Confraria dos Miados e Latidos

 

Feira da Vila Madalena 2010 e Confraria, pela segunda vez…

… Nós estaremos lá!

Pelo segundo ano consecutivo marcaremos presença com nosso stand recheado de muitas peças exclusivas assinadas pela Mila F e pela Luciane Peixoto, lanches vegetarianos e a famosa Cobrinha do Bem além das nossas camisetas. Quem quiser conferir com os próprios olhos não vai se arrepender.

Este é nosso flyer. Peço que quem puder e quiser, copie e cole em seu álbum de fotos, divulgue aos 4 cantos.

SUPER obrigada!!

 

Adivinhem quem…

… finalmente ganhou um lar definitivo hoje?

ZenZen!!

 

Gatos e crianças, excelente combinação!

Oi pessoal!

Eu gosto de mostrar aqui a opinião de pessoas porque senão fica parecendo que eu advogo em causa própria… rs

Vou dividir com vocês fotos e exemplos de famílias que adotaram gatinhos que vão conviver com crianças pequenas.

Enjoy!

Bom dia
Olha o Pépe Pan ai….   foto com criança… ele é um doce… nao arranha, nao morde, nada…
Gde abraço
Cris

Pepe, ex-Pan, e sua dona!

Oi Tati,

Tudo bem? Hoje o dia deve ter sido bem corrido por aí.
As gatinhas estão super a vontade, parecem que nasceram aqui e as crianças não querem fazer mais nada,  nem sair de casa pra ficar com elas.
Passaram uma noite super tranqüila e dormiram juntinhas na nova caminha xadrez vermelha..rs
De manhã ficaram tomando sol e “banho de gato” na sacada e depois brincaram muito com as bolinhas que espalhamos pela casa.

Enfim, está tudo certo, todos felizes, felinos e humanos, tendo a certeza
que este encontro já estava escrito!

Beijos pra vc e para o seu marido que se dispuseram a “viajar” para
possibilitar o nosso tão esperado encontro.

Estou mandando as fotos com o registro da chegada e do dia seguinte, pra
você ver que vida chata elas estão levando.

Obrigada mais uma vez.

Gabriela

Teca, ex-Tequila no colo da Beatriz.

Cecilia e Guilherme, filho da Andreza.

Mia e Victor Hugo, filhote da minha amiga Ketlen.

Rafael, filhinho da Ligi, e Ralph, gatão da Ligi!

Tem uma foto do seu filho, irmãozinho, sobrinho… Com gatos? Manda pra gente!

 

Dia quase todo feliz pra Confraria!

Oi, pessoas.

Hoje foi dia de visitas no nosso LT Central! Como sempre foi uma delícia, recebemos a visita de muitos amigos queridos, os gatinhos amaram (como sempre!) e foi super produtivo. Mais no finalzinho vou colocar o famoooso painel de fotos!

O Zen e a Gildinha que estavam no LT da minha casa vieram pra cá hoje. A Mila, que foi quem resgatou o Zen, não sabia disso e o reviu depois de alguns meses. Foi ‘a’ emoção!

Também trouxe a Mitzi, a gatinha resgatada pelo Rodolfo em péssimo estado que recebemos na semana passada. Ao contrário do que a gente pensava, a Mitzi foi surrada e não atropelada, infelizmente. Ela tem se recuperado um pouquinho a cada dia e já anda quase 85% normalmente, mas ainda temos um longo caminho de florais e acupuntura pela frente. O Rodolfo, padrinho dela, veio visitá-la e ela não deixou por menos! Isso, claro, quando Jabulani deu uma folga pro Rodolfo =o))

Hoje aproveitamos para fazer algo diferente, também: resolvemos abusar das artistas-visitas! Explico: a Mila é quem faz todas as ilustrações da Confraria, e a Luciane é a autora dos meus famosos quadros de cães e gatos. Como estaremos na Feira da Vila Madalena em 15/08, calçamos nossa cara de pau e colocamos as meninas pra customizar algumas camisetas pra gente. O resultado vocês só verão em breve =o) mas foram seis camisetas LINDAS!

Luciane e Mila

Passamos um dia ótimo, rimos muito, falamos sobre gatos, brincamos com eles… Foi uma delícia. Exceto por um fato beeem chato: à tarde o marido de uma adotante trouxe dois gatos de volta, devolvidos. Eles foram adotados juntos em dez/09 e voltaram hoje, oito meses depois.

Eu nem entro no mérito dos motivos – mesmo que por si seria suficiente pra me aborrecer e muito -, o que mais me choca é que é a segunda vez que gatos são devolvidos pra mim dessa forma:

Todas as visitas estavam aqui e puderam presenciar. O dia estava lindo, quente, e esses dois gatos já quase adultos foram transportados dentro dessa caixa de papelão que mal caberia um deles, quanto mais dois.

A caixa estava lacrada com fita adesiva, e dentro dela estavam eles e 3 potes plásticos, um deles com uns grãos de ração. Eles fizeram xixi na caixa e estavam extremamente assustados.

Eu pergunto: será que não é stress suficiente ser devolvido? Precisa mesmo trazer os gatos nessa condição degradante? Eles precisavam ser expostos a isso?

O pior de tudo é que um não tolera o outro. Não sei se estavam separados, mas eles se batem. Mesmo soltos no LT, cada um foi para seu canto.

Albert, o colorpoint, imediatamente ganhou o colo da Luciana. Ela veio com a Kelly, foi a primeira vez, e por razões muito especiais ela se identificou demais com o Albert. A gente torce pra que ele caiba no coração da Luciana e nunca mais tenha que passar por essa situação absurda. Ele comeu e bebeu água, e ficou mais à vontade com o passar do tempo ainda que esteja super assustado.

O Nero é um pouco pior. Ele rosna pra todo mundo, pra todos os gatos. Desde que chegou está num andar do arranhador e depois dele, ninguém mais subiu ali. Ele não quis comer, não quis beber água, não anda e não se deixa sequer ser acariciado. Ele vai comigo pra minha casa pra passar por um intensivão de adaptação, vamos ver como fica.

Dois gatos lindos, que eram filhotes lindos. Foram entregues pessoalmente por mim na casa da pessoa que os adotou, estavam tranquilos, fofos, vacinados… Hoje voltaram assim, e nem as carteiras de vacinação vieram.

A gente faz uma força enorme pra não passar pra eles a bronca que sentimos, porque eles não merecem. Infelizmente mesmo com todos os cuidados ainda acabamos submetendo nossos resgatinhos a isso, o que é péssimo. Mas bola pra frente, né?

O outro lado da moeda é que ontem à noite fui do outro lado da cidade pra levar a Tequila e Cristina. Nada dá mais força e alegria pra gente do que quando entregamos duas bebezonas como essas no novo lar e família que as aguarda de braços, sorrisos e coração abertos! Foi lindo demais, as meninas andaram pela casa como se tivessem nascido lá, as crianças adoraram as meninas, e não posso deixar de agradecer à Gabi & Joaquim por terem escolhido uma resgatinha da Confraria e nos recebido com tanto carinho.

Tina, Teca, Antonio, Joaquim e Beatriz.

Ufa, é isso. Sábado que vem tem mais, um grande abraço a todos e até a próxima!

Tatis.

 

Dois é sempre melhor do que um!

A gente sempre diz isso, né?

Esse vídeo foi feito ontem em casa. Quando fui limpar o LT de casa, o Zen (resgatinho para adoção) escapou por baixo das minhas pernas. Dois segundos depois ele já estava com o Roberto que é meu gato!

Cinco minutos e… Eis o que eles ficaram fazendo.

Não é lindo?

Você que tem só um gato, faça um favor: tenha dois! =o))

 

Saldo de hoje: 24 medulas cadastradas, 13 doadores de sangue

Sucesso TOTAL!!

Qualquer palavra superlativa para definir o dia de hoje é pouco! Superamos todas as nossas expectativas e com o empenho, solidariedade e empatia de MUITA gente, levamos hoje mais de 40  pessoas ao Hemocentro da Santa Casa de São Paulo.

Dessas, 24 cadastraram-se como doadoras de medula e 13 doaram sangue. Foi demais, gente!

A proteção animal unida e mostrando que também se importa com as pessoas foi emocionante. Até agora quando lembro fico tocada. Um dia inteiro, muitas fotos, conversa bacana com gente de primeira e, claro, uma montanha de solidariedade.

Tomei a liberdade de fazer um painel com algumas fotos dos que compareceram, mas vou deixar aqui expresso os nomes de cada um.

Renata e Carlos, Cris, eu, Mila e David, Juliana Preto e Claudio, Merry Hellen, Dani Sinhorini, Adriana Tscherniev e seu pai, Augusta, Fowler e Tereza Braga, Jessica e amigos, Vivi, Claudia e Antonio, Rosana, Li, Tania, Leandro, Rosana 2, Aline e Rafael, e muitas pessoas mais que eu certamente esqueci, mas não posso deixar de agradecer.

Muito obrigada por acreditarem na gente, na causa, e mais do que isso, por terem tamanha empatia com o restante do mundo. Somos parte de um TODO, e é muito importante quando nos damos conta disso.

Um grande abraço e até a próxima campanha!!

Equipe Confraria.

I Campanha de Doação de Sangue e Medula Óssea da Confraria - 24/07/10.

 

Oncinha? Que nada…

Oi pessoal!

Em fevereiro resgatamos algumas oncinhas, lembram-se deles? Eram 4 filhotes tão ariscos que subiam pelas paredes (literalmente) quando chegávamos perto.

Há 3 meses nós tomamos uma decisão pra tentar reverter esse quadro:  separamos os irmãos. Dois ficaram comigo e dois foram pra casa da Adriana.

As duas que estavam comigo (Louise e Aninha) foram doadas já. Melhoraram bastante, ficaram mais integradas e claro tiveram a ajuda de alguns gatinhos bonzinhos que temos por aqui (rs). Os que foram pra Adri foram Thelma e Novak. Depois de três meses, olhem só como eles estão:

Não é INCRÍVEL??

Como diz uma grande amiga, essa é a terapia do amor… O resultado só podia ser esse!

Desta forma, os queridinhos já estão disponíveis para adoção.  Depois de todo esse trabalhão, empenho e paciência da Dri e claro, da melhora deles, o mínimo que a gente pode fazer é achar uma casa legal pros dois!

‘Bora?

Contamos com todos vocês, muito obrigada!

 

Quem vai ficar com… Gigi!

Se você quer ter apenas UM gatinho em sua casa, Gigi é a gata que você procura!

Veja abaixo um vídeo da Gigi brincando e confira mais informações sobre ela. Ao longo deste texto há fotos, confira!

Gigi, ou Gyca, veio parar nas mãos da Confraria de um jeito meio complicado (para saber tudo, clique aqui e leia o post da Tatis).  Agora, vamos deixar a Gigi falar um pouco de si para vocês a conhecerem!

Oi! Meu nome é Gigi! Tenho cerca de 2 anos, estou castrada, vacinada e pronta para um novo lar! Sou uma gata charmosa, muito amorosa e brincalhona, adoro estar com as pessoas. Só tem um detalhe: não aceito a companhia de outros gatos, prefiro ser filha única! A maioria dos gatos gosta de ter um companheiro felino, mas eu quero uma família só para mim.

Os tios que cuidam de mim passam o dia inteiro fora, trabalhando e cumprindo seus compromissos, então eu fico sozinha por muito tempo, mas me viro bem! Brinco, como, durmo, vejo a cidade pela janela, passeio pela casa e, claro, como todo gato, gosto de subir nas coisas… mas sou muito educada, não estrago nada na casa. Não arranho o sofá dos tios e nao derrubo os enfeites de vidro da tia!

Sei o que é brinquedo e o que não é. Só não resisto aos tapetinhos da casa, gosto de pular em cima deles e fazer de conta que vão me atacar também! Afio minhas unhas num tapete grosso, tipo um arranhador horizontal, e nunca arranho o sofá. Gosto de me esconder atrás de cortinas, só esperando alguém vir brincar comigo. Adoro brincar de luta e com tirinhas, é só balançar uma para mim! Também gosto de atacar ratinhos de brinquedo, dormir junto das pessoas e ficar sentada aos pés de quem está vendo TV.

Preciso ser adotada por alguém que não tenha outros animais. Em troca, prometo dar muito amor e companhia à minha nova família! Não preciso de muito para ser feliz. Só de alguém que me ame de verdade e queira chegar em casa, ao fim de um dia de trabalho, e ser recebido com muitos denguinhos, prrrrs, miaus e prrrrmiaus e relaxar brincando com sua gatinha… eu!

Será você esse alguém?

Se deseja adotar a Gigi ou conhecê-la sem compromisso, fale com a gente! Escreva para tatiana@miadoselatidos.com.br ou camilailustradora@gmail.com

 

Depoimento: Antes de devolver, aprenda a amar!

Oi pessoal,

Hoje vou publicar o depoimento da Joana Bortolozzi, mamãe do Tarso Augusto.

Fiz a leitura na comunidade do Orkut Gatos – Manual de Instruções e achei incrível, uma bela reflexão sobre o que realmente envolve uma adoção – ainda mais quando observamos devoluções esdrúxulas como essa e essa. Espero que vocês gostem!

Obrigada e até mais,

Tatis.

==============

Antes de DEVOLVER aprenda a AMAR!
Por Joana Bortolozzi

Bom gente, eu resolvi criar esse tópico para contar a história do meu filho porque, assim como ele, que já havia sido adotado e devolvido, muitos outros gatos acabam voltando para jaulas e até para a rua por que muitas pessoas não têm paciência para ensiná-los, ou quem sabe, não têm amor o suficiente para esperar que eles aprendam.

Tarso é o nome dele. Tarso Augusto é como o chamo quando ele apronta.

Conheci meu pequenino há quase 1 ano. Ele era filhotinho e havia acabado de chegar no Pet Shop depois de ter sido tirado da rua todo machucado. Medroso, me lembro que ele tinha a patinha com algum probleminha pois saia sempre do lugar e já apresentava seqüelas das crueldades cometidas contra ele, pois não tinha muita coordenação e o olhinho esquerdo chegava a aparecer quase todo o branco de tão vesgo que era.

Quando eu levava a Chayla, minha Persa, na Dra. Juliana, lá estava o Tarso na jaulinha todo pequeninho. Meu coração doida ao vê-lo junto com um outro gatinho que também havia sofrido nas mãos de algum psicopata e não poder levá-lo.

Minha mãe já havia surtado quando apareci com a Chayla em casa (um apartamento grande, mas onde já moravam duas cadelinhas), então outro gato estava fora de cogitação, mas mesmo assim, ela decidiu ajudar e todo mês doávamos uma quantia fixa para que ele e todos os outros, tivessem a melhor vida que poderiam dentro das jaulinhas.
Eu continuava indo ao Pet para levar a doação mensal, jornais velhos e o que mais eu pudesse comprar para ajudar e ele sempre estava lá, bastante brincalhão, apesar de um pouco arisco.
Os meses foram passando, ele cresceu e como estava difícil para ser adotado, (quase 1 ano, preto e com problemas mentais) acabou indo para os fundos, dando lugar aos novos que chegavam e ficavam nas gaiolas da frente e como não o via mais, imaginei que tivesse sido adotado e naquela coisa de “O que os olhos não vêm o coração não sente”, decidi nem perguntar sobre ele e assim foi, até que um belo dia, ele estava de volta as jaulas da frente e isso me deixou muito chateada e resolvi perguntar por que ele estava de volta.
Ele já havia sido adotado e uma semana depois, devolvido por que dava muito trabalho. Fazia as necessidades em todo e qualquer lugar da casa, unhava e quebrava tudo, então, a única solução foi “despachar o bicho de volta”, como uma mercadoria que não era o esperado.
Aquilo me revoltou tanto que naquele dia, cheguei em casa “soltando os cachorros” e contei o que havia acontecido pra minha mãe e para minha surpresa ela disse: Traga ele…Mas, ele tem três dias para se adaptar.

Hã? Como assim 3 dias? Ele não se adaptou em 1 semana, como vai se adaptar em 3 dias?

Admito que fiquei morrendo de medo, mas mesmo assim, peguei a caixinha da Chayla e parti com minha prima para o Pet adotar o Tarso.
No Pet, ninguém acreditou e a alegria foi geral. Correram para arrumar o Tarso, dar banho, cortar as unhas, mas…Ele havia pegado um fungo na cabeça e como eu já tinha outras três filhas, a vet achou melhor tratá-lo lá mesmo para que as outras crianças não pegassem.
- Tudo bem! Quanto tempo?
– 2 meses!
Só podia ser sacanagem, mas era o melhor.

Durante 40 dias, eu fiquei indo até lá para vê-lo todos os dias e entrava em desespero quando chegavam os domingos e o Pet não abria. Feriados então, eram pura tortura.
No começo ele era um chatinho. Eu tentava pega-lo, mas ele não vinha comigo de jeito nenhum. Eu podia deixar a portinha da jaula aberta que ele não saia de tanto medo que tinha. Eu me sentava de frente pra ele e ficava conversando e fazendo carinho, até que um belo dia, ele saiu direto pro meu colo e se deitou.
Meu coração quase saiu pela boca de emoção. Ele não tinha mais medo de mim, ele confiava em mim.
Eu mal chegava e ele já estava pronto, me esperando para segura-lo e fazer carinho.
Acho que o pessoal já estava quase colocando uma jaulinha pra mim também, até que finalmente a Vet me deu uma ótima noticia: Tarso já poderia ir embora, mas ainda tinha que manter o tratamento em casa.

Gente, eu não sei dizer o que eu senti. Eu havia esperado tanto tempo por aquele dia e eu estava morrendo de medo. Medo de sei la, ter que devolve-lo, dele não se adaptar ou das meninas não se adaptarem a ele. Minha mãe tem um monte de enfeites pela casa, e a dona Chayla já havia feito o favor de quebrar o cinzeiro de cristal caríssimo da minha mãe naquela mesma semana. Eu tinha certeza que ele faria pior. Eu tinha certeza que ele quebraria a casa inteira, mas eu avisei: Não vou devolve-lo de jeito nenhum! Nem que eu tenha que sair de casa e ir morar em baixo da ponte com o meu filho. Ele é meu!

Finalmente ele foi pra casa e durante duas semanas ficou limitado ao meu quarto, que já era um pouco maior do que a jaulinha que ele viveu por quase 1 ano, mas pequeno demais para abrigar um gato, uma casinha (mansão na verdade), pratos de comida e a litera que fedia absurdamente duas vezes ao dia (nunca vi um gato fazer tanto coco e tão fedido).

Dava nervoso do desespero dele sempre que alguém entrava no meu quarto. Ele não sabia se entrava na casinha, se ia pra debaixo da cama ou se entrava em alguma tomada, mas ele só se acalmava quando me via ou ouvia a minha voz.
A Chayla não podia vê-lo que se ouriçava inteira. A gorda chegou a ficar entalada no portãozinho que colocamos na porta, ao tentar invadir meu quarto atrás do coitado do Tatos e ele entrava em pânico quando as cachorras conseguiam entrar.

Bom, essa loucura durou 2 semanas e eu o agüentei pulando em mim pra brincar às 2h da manha, acordei todas as noites para retirar o cocozinho fedorento e voltar a perfumar meu quarto e o saldo da destruição foi: 1 perfume Jean Paul Gaultier, 2 porta-retratos, 1 aparelho de DVD e alguns sustos na madrugada. Isso foi nas duas únicas vezes que ele pulou em cima da minha estante e arremessou tudo no chão e em apenas dois berros, ele aprendeu que ali não é lugar pra brincar. Não sei se ele entende que “Tarso Augusto” significa “Não se atreva a fazer isso”, mas é só o que eu digo quando ele se preparava para pular, o que nem acontece mais.

Hoje, quase 1 mês depois (apenas), Tarso é a alegria da casa. Minha mãe, que não o queria, já chega perguntando onde esta o “feioso da vovó”.

Ele atormenta as cachorras tentando pegar os cotocos de rabo delas e a Chayla ganhou um companheiro de aventuras e corridas noturnas…Hum, diurnas e vespertinas também – inclusive, nesse momento, acaba de passar um gato preto correndo no corredor…E agora um marrom…

O coco mudou de lugar (graças a Deus) e foi para a área junto com a liteira da Chayla, o portãozinho já sumiu, a casa esta inteira e nada de anormal foi detectado, a não ser o sofá da minha mãe que apresenta alguns fiozinhos puxados, mas que ninguém pode provar que seja ele, já que a nossa gatinha que morreu, a Natacha, nos deixou alguns de herança.

Enfim, bastou apenas algumas doses de paciência, atenção, carinho e de muuuuito amor, para que ele aprendesse e entendesse que nada do que ele pudesse fazer, seria o suficiente para me fazer mudar de idéia e devolve-lo ao Pet.

A Dra. Juliana disse uma vez: – Ele era pra ser seu mesmo!
Eu concordo e ainda digo que não fui eu quem o escolheu. Foi ele quem me escolheu!
Tarso Augusto é a minha vida e mesmo com probleminhas mentais decorrentes dos maus tratos que viveu, ele é absolutamente perfeito!

Se ter uma criança “especial” é maravilhoso, ter um gato “especial” é divino!

ESSE É O TARSO AUGUSTO!!!

Eu sei que o texto ficou grande, mas quando a gente escreve com o coração não tem jeito de resumir e mãe é assim mesmo, né?!
 

Está chegando o grande dia!

Sua presença é muito importante! Participe, faça a diferença!

Compareça!