgates e adoções, nada mudou significativamente em minha cidade. Continuamos sem educação, ignorantes em relação a castração e posse responsável e o número de animais abandonados somente cresce. Ainda somos uma das poucas cidades do Brasil em que o CCZ não tomou uma medida eficaz contra a superpopulação de cães e gatos pelas ruas. E o sofrimento deles ainda é realidade. Tudo muito caro, tudo muito difícil. E minha única saída, de acordo com as minhas possibilidades, seria desistir. E então fui para o Canadá.

O C.E.D foi o que escolhi. Em menos de 3 meses 22 animais ajudados. O mesmo número com resgates e adoção em São Luís seria algo impossível. Fazer isso sem me afundar em dividas até o pescoço também seria impossível.

Já me perguntaram como eu tenho coragem para muita coisa… coragem pra levar os animais para castrar, coragem de entregá-los a novas famílias, coragem de segurá-los para procedimentos, etc. Ultimamente com os Felinos Urbanos me perguntam como eu tenho coragem de pegar gatos ferais, de marcar suas orelhas,  de devolvê-los pra rua – mesmo sendo ferais – e como eu tenho coragem ao devolver um gato mais manso para o local de onde veio.

A diferença dessa “coragem” para a coragem que eu estou acostumada é que na maioria desses casos, coragem = maldade. Sim… aparentemente, fazer C.E.D te coloca no mesmo patamar de alguém que maltrata um animal e não tem compaixão. O tom das vozes das pessoas é o mesmo de alguém que acabou de abandonar uma ninhada a própria sorte. A #6 perdeu o filhote envenenado por uma pessoa que sabia o que estava fazendo. A #11 com certeza foi abandonada. A #5 foi chutada por crianças e seus filhotes morreram na barriga. Será que alguém questionou como essas pessoas tiveram coragem para isso?

Então que tal repartimos nossas responsabilidades, para que minha coragem também seja a sua? Que tal eu capturar e você reabilitar, incluindo todos os custos, os gatos ferais e colocá-los para adoção? Levando em consideração que dificilmente um animal feral se socializa, você tem a coragem necessária para cuidar de um animal arisco até o final da vida dele? E que tal você ter coragem de manter em sua casa TODOS os animais mansos que foram capturados? Ou se responsabilizar por todos os filhotes que nascerão pela falta de coragem de castrar os adultos?

Quem está na proteção animal não pode ser mesquinho, egoísta ou megalomaníaco. Não há como salvar todos e eu, assim como quem faz C.E.D sabemos disso. E aí reside a nossa coragem. De conhecer nossas limitações e, mesmo com todas as dificuldades e tristezas, não desistir pelo que realmente é o mais importante: os animais.

Antes de perguntar onde está a coragem de alguém que opta pela Captura, Esterilização e Devolução, pergunte-se: onde está a minha coragem de parar de criticar e arregaçar as mangas?

Tarinai kotoba narabetemo
Hontou no koto wa tsutawaranai
Yasashii dake ja mamorenai

Mesmo que eu alinhe os argumentos
Eles não são o suficiente para conseguir expressar a verdade
Existem coisas que você não consegue proteger apenas sendo gentil

You have no bravery to see the truth

Você não tem coragem para enxergar a realidade

L’Arc~en~Ciel – Real – 4 – Bravery

Sabe como VOCÊ…

… pode salvar MILHARES de vidas?

Patrocinando uma castração.  Hoje foram 9 animais esterilizados: um gatinho, uma gata e SETE cadelinhas.

Imagine quantas vidas foram poupadas do abandono e da fome? Milhares!

Com R$35,00 você também pode ser responsável por uma esterilização.

Muita gente não pode levar os bichinhos pra casa, não tem espaço ou tempo. A gente entende. Mas será que sobraria R$35,00 num mês pra ajudar a gente a garantir que num futuro próximo existam animais na rua? Esses que a gente não tem como levar pra casa, sabe?

Castrar é a única solução.

Quer colaborar? Clique aqui e contribua! Seu apoio é fundamental para que nosso trabalho continue, pois não temos nenhum suporte do governo. Contamos somente com a ajuda de pessoas como você, que acreditam no que fazemos.

Grande abraço!

Equipe Confraria.

21/11/11.

Terapia do amor

Amigos, hoje nós temos um pedido muito especial pra fazer.

Não vamos pedir ração, nem medicamentos, nem LT.

Hoje nós vamos pedir o amor de vocês. Mais do que nunca, dessa vez é o amor que fará a diferença.

Esses são os 4 gatinhos da Bananeira, resgatados semana passada. Eles vieram de uma das colônia de gatos ferais que controlamos, não tem nem dois meses ainda e por isso temos esperança de conseguir reabilitá-los.

Mais do que ração, cuidados, medicamentos e lar temporário, a maior necessidade desses bichinhos é O AMOR.

Eles precisam MUITO ser encaminhados separadamente a lares temporários com pessoas que possam ter contato com eles. Diferentemente dos outros, eles não precisam de um espacinho até conseguir adoção: precisam de colo, de pessoas mexendo neles, acariciando, ensinando-os a confiar.

Mesmo com a pouca idade eles são ariscos, mas acreditamos que dá para reverter isso com cuidados intensivos.

Nós temos lar temporário para eles, mas não temos pessoas que possam se dedicar a eles individualmente.

Se você trabalha em casa, ou se passa boa parte do dia em casa, por favor nos ajude. Ajude esses gatinhos. Receba um deles por algumas semanas para torná-lo mais confiante e relaxado.

Se os deixarmos crescer ariscos desse jeito eles nunca serão adotados e isso é muito triste. Nenhum gato merece essa vida.

Vamos mudar o destino deles?

Contamos com vocês mais uma vez!

Crescei e multiplicai-vos.

Oi pessoal!

Eu sou o Pedrinho, por enquanto estou morando no LT Central da Confraria mas logo logo vou arrumar um lar.

Ontem nossa casa temporária estava uma bagunça! Um montão de gente nova, ganhamos brinquedos, comidinhas que eu adoro (hummm!), alguns de nós ganharam banho e, claro, chegaram mais amiguinhos.

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Escaminhas são de libra

Oi! Meu nome é Dior e tenho por volta de um aninho.

Quando crescer, quero ser astronauta. Ou bailarina. Minha atividade preferida é ronronar de barriga pra cima. Ou dormir em cima da estante. Não sei… pra mim é tão difícil decidir! Minha tia que me dá remédio e brinca comigo todo dia diz que eu sou libriana. Não sei que raio será isso mas… ela disse que explica por que sou uma escaminha!

Funciona assim:

Quando eu era um pequeno embrião na barriga da minha mãe, me disseram: Dior, olhe aqui esta lista dos seus antepassados e escolha com quem você quer parecer. Aí pensei: “Puxa, tenho mesmo que escolher??” Passaram na minha frente gatos e gatas lindooos: persas, siameses, brancos, azuis, vermelhos, laranjas, pretos. De olhos amarelos, verdes, azuis, claros, escuros, médios.

Como assim???

Bom. Depois de algum tempo, sobraram dois finalistas:

Meu tataravô Luigi Larangio.

Minha trisavó Jadska Pretuska.

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Cedo demais

Meu dia começou normalmente.
Conversei com amigos, resolvi algumas pendências, marquei mais duas cirurgias de castração, fui ao trabalho.

Voltando para casa, recebo um telefonema. A cuidadora das colônias proximas me dá uma carona ate o local.

No meio da rua, um ponto branco.

Um filhotinho de gato, com pouco mais de 5 meses, aparentemente.
Uma pequena poça de sangue abaixo, as mesmas manchas nos ferimentos ocasionados por um carro. A face felina tão bela agora machucada.

Ele ainda está morno. Não deve ter acontecido a muito tempo. O sopro de vida em seu peito havia acabado de se extinguir.

Não pudemos fazer nada além de dar um final digno ao seu corpo terreno.

Voltamos pelas ruas próximas e contei inúmeros gatos, cujos dramas tão parecidos se desenrolam em meu bairro. Gatos resultados da ignorância e falta de responsabilidade humana, que não castraram seus antepassados, que os abandonaram, entregando centenas de vidas à mercê de perigos.

Vi fêmeas prenhes, lactantes, machos machucados e mancando. Observei gatos jovens revirando o lixo. Vi também mães com seus pequenos filhotes, que provavelmente não chegarão a idade adulta. A vida nas ruas é cruel. Pura e simplesmente.

A vida nas ruas não respeita idade, não respeita a majestade dos gatos. A vida nas ruas lhe tira toda a dignidade e esperança. A vida nas ruas lhes rouba a tranqüilidade, transformando-os em animais selvagens, tão selvagens quanto o próprio abandono que os consomem aos poucos, em doenças, fome e mortes dolorosas.

Na volta pra casa também revi os meus Felinos Urbanos. Com suas charmosas orelhinhas marcadas, eles me observaram. Meus queridos gatos ferais, que não irão sofrer mais pela reprodução, que não irão mais colocar filhotes neste mundo que finaliza infâncias cedo demais, nem dando a chance para que elas sejam felizes.

E é por esses e muitos outros que morrem diariamente que a castração se tornou minha missão.

A esterilização é a única e melhor coisa que podemos fazer para aliviar essas tristezas, é o que posso fazer por esses gatos, para melhorar seu presente e futuro, já que foi um ser humano que os condenou no passado.

E se finais felizes não são possíveis, que ao menos as vitimas não aumentem em número.

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